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17 de agosto de 2021

Eubeia, a ilha da Grécia onde o fogo “queimou o futuro”!

Incêndios que devastaram o norte do território, pela demora da reação do Governo de Atenas, ameaçam uma forma de vida tradicional mediterrânea.

         Colinas queimadas por um dos incêndios florestais da ilha grega de Eubea, no dia 12. Alkis Konstaninidis - Reuters

Um paraíso transformado em um deserto de cinzas. Uma forma tradicional de vida mediterrânea, baseada no mel, no leite e no azeite, na resina dos pinheiros, nos figos e nas azeitonas está em risco de extinção. O norte da ilha grega de Eubeia, a segunda maior do país —175 quilômetros de norte a sul e 45 quilômetros em sua parte mais larga— só agora começa a sair do pesadelo, 12 dias depois de o fogo incontrolável devorar bosques, plantações, casas e negócios, em 3 de agosto. “Não ocorreram mortes, mas ficaram milhares de mortos em vida”, diz Giorgos Tsapourniotis, prefeito de Limni, um povoado de 1.200 habitantes em cujo município começou o incêndio naquela terça-feira por volta das 3 da tarde. “Havia um vento muito forte e se espalhou muito rápido. Em 30 minutos já cobria uma frente de 3 quilômetros. 300 casas queimaram, totalmente reduzidas a cinzas. Há outras 800 danificadas e 40 empresas destruídas. Por volta de 36.000 hectares queimaram”. O prefeito responde enquanto dá ordens e responde aos moradores pelo celular, sentado na praça do povoado. “Vivenciamos um caos incrível. Não recebemos nenhuma ajuda e quando ela chegou já era tarde.”

“Não foi só o lugar que queimou. Nosso futuro queimou”, afirma Amália Bloukidi, que gerencia o pequeno hotel Baterí, de 16 quartos, que sua família abriu em 1998. “Nessa terça-feira o hotel estava lotado, muitos hóspedes eram estrangeiros. Não tivemos mais ajuda além de duas passagens de dois aviões fumigadores para lançar água e não havia outro plano além da evacuação”. Amália foi capaz de manter a cabeça fria e, enquanto as chamas se aproximavam do hotel por dois lados, deu 10 minutos aos hóspedes para que pegassem seus pertences e conseguiu com que saíssem rapidamente. Quatro quartos foram completamente perdidos. Também seu jardim de plantas medicinais e aromáticas, uma das joias da ilha. “Não espero nada das autoridades e não quero politizar o caso, mas acuso os que tomaram as decisões pela absoluta falta de coordenação, a burocracia, os erros e a indiferença. Fomos condenados a uma morte lenta”, acrescenta. Ainda se nota o cheiro de fumaça e as vigas e paredes enegrecidas são o testemunho não só da tragédia, como do futuro incerto que paira sobre o norte de Eubeia. “A temporada turística já está perdida e a dos próximos anos provavelmente também. Os jovens irão embora e eu, com 56 anos, mesmo tendo energia, para aonde vou? Quem vai me contratar com essa idade?”. Diante da indiferença e da falta de recursos fornecidos pelas autoridades —as escassas capacidades da ilha foram fatalmente enviadas à região de Atenas para combater os incêndios de lá— os jovens de Limni e de povoados vizinhos tomaram a iniciativa da luta contra o fogo, suprindo a ausência do Estado.

Iannis Triantafyllou, um técnico de ar condicionado na casa dos 30 anos, organizou com uma dúzia de amigos uma brigada de incêndio, mobilizando todos os jovens da região pelas redes sociais. “Não havia bombeiros. Há anos quando ocorreu outro incêndio havia 75”, afirma. Evacuaram rapidamente os que puderam, entre eles sua própria mulher e suas duas filhas, de 8 e 5 anos, embarcadas em uma balsa com outras 2.000 pessoas, entre moradores e turistas. “Pensava que eu seria o último a sair. A maior queixa que temos é que não pudemos salvar mais casas. Temos orgulho de nosso bosque e o queremos de volta.”

Ainda é cedo para fazer uma avaliação de danos. O cálculo é que 50.000 pessoas, dos 210.000 habitantes da ilha, foram afetadas —o serviço de eletricidade e internet está sendo restabelecido agora— e o Governo de Atenas, liderado pelo primeiro-ministro conservador Kyriakos Mitsotakis, abriu uma investigação oficial, mas ninguém ou quase ninguém confia nos resultados. Mas os incêndios no norte de Eubeia, a antiga Negroponte —como a chamavam os venezianos durante seu domínio da ilha entre os séculos XIII e XV— expuseram sem retoques o abandono sofrido durante mais de uma década. Nesses anos, “os bancos foram fechados, o escritório da Fazenda, os ambulatórios do serviço público de saúde e o hospital mais próximo fica em Calcis, a capital, a 80 quilômetros de Limni”, afirma o jornalista aposentado Pambos Hatzilambis, morador da região há 15 anos. O fogo veio marcar a marginalização que seus habitantes sentem. “Somos uma ilha esquecida. Depois da crise econômica, chegou a pandemia e agora, os incêndios. Havíamos começado a funcionar outra vez em junho e julho e a temporada turística já está perdida. Temo que os jovens abandonarão a ilha”, comenta Gianna Anifioti, representante da Câmara de Comércio local e dona de um restaurante típico.

Percorrer a ilha, muito montanhosa e até alguns dias atrás também muito verde, é agora viajar por uma paisagem de troncos e raízes negras, de pinheiros, oliveiras e figueiras calcinados, de vales de cinzas. Ainda sai fumaça de algumas árvores, como de uma oliveira do povoado de Rovies, a que Vangelis Marko, camponês de 67 anos, atribui uma antiguidade de mais de 2.000 anos. “Nós que nascemos e nos criamos aqui já não reconhecemos nada”, diz com tristeza estoica, enquanto mostra suas oliveiras queimadas.

A 60 quilômetros mais ao norte, o jovem prefeito de Istiea, Iannis Kontzias, afirma: “O povoado corre o risco de desaparecer. Houve momentos em que me senti abandonado. Não veio nenhuma autoridade do Governo central. A economia está destruída. É muito cedo para fazer uma avaliação econômica, mas o desemprego se aproximará dos 100%. Será muito difícil que os jovens fiquem”. Pelo menos, a tragédia trouxe um novo espírito de solidariedade. “Acabaram as rixas locais e os moradores estão mais unidos do que nunca. Essa união é o que nos manterá de pé para lutar pelo futuro”, afirma Kontzias, consciente de que a tragédia pode voltar a acontecer e que a mudança climática sempre volta a assombrar.

CRÍTICAS À GESTÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO DIANTE DA CATÁSTROFE

A maioria dos habitantes do norte de Eubeia está convencida de que os incêndios foram provocados por interesses espúrios, sejam os promotores da energia eólica e sua ambição de instalar centenas de moinhos de ventos em suas colinas, como apontam os rumores, e investidores turísticos que gostariam de construir hotéis e campos de golfe aproveitando que a ilha fica a só duas horas e meia de carro de Atenas. Mas os mesmos moradores reconhecem sem rodeios que durante anos ninguém se ocupou de limpar os bosques, retirar o mato e criar corta-fogos. O primeiro-ministro Mitsotakis, que está recebendo fortes críticas por sua gestão da catástrofe ecológica, a maior do país em tempos modernos, ainda que por enquanto nenhum partido da oposição tenha capitalizado o ocorrido, prometeu ajudas no valor de 500 milhões de euros (3 bilhões de reais). Mas causou inquietação ao anunciar, sem entrar em detalhes, um plano de desenvolvimento à ilha, por sua tendência a privilegiar a iniciativa privada. Aconteça o que acontecer, os ilhéus e seus prefeitos estão decididos desta vez a ter voz e voto em seu futuro.

Autora: Cecilia Ballesteros - Limni (Grécia) – El País.

16 de agosto de 2021

Bolsonaro envia mensagem no WhatsApp sobre “provável e necessário contragolpe” e chama para ato!

O Presidente enviou mensagens para uma lista de transmissão no WhatsApp com ministros de Estado, apoiadores e amigos.

O presidente Jair Bolsonaro encaminhou na tarde deste sábado (14/8) uma mensagem para uma lista de transmissão no WhatsApp em que fala sobre a necessidade de um “contragolpe” e convoca apoiadores para se manifestarem no dia 7 de setembro com o objetivo de mostrar que ele e as Forças Armadas têm apoio para uma ruptura institucional.

A mensagem, que pode ser lida na íntegra ao fim deste texto, foi enviada pelo número pessoal do presidente para diferentes integrantes do governo e amigos. Não há o selo de “Encaminhada” com que o WhatsApp marca as mensagens, mas o texto é assinado por um grupo de Facebook chamado “Ativistas direitas volver”. Na lista de transmissão, estão ministros de Estado, apoiadores e amigos do presidente.

O texto da mensagem se dirige a outras pessoas de direita, e pede que elas leiam o texto para não criticarem Bolsonaro por não radicalizar o suficiente.

“Atenção direitista sem noção, você mesmo que está falando merdas (sic) como ‘Vamos tomar o poder já que ninguém faz nada’, ‘Bolsonaro tá muito devagar’ ou ‘FFAA não fazem nada’. Faça o favor de ler com atenção o abaixo escrito, compreender as coisas como realmente são e assim passar a nos ajudar e não atrapalhar, começa o texto, que apresenta na sequência uma série desses comentários.

No trecho mais forte da mensagem, defende-se que o “contingente” da manifestação em 7 de setembro deve ser “absurdamente gigante” para “comprovar e apoiar inclusive intencionalmente” que o presidente e as Forças Armadas têm o apoio necessário para dar um “bastante provável e necessário contragolpe”.

“Hoje, fazer um contragolpe é muito mais difícil e delicado do que naquela época, além do grave aparelhamento acima relatado, temos uma constituição comunista que tirou em grande parte os poderes do Presidente da República e foi por estes motivos que o Presidente Bolsonaro, no início de agosto, em vídeo gravado, pediu para que o povo brasileiro fosse mais uma vez às ruas, na Avenida Paulista, no dia sete de setembro, dar o último aviso, mas, desta vez, ele reforçou que o “contingente” deveria ser absurdamente gigante, ou seja, o tamanho desta manifestação deverá ser o maior já visto na história do país, a ponto de comprovar e apoiar, inclusive internacionalmente, para que dê a ele e às FFAA, para que, em caso de um bastante provável e necessário contragolpe que terão que implementar em breve, diante do grave avanço do golpe já em curso há tempos e que agora avança de forma muito mais agressiva, perpetrado pelo Poder Judiciário, esquerda e todo um aparato, inclusive internacional, de interesses escusos”.

Em outro trecho da mensagem encaminhada por Bolsonaro, lê-se que a manifestação do 7 de setembro, que vem sendo organizada por apoiadores de Bolsonaro, autorizaria o “nosso presidente Jair Bolsonaro juntamente com as nossas honrosas FFAA” a tomarem “as decisões cabíveis para que o Estado democrático de direito seja reestabelecido, o equilíbrio entre os poderes salvaguardado, o cumprimento da Constituição seja imperativo, o respeito à soberania nacional e do povo brasileiro sejam priorizados, a transparência das eleições seja cumprida e o resgate do STF hoje sequestrado por apátridas ocorra”.

Outro trecho da mensagem ressalta uma alegada aliança entre Bolsonaro e as Forças Armadas.

“As FFAA (Forças Armadas) e o presidente Bolsonaro vêm tentando de todas as formas evitar uma ruptura institucional, pois sabem o grande problema que inicialmente poderá representar a todos nós, isso se chama cautela e estratégia, visando um bem maior e comum à nação”.

Autor: Guilherme Amado – Metrópoles

Atenção direitista sem noção, VOCÊ mesmo que está falando merdas como “Vamos tomar o poder já que ninguém faz nada’, Bolsonaro tá muito devagar ou FFAA não fazem nada” ...

Faça o FAVOR de ler com atenção o abaixo escrito, compreender as coisas COMO REALMENTE SÃO e assim passar a nos ajudar e não atrapalhar.

     1.    “Vamos tomar o poder já que ninguém faz nada” ...

Já estamos no poder, e, o conquistamos democraticamente através do voto, o que estamos lutando é para MANTER no poder quem elegemos, ajudando-o para que restabeleça com apoio das FFAA, o equilíbrio entre os poderes e o ESTADO DEMOCRÁTICO de DIREITO, apenas isso. Quem quer tomar o poder é a esquerda, agindo diariamente na implementação de um golpe contra a nossa democracia tal qual tentou em 64, mas hoje, diferentemente daquela época, os militares tinham total apoio da mídia e da Igreja católica, assim como, não existiam milhares de ONGs, grupos terroristas disfarçados de militantes e coletivos de esquerda, todos treinados, armados até os dentes e espalhados nos quatro cantos do país colocando em grave risco inclusive a saúde do povo brasileiro.

2.   “Bolsonaro tá muito devagar” ou FFAA não fazem nada” ...

Hoje, fazer um contragolpe é muito mais difícil e delicado do que naquela época, além de grave aparelhamento acima relatado temos uma constituição comunista que tirou em grande parte os poderes do Presidente da República, e, foi por estes motivos que o Presidente Bolsonaro no início de agosto, em vídeo gravado, PEDIU para que o povo brasileiro fosse mais UMA VEZ às ruas, na AVENIDA PAULISTA, no dia SETE DE SETEMBRO DAR O ÚLTIMO AVISO, mas desta vez, ele REFORÇOU que, o “CONTINGENTE” deveria ser ABSURDAMENTE GIGANTE, ou seja, O TAMANHO DESTA MANIFESTAÇÃO DEVERÁ SER O MAIOR JÁ VISTO NA HISTÓRIA do país, a ponto de COMPROVAR E APOIAR INCLUSIVE INTERNACIONALMENTE, para que dê a ele e às FFAA, para que em caso de um bastante provável e necessário CONTRAGOLPE  que terão de implementar em breve, diante do grave avanço do golpe já em curso há tempos e que agora avança de forma muito mais agressiva, perpetrado pelo Poder Judiciário, esquerda e todo um aparato, inclusive internacional de interesses escusos.

As FFAA e o presidente Bolsonaro, vem tentando de todas as formas evitar uma ruptura institucional, pois sabem o grande problema que inicialmente poderá representar a todos nós, isso se chama CAUTELA E ESTRATÉGIA, visando um BEM MAIOR E COMUM A NAÇÃO.

Então, ACORDE, não seja um instrumento de desserviço dentro da direita e trabalhe UNIDO em COMUNHÃO pela nossa VITÓRIA, trabalhe para que o dia SETE DE SETEMBRO seja o MAIOR DO MUNDO, seja a nossa DEMONSTRAÇÃO HISTÓRICA  de que EXIGIMOS RESPEITO a nossa democracia, e, em nome dela AUTORIZAMOS PUBLICAMENTE que nosso presidente JAIR BOLSONARO juntamente com as nossas honrosas FFAA tomem as DECISÕES CABÍVEIS para que o ESTADO BRASILEIRO DE DIREITO seja restabelecido o EQUILÍBRIO entre os PODERES salvaguardando o CUMPRIMENTO à CONSTITUIÇÃO seja imperativo, o RESPEITO A SOBERANIA NACIONAL  e do POVO BRASILEIRO sejam priorizados a TRANSPARÊNCIA DAS ELEIÇÕES seja cumprida e o RESGATE DO STF  hoje sequestrado por apátridas ocorra.

PUBLIQUE sua EXCURSÃO e MANIFESTAÇÃO da sua CIDADE NA NOSSA PÁGINA Ativistas Direita Volver! (compartilhe, se quiser, assim como nós estamos fazendo).

Ativistas Direita Volver – Vigiar para vencer.

Nossas maiores armas são o CONHECIMENTO e a VERDADE!