26 de setembro de 2014

Estiagem seca reservatórios e encobre omissão!

Imaginação é mais importante
do que conhecimento. 
Conhecimento é limitado.
Imaginação abrange o mundo.
Albert Einstein

A longa estiagem que está afetando principalmente os Estados do Sudeste tem trazido enormes problemas de abastecimento para suas populações. Com a escassez de água os moradores começam a ficar impacientes e as reclamações começam a ganhar as ruas de médias e grandes cidades.
Os governantes apenas justificam tal situação culpando a natureza e a ausência de chuvas nas cabeceiras dos rios e nascentes que ajudam a abastecer os seus reservatórios. Entretanto, omitem da população em ano eleitoral que, nunca houve um planejamento adequado para enfrentar esta situação que vivemos atualmente.
Novos reservatórios não foram pensados, até porque, no pensamento de prefeitos e governadores, reservatórios não dão votos. Os existentes não tiveram os cuidados que deveriam numa situação em que a natureza derrama pouca chuva.
Em São Paulo, o último reservatório foi inaugurado em 1993. Ou seja, são 21 anos esgotando um sistema que não foi modernizado, não teve jamais a atenção dos governantes de São Paulo, Grande SP e de cidades do interior do Estado.
As autoridades não constroem estações de tratamento de esgotos para ajudar a limpar os rios e seus afluentes. O rio Tietê já teve promessas e muitos gastos com propagandas sem que nunca um projeto inteligente tenha sido aprovado, executado, eliminando a poluição no rio que corta a cidade de SP.
As nascentes não recebem reflorestamento nem o cuidado necessário para poderem fazer fluir a água que abastece as cidades. Ficar esperando sentado por dez, quinze ou vinte anos que a água dos reservatórios abasteça a população com ou sem chuva não é atitude inteligente para gestores públicos.
Via de regra, prefeitos e governadores sabem apenas cobrar tarifas, taxas e impostos da população brasileira sem dar nada em troca, sem prestar serviços decentes, sem elaborar planejamento a médio e longo prazo e sem ter ousadia num tempo onde a tecnologia é fantástica e pode ser aplicada em muitos segmentos.
O planeta está com algumas de suas reservas naturais comprometidas, água potável requer uma gestão sustentável, onde a sociedade possa ter a opção de utilização de águas residuárias como alternativa residencial e comercial para o consumo. Onde a conservação e avaliação dos recursos hídricos genético e biológicos sejam realizadas por institutos e universidades com investimento público e privado.
Os munícipios com suas autarquias municipais ou ainda com empresas estatais administradas pelo Estado desperdiçam milhões de litros de águas tratadas por dia, aprofundando ainda mais a crise de água por falta de chuvas.
No Brasil estamos longe dessa gestão voltada para a preservação e manutenção do meio ambiente, nossos governantes querem imediatismo eleitoral visando reeleições e projetos pessoais ou partidários. São omissos, totalmente despreocupados com a sociedade que os elege e paga seus vencimentos.


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