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15 de setembro de 2011

Dois trilhões tirados em impostos do povo à fundo perdido

Em pleno inverno, um pouco antes do começo de mais uma primavera nosso governo atingirá a soma fantástica de arrecadação de R$ 1,5 trilhões de reais em impostos tirados da sociedade brasileira, sejam consumidores, trabalhadores, da cadeia produtiva, do comércio, enfim de tudo que é comercializado. Até o final do ano esta soma deve ser aproximadamente R$ 2 trilhões).

É muito dinheiro, principalmente quando sabemos que quase nada é devolvido à sociedade em serviços prestados ou contratados pelo governo. A saúde pública está moribunda, inexiste na maioria dos municípios brasileiros. Não temos Educação de qualidade, nem segurança.

O governo brasileiro arrecada trilhões anualmente, porém gasta muito e de forma equivocada, tem um dívida interna, fruto de sua péssima administração que passa da casa do trilhão de reais.

Sem contar que a máquina administrativa é inchada em setores que deveria ser leve, carecendo de pessoal nas áreas em que mais a sociedade precisa, como médicos, policiais, professores, etc.

Temos juros altíssimos que corroem as finanças do povo, enquanto nossa poupança remunera percentuais miseráveis, desestimulando os pequenos e médios poupadores. Nosso consumo vem crescendo nas classes C e D, porém de forma inconstante e sem que nossa economia cresça de forma sustentada.

Pagamos impostos de forma obscena, produtos que poderiam ajudar a aquecer e manter nossa economia nos níveis chineses são taxados de forma elevada, fazendo com que suas vendas diminuam ou se mantenham em níveis de países em crise.

O dinheiro advindo dos impostos pagos pela nossa sociedade representam quase 39% do PIB – Produto Interno Bruto do país, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária para os brasileiros possa, em breve, chegar a 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo a vice-presidente da entidade, Letícia do Amaral, no ano passado, a arrecadação tributária representou 35,01% do PIB.

A Associação Comercial de São Paulo aproveitará o novo recorde registrado pelo Impostômetro para enviar ao governo um documento em nome dos empresários paulistas defendendo a aprovação do Projeto de Lei nº 1472, que torna obrigatória a discriminação dos valores dos tributos nas notas fiscais de produtos e serviços. O projeto tramita no Congresso Nacional desde 2007, já foi aprovado pelo Senado e está sendo discutido na Câmara dos Deputados. Hoje (13/09/11) também a ACSP lançará o Movimento Hora de Agir, em protesto contra a elevada carga tributária no país.

Pagamos muito, damos dinheiro para quem não tem capacidade e nem honestidade para administrar tantos recursos e que não fazem absolutamente nada para reverter esta situação. São tão omissos e preguiçosos que nem a possibilidade da realização de obras de infraestrutura para Copa do Mundo estão sendo feitas.

Sem contar que ao gastar nosso dinheiro com obras, nossa sociedade perde bilhões de reais em superfaturamento de contratos, desvios de verbas e fraudes em processos licitatórios.

12 de setembro de 2011

Agenda oculta em Bauru

Durante as discussões pela preservação do Cerrado de Bauru contra a especulação imobiliária e a transformação de área de preservação em distritos industriais em Bauru algumas coisas foram discutidas e muitas omitidas.

Por baixo do cerrado existe o aquífero guarani, existe vida dentro do cerrado, existe uma vegetação que nos protege e precisa ser defendida e mantida a qualquer custo. Fora do cerrado existem muitas mentiras, gente mudando de opinião e uma agenda oculta sob a palavra dos envolvidos.

O prefeito que foi líder ambientalista antes de se tornar vereador e mandatário da cidade, hora defende timidamente o cerrado, ora muda de opinião. Não sabe se aquela área deve virar um parque ecológico ou se transformar em lucro para gananciosos.

Os vereadores estão perdidos, alguns nem sabem o que é cerrado, outros sabem apenas o que é lucro. Mas eles precisam ficar atentos, a sociedade pode fazer em 2012 o mesmo que querem fazer com o cerrado em 2011. Ou seja, ceifar a todos, não reeleger nenhum político que não ponha a cara para bater em defesa da sociedade e do meio ambiente.

A ausência de inteligência e de planejamento na cidade quase sempre leva os políticos a fazerem bobagens que afetam a sociedade e o meio ambiente. Se pensassem, se planejassem, se discutissem planos e projetos à exaustão com os organismos vivos da cidade nada disso aconteceria.

Mas a arrogância que caracteriza nossos governantes impede que haja qualquer contato com a vida fora dos gabinetes desta gente. Do prefeito que anda pela cidade dia e noite, mas não ouve quem deveria, aos secretários que se acham “Deuses” passando por alguns vereadores o poder público ignora ideias que venham estejam além de seus muros.

Nas conversas que ouvi nos corredores da Câmara na semana que passou, fica claro que na questão do Cerrado bauruense existe muito mais do que se fala na imprensa, por baixo dos panos e nas agendas ocultas dos envolvidos estão muitas verdades e muitos interesses que iriam arrepiar o eleitor da cidade.

Ninguém está pensando em progresso, nem na cidade, o pensamento está longe e alhures do desenvolvimento da nossa cidade sem limites, mas sim dentro de limites muito pequenos.

Discutir saúde pública ninguém quer, não interessa a eles. Exigir melhorias na segurança pública que tanto afeta o cidadão ninguém ousa. Pedir verbas para melhoria na educação e no transporte é lenda. Agora derrubar o pobre e agonizante cerrado em troca de cifrões é tudo que eles querem.

De positivo neste atoleiro de mentiras e afirmações subliminares desencontradas fica a presença na discussão de jovens inteligentes e dispostos a fazer acontecer. Pessoal da AGR – Acorda Bauru – SOS Cerrado e Batra Jovem trazem esperança de que as discussões sejam feitas à luz do dia e não nas trevas dos gabinetes públicos sob a égide de agendas ocultas.

31 de agosto de 2011

Faxina deve ser feito primeiro na Câmara

A noite de 30 de agosto de 2011 ficará marcada para o todo sempre pela noite da vergonha na Câmara Federal do Brasil. Depois de um longo processo o conselho de ética da casa pediu a cassação da Deputada do PMN-DF Jaqueline Roriz, pedido rejeitado nesta triste noite pelo placar de 265 contrários – 20 Abstenções – 166 Votos favoráveis.

Para quem não acompanhou o processo, a deputada foi pega no flagrante em 2006 por uma câmera escondida ao receber dinheiro (R$ 50 mil) de propinas denominado à época de “Mensalão do DEM” nos escândalos que culminaram com a derrocada do então governador José Roberto Arruda. O link do caso publicado na mídia explica em detalhes:

http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/?hashId=promotoria-investiga-flagrante-de-pagamento-de-propina-no-df-040299376ED4B96327&mediaId=9675773

O caso foi então levado à comissão de ética e se arrastou até que ontem seus 286 colegas no plenário acharam que ela não podia ser casada por que à época não era deputada federal.

A tese arguida pelo seu defensor em plenário sensibilizou os 166 deputados covardes e mais 20 vacilões que se abstiveram de votar a deixar livre a pobre moça. Ou seja, pode cometer crimes, pode barbarizar, roubar e matar, desde que na ocasião não seja deputada.

Na prática estes canalhas culpam o povo que a elegeu e não a deputada ladra e corrupta que pegou o dinheiro conforme todo Brasil pode ver e rever dezenas de vezes. O eleitor do DF seria então o verdadeiro culpado por ela ser deputada.

Depois de conseguirem anular a “Lei da Ficha Limpa” para o atual mandato, quando a empurraram de barriga tanto quanto puderam, depois de dar inúmeros exemplos de safadeza e falta de decoro parlamentar, nossos deputados agora foram defensores de uma corrupta.

A tal faxina que tanto foi pedida a Dilma após ela demitir alguns ministros e outros poucos corruptos do DNIT deveria ser realizada em 2014 quando das eleições para Deputados Federais e Senadores. Aliás, a faxina precisa ser feita já em 2012 nas eleições para Prefeitos e Vereadores.

O tempo já passou, é para ontem a necessidade de uma resposta dos eleitores contra os políticos corruptos e as pessoas com a ficha suja, sejam deputados ou pré-candidatos. Chega de vacilos, chega de acreditar em quem não tem palavra nem moral para nos representar.

O povo precisa mostrar sua indignação agora entupindo o Congresso Nacional de manifestações contrárias ao ato abominável de ontem à noite, além de exigir a relação dos canalhas que votaram a favor da corrupta e dos que se abstiveram covardemente de votar.

Basta de Corrupção! Basta de Safadezas! Basta de eleitores passivos cujos votos são inconsequentes e prejudiciais ao próprio povo. Basta de tanta imoralidade e apego a atalhos por vielas construídas pelos próprios políticos safados que legislam em causa própria há séculos.

26 de agosto de 2011

Resort para tiranos estrangeiros

O Brasil não é exemplo de Nação com justiça rígida e dura para com criminosos de quaisquer espécies. São tantos exemplos que semanalmente temos um motivo para desacreditar em nosso sistema judiciário. Esta semana o banqueiro Salvatore Cacciola saiu da prisão depois de três anos em regime fechado, após ser condenado por dar um golpe de bilhões no governo.

No ano passado acolhemos com as bênçãos do STF o terrorista assassino Cesare Battisti, italiano foragido de seu país e condenado por matar cinco pessoas. Aqui está livre, com todos os direitos e regalias de qualquer cidadão.

E a nossa justiça não faz distinção entre ricos ou pobres, ela é péssima de A a Z, permite que criminosos estupradores, sequestradores e assassinos confessos fiquem em liberdade para responder seus crimes, concede indulto, regressões de penas, visitas íntimas, enfim, trata-os como se trabalhadores honestos fossem.

No andar de cima então as facilidades e benefícios são ainda maiores, o banqueiro golpista Salvatore Cacciola ficou em cela com TV de 42 polegadas, recebia alimentação vinda de restaurantes finos do RJ, tinha frigobar na cela e toda mordomia possível.

Nosso país é um paraíso da criminalidade, onde existem leis em excesso, mas rigor em dose mínima. Aqui as leis não são atualizadas, os crimes se sucedem e os criminosos inclusive os estrangeiros deitam e rolam sobre o povo brasileiro.

Sendo assim, o governo brasileiro poderia abrir um novo negócio que com certeza daria muito lucro e visibilidade ao país. Um resort no Maranhão para criminosos procurados pela Interpol, terroristas internacionais, ditadores que perderam seus poderes e todo tipo de asilo político que fosse pedido.

A escolha do Maranhão se deve ao “rigor” com que aquele Estado trata seus políticos e criminosos, dando exemplo para os demais parceiros da federação.

O resort só poderia se chamar REP – Resort para Exilados Políticos e afins José Sarney – O Eterno. As diárias subsidiadas pelo governo federal poderiam abrigar pessoas de toda parte do mundo, rendendo dividendos políticos e gerando empregos diretos e indiretos.

Um país que tem Sarney no poder no congresso há quase trinta anos, que deixa um cidadão suspeito enriquecer dominando a CBF por 22 anos não pode abrir mão de trazer outros pulhas, criminosos até para que possamos ter um reciclagem na nossa escória. Este upgrade é necessário.

Se estivesse funcionando Kadhaffi já poderia ter deixado a Líbia em paz há muito tempo e estaria escrevendo um livro de memórias ao lado de Sarney no Maranhão. Quantos iguais a ele ou até piores poderiam estar no REP, evitando derramamento de sangue e tanta destruição em seus países de origem.

Um país que não é sério, aonde só os aposentados e trabalhadores com registro em carteira pagam IR e a cobrança de impostos do governo é revertida para corrupção, desvios e inutilidades nada é impossível, aliás, só a honestidade e ética são impossíveis nesta terra.

20 de agosto de 2011

Queda de ministros escancara corrupção endêmica no pais

A nossa presidente já defenestrou quatro ministros em pouco tempo de sua gestão, para ser mais preciso sete meses desde sua posse em Brasília. Um ministro a cada 52 dias em média. O que não é pouco.

Mas resolve o problema ou escancara a corrupção endêmica que assola nosso país há muitos anos, décadas para ser generoso? Sem deixar de notar que as escolhas para ocupação de cargos de alto escalão continuam passando longe dos critérios técnicos.

Todo processo começa no período da formação das chapas, onde partidos pequenos se agigantam e em troca de seus apoios negociam ministérios, presidências de estatais e demais cargos do primeiro, segundo e terceiro escalão da república.

O que antes era considerado normal, na visão do mundo político, hoje se tornou uma excrescência sem limites, beirando o inaceitável. Pois no passado distante, nomes eram levados ao candidato majoritário por seus parceiros, mas eram nomes de pessoas do ramo, técnicos para ocupar os cargos em aberto.

De vinte e cinco anos para cá, os nomes escolhidos para os cargos são sempre de políticos recém-eleitos ou até de derrotados nas eleições que conseguem um prêmio de consolação. Isso gera no mínimo três problemas, corrupção, falta de capacidade técnica para exercer as funções e a substituição do parlamentar por um suplente que não foi eleito para representar o povo nas urnas.

O concurso público apesar de ter virado uma indústria alimentando órgãos, cursinhos e muitas outras entidades direta ou indiretamente, não é utilizado no alto escalão, ficando apenas para os cargos de carreira. Porém, deveria haver leis que obrigassem o postulante ao cargo ter ao menos formação escolar e experiência compatível com o mesmo. É inadmissível que um ministro da agricultura seja eletricista ou um ministro da saúde seja aeronauta e assim por diante.

A queda dos ministros e de diversos funcionários que foram impingidos por deputados e senadores aos cargos na troca por apoio eleitoral demonstra o quanto estamos atrasados e o quão difícil será combater a corrupção entranhada nas vísceras do governo brasileiro.

Dilma demitiu alguns funcionários e isso foi o suficiente para que o PR – Partido da República (Não a nossa obviamente) e o PMDB se alvoroçassem e levantassem as vozes contra o combate a corrupção. Não obstante eles ameaçam tirar apoio, votar contra e ficar de mal da presidente.

Tudo jogo de cena, os partidos coligados com a presidente podem falar o que quiserem, mas jamais vão largar a boquinha do poder, perderiam cargos, aliados, espaço político e o que é pior, na atual conjuntura muito dinheiro. Veja um modelo de fraude:


13 de agosto de 2011

As fragilidades do nosso sistema penitenciário

A junção das benesses exageradas do nosso sistema judiciário aliado às fragilidades do nosso sistema penitenciário, também excessivamente benevolente com os criminosos transformam nossos cárceres em playground para boa parte dos criminosos, principalmente no eixo RJ-SP.

Na prática o governo federal constrói penitenciárias num ritmo muito aquém da necessidade real do sistema, o mesmo ocorrendo nos Estados. O eixo RJ-SP abriga presos oriundos do restante do país, precisaria de um alivio com a construção de dezenas de unidades prisionais no Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Mas o grande problema está na fragilidade que este sistema prisional oferece aos que são julgados, condenados e cumprem pena no Brasil.

São indultos, regressões de penas e penas progressivas que transformam o tempo de um criminoso de altíssima periculosidade em coisa de cinco ou seis anos enjaulados.

É muita inocência das autoridades achar que um estuprador, um sequestrador ou assassino confesso com ficha extensa vá se recuperar justamente dentro das pocilgas chamadas de penitenciárias. Onde os presos não trabalham, não estudam e ainda recebem celulares, visitas íntimas e até comandam o tráfico à distância.

Tão fácil que no RJ ontem uma juíza foi brutalmente assassinada quando chegava a sua residência com requintes perversos de crueldade. Obviamente sua morte foi tramada dentro de um dos muitos presídios do sistema, de onde tranquilamente criminosos planejaram este ato ignóbil.

Aqui em SP no interior do Estado um fato salta aos olhos neste final de semana. Um criminoso de altíssima periculosidade depois de muito tempo foi preso. Ele comandava uma quadrilha que assaltava e aterrorizava moradores de condomínios de luxo no interior.

Foi então levado para a prisão temporária na Cadeia de Barra Bonita por 30 dias. Em seguida o sistema o transferiu para o CDP – Centro de Detenção Provisória de Bauru por questões de segurança, onde ficou pouco de tempo preso. Para completar seu périplo o sistema o enviou para Jaú.

Naquela cidade vizinha o meliante perigoso foi transferido para a uma unidade prisional de “Reinserção de detentos à sociedade” local da onde fugiu ontem as 17h00min.

Vejam as falhas e questões sem respostas inteligentes ao menos:

1. Se ele era perigoso porque foi para um lugar de Reinserção?

2. Se sequer havia sido julgado, qual o critério para então deixa-lo num local sem segurança máxima?

3. De quem partiu a ordem para tantas mudanças culminando com a definição para ficar no Centro de Reinserção de Jaú?

4. Se as autoridades do sistema penitenciário consideram este Centro de Jaú modelo, como serão os demais?

Ou o Congresso Nacional normalmente benevolente, preguiçoso e omisso altera leis e endurece junto com o Poder Judiciário a vida fácil dos criminosos ou a sociedade verá muitos casos semelhantes aos dois citados acima.

Num país de primeiro mundo e com respeito ao cidadão que recolhe pesados tributos, esta bandalheira jamais estaria acontecendo. Nenhum lugar do mundo assiste a morte de um Juiz impunemente. Vide a Itália e todas as transformações feitas por seus parlamentares no sistema após a morte de alguns magistrados.

Chega de brincar de prender e soltar criminosos perigosos que não hesitam em tirar a vida de inocentes.

4 de agosto de 2011

Apagão na memória de quem privatizou tudo em SP

Em 1995 ninguém me contou nada, eu estava no auditório da empresa em que trabalhava e assisti a uma palestra com a participação de tucanos ilustres que defendiam a privatização das empresas do setor elétrico paulista (Cesp, CPFL, Eletropaulo).

Entre os palestrantes estavam David Zilberstein, o atual presidente da CPFL Wilson Ferreira Júnior e Eduardo Bernini que foi Presidente da Eletropaulo.

Naquela ocasião David Zilberstein era Secretário de Energia e eles diziam coisas incríveis sobre o que seria o país pós- privatizações tucanas no setor elétrico. Uma das coisas mais interessantes é que o consumidor poderia escolher a empresa que lhe serviria energia elétrica.

Tudo seria modernizado, melhorado e ampliado pela inciativa privada, visto que o papel do Estado não era cuidar daquilo e sim de Educação, Saúde e Habitação por exemplo. Segundo eles ainda, o setor privado teria recursos para investir em novas tecnologias, dar manutenção ao sistema e ampliar a oferta de energia para que SP não entrasse em colapso.

Todos assistiam entusiasmados, não foram poucos que depois daquelas palestras votaram no PSDB, imaginando que eles falavam mesmo a verdade. Sonhavam por alguns instantes com um futuro maravilhoso para nosso Estado e o país.

As privatizações chegaram e eles foram vendendo as empresas uma a uma, exceto a Cesp que teve de ser cindida em cinco partes, sendo uma Distribuidora que virou Electro nas mãos de um grupo americano. A geração dividida em três partes Tietê vendida para a AES, Paranapanema vendida para a Duke Energy ambas americanas, restando apenas a Geração Paraná atual Cesp que não foi vendida.

A quinta parte foi a Cteep Transmissão Paulista que foi vendida em 2006 as vésperas das eleições para uma estatal colombiana chamada ISA. Não podíamos ter estatais, mas podíamos vender para estatais, isso só tucano entende.

A Eletropaulo também foi retalhada e vendida em postas, apenas a CPFL foi vendida inteira e para um grupo formado pelas empresas de Antônio Ermírio e do Bradesco.

Hoje decorridos dezesseis anos desta estória macabra da venda por migalhas de todo setor elétrico paulista, único Estado a se desfazer de suas empresas do setor, temos apagões acontecendo quase que diariamente em SP.

A culpa é óbvia, da falta de manutenção, investimento e seriedade das empresas que compraram as antigas estatais. Nenhuma fiação está por debaixo do solo como nos países de primeiro mundo. Não houve crescimento da oferta de energia nem no patamar de 15% exigido nos editais de venda.

As empresas têm lucros altíssimos e os enviam para o exterior para gozo de suas matrizes que estão felizes com o negócio feito com os tucanos paulistas.

Não há possibilidade alguma de um consumidor escolher a empresa que quer fornecendo energia elétrica em sua fábrica ou residência, isso é utopia, propaganda enganosa. Não há manutenção sendo realizada, motivo dos apagões constantes.

Eles agora culpam ANEEL, agência criada por eles e que jamais multou, fiscalizou ou até regulamentou o setor como deveria ter feito nestes 16 anos.

O atual secretario de energia José Aníbal e o Governador Geraldo Alckmin tiveram um tremendo apagão de suas memórias e esqueceram tudo isso acima citado.

Eles agora tem vergonha de assumir tudo que disseram e fizeram no passado recente. Espero que os eleitores e consumidores do sistema saibam dar seus votos sem serem acometidos por um apagão na hora de votar novamente em SP.

31 de julho de 2011

A Copa será em 2014, mas as obras serão concluídas em 2034

Enquanto escrevo este artigo faltam menos de três anos para o pontapé inicial da Copa do Mundo de futebol que os políticos e otimistas dizem que vai ser no Brasil. Pois até o momento não temos estádios prontos, não temos obras de infraestrutura prontas ou ao menos em andamento.

O quesito Aeroportos é uma vergonha, não atendem nem a demanda atual de um simples feriado e querem que suporte uma Copa do Mundo com previsão de 600 mil turistas? Estão ficando loucos ou gostam de passar vergonha.

Nossos aeroportos são um lixo desde sempre, nunca nenhum governantes atentou para isso nem ao menos tratou de moderniza-los e amplia-los para receber uma demanda maior.

Há 25 anos não se constroem aeroportos, nem portos e até estradas está difícil de serem inauguradas por quem torra dinheiro com viagens, propagandas mentirosas e corrupção. Se corrupção fosse obra p Brasil seria um infindável canteiro de obras de norte a sul.

Nossas cidades com exceção de São Paulo não possuem sequer uma rede hoteleira compatível com a necessidade atual de fluxo de turismo comercial e a passeio. Se a Copa fosse no ano que vem teríamos de hospedar turistas em residências, pois não teriam acomodações suficientes no país.

Mas Dilma e seu séquito estão aliados a FIFA e a Ricardo Teixeira que é o Qzar do futebol e maior mandatário do esporte. Com a ajuda da Rede Globo, interessada direta no evento, eles tentam alardear um clima de festa inexistente, uma euforia besta que não contagia nem Hienas.

No Estado de SP, maior cidade do país, o governo que não é afeto a grandes realizações e obras, preferindo sempre vender, terceirizar e privatizar tudo, o ritmo é simplesmente de tartarugas. Não tem nada pronto, nada orçado, nada em andamento. Nem Metrô, nem demais obras viárias, nem o estádio, nem nada.

Ainda estão discutindo na Câmara se isenção fiscal é válida ou não, ou seja, estão atrasados e sem compromisso algum com a realização do evento. A cada dia que passa fica mais difícil acreditar que estes nosso governantes vão conseguir realizar algo que não seja “nas coxas” com o perdão da expressão.

Dilma tem um ministro dos esportes fraco, mais um da cota de Lula que ela engoliu. Ricardo Teixeira tem outros interesses e não está preocupado com o andar da carruagem, desde que ele leve o seu quinhão. O povo vai passar nervoso e vergonha.

Nem vou falar ainda das Olimpíadas a serem realizadas em 2016, este é outro vexame a ser enfrentado na ocasião certa pelo povo brasileiro, em especial o carioca. Lagoas poluídas, estruturas do Pan-Americano 2007 incompatíveis com a dimensão dos jogos e muito atraso e custo alto pela frente.

No ritmo atual as obras necessárias e fundamentais para a realização da Copa do Mundo de Futebol vão ficar prontas em torno de 2034.

22 de julho de 2011

DNIT demite, mas não admite

O DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes ligado ao Ministério dos Transportes está sendo alvo constante de denúncias sobre corrupção, desvios de função, superfaturamento de obras, irregularidades em processos licitatórios que já levaram o governo a demitir mais de 16 funcionários do órgão, entre eles o próprio ministro Alfredo Nascimento.

Nesta data, por exemplo, o Jornal Estadão em SP divulga denúncia de que mesmo com parecer contrário da AGU - Advocacia Geral da União, o Diretor do DNIT Senhor Hideraldo Caron um petista gaúcho de carteirinha, mandou construir 599 casas para abrigar dois mil sem terras a um custo de R$ 30 milhões em Canoas – RS.

Esta situação é tão ridícula, tão estapafúrdia que fica difícil discuti-la com quem quer que seja no âmbito do governo, do DNIT ou da Justiça. As verbas do Transporte são para finalidades correlatas ao transporte, me parece claro e muito óbvio, que habitação popular ou construção de casas para sem terras não são função precípua do Ministério dos Transportes.

Além de estar de desacordo com suas funções e prerrogativas como antecipou a AGU em seu parecer, o fato demonstra que planejamento, orçamento e missão não são coisas discutidas nem levadas a sério na gestão petista em Brasília.

Tem se a nítida impressão de que cada órgão, cada diretor, ou ministro faz o que bem entende, a seu bel prazer, desrespeitando pareceres jurídicos, leis e o bom senso que toda administração pública deve ter e zelar. Onde está Dilma e o comando?

Este órgão não cometeu estas improbidades e demais crimes agora denunciados somente nesta gestão ou nas gestões de Lula (2002-2010), mas com certeza muitas coisas erradas vêm de muito longe, a farra do boi ou do transporte deve estar entranhada nas estruturas de todos os órgãos ligados a este ministério.

O fato é que desde 1990, raramente constatamos a conclusão de alguma grande rodovia importante no país, à duplicação ou até melhorias decentes em outras estradas. Nem portos nem aeroportos, então por que tanto dinheiro aprovado em orçamento foi gasto? Aonde foram gastos e com o quê?

Nossas estradas estão esburacadas, algumas no Norte do país são intransitáveis, a safra agrícola no Centro Oeste padece de escoamento rápido justamente por falta de caminhos decentes, enquanto ficamos sabendo que o Ministério dos Transportes torra milhões por ano em obras superfaturadas e até com desvio de finalidade.

Nesta gestão atual o Ministério dos Transportes foi loteado e está sob o comando do Partido Republicano com ajuda do PT, que também indica cargos em toda estrutura do governo federal. Ou seja, colocaram lobos para tomar conta de ovelhas.

O DNIT demitiu dezesseis funcionários até o dia de hoje, mas nenhum foi preso, ninguém devolverá um centavo ao erário, logo, a farra com dinheiro público sagrado continuará impunemente pelas estradas da corrupção e da imoralidade em nosso país.

17 de julho de 2011

No Brasil eles podem tudo!

A gestão Dilma Rousseff já começa sendo um pouco do mais do mesmo de sempre no nosso país. Nenhuma novidade que pudesse ter nos surpreendido. Nenhum grande lançamento de novos programas, nenhuma promessa cumprida nos primeiros seis meses, enfim quase nada.

Quase nada por quê? Ao menos no quesito corrupção, desvios, superfaturamento e pessoas suspeitas fazendo parte da equipe a gestão começou com tudo, não deixou a desejar e já botou seu bloco na rua.

Primeiro foi o Ministro Chefe da Casa Civil Antônio Palocci que não conseguiu explicar o inexplicável fato de ter enriquecido vinte vezes mais seu patrimônio nos últimos quatro anos. Embora tenha conseguido tempo para tal proeza, embora tenha apresentado muitas pastas e documentos, não foi feliz.

Ou seja, pode arrumar emprego de mágico, de consultor financeiro, analista de bolsa de valores, mas de ministro não dá, pecou demais em pouco tempo. Foi com muita sede ao pote de ouro que lhe apresentaram.

Logo em seguida, para não ficar para segundo plano, veio o Ministro dos Transportes, Senhor Nascimento, não vamos confundir com o Capital Nascimento do filme Bope. Aquele era honesto e não estava envolvido em tantas maracutaias suspeitas.

O agora ex-ministro Alfredo Nascimento dos quadros do PR - Partido Republicano também não conseguiu explicar tantos contratos sob sua guarda com superfaturamentos, desvios de verba e de finalidade. A imprensa desnudou o rei e ele ficou nu.

Em sequência quase como na pista de boliche, caiu mais um pino, ou melhor, mais um ministro da Dilma. Desta vez seu Ministro das Relações Institucionais Luiz Sérgio por ser considerado frágil (incompetente) para ficar à frente daquela pasta.

Mas quem saiu perdendo como sempre nos três casos foi o povo, a sociedade civil, que mais uma vez percebeu que os caras perdem os dedos, mas ficam com seus anéis de ouro e diamante guardados em suas contas bancárias, seus cofres no exterior.

O senhor Palocci continua sua vidinha pacata de enriquecimento mágico na atividade privada, onde com certeza continuará faturando alto e sem que o MP e a imprensa venham a incomoda-lo com picuinhas.

Já o Sr. Nascimento, sai do governo, mas não sai da vida pública tão cedo, pois voltará impune ao Congresso onde voltará a exercer o cargo de Senado pelo Estado do Amazonas até o ano de 2014. O prêmio não para por ai, ele voltará a exercer o cargo de Presidente nacional do Partido Republicano.

Vejam que beleza, é demitido ou pede demissão tanto faz, cessa a partir daí os problemas para quem comete crimes ou improbidades nos governos brasileiros.

Cai pra cima como diz o ditado popular, pois além de não ser mais questionado no Senado, investigado no MP o ex-ministro volta a ter imunidade plena e pode rir daqueles que o “prejudicaram” enquanto estava no exercício do cargo de ministro da república.

O Sr. Luiz Sérgio caiu de um ministério e foi guindado ou presenteado com outro na mesma hora, nem chegando a cair. Foi defenestrado do Ministério das Relações Institucionais e virou Ministro da Pesca.

Quanto a Dilma, escolheu mal seus aliados assim como todos seus antecessores o fizeram nos últimos anos em que vigorou o sistema democrático no país. Depois de eleita, escolheu de forma ainda pior seus companheiros de equipe. Pois em seis meses já perdeu dois companheiros por denúncias de corrupção e teve de remanejar um terceiro por incompetência.

Não vejo a presidenta realizar uma reunião ministerial sequer, existem ministros que ainda não despacharam com Dilma no Palácio do Planalto. Pode? No Brasil pode, eles podem tudo.

2 de julho de 2011

Carro fabricado no Brasil é o mais caro do mundo! Por quê?

Desde que começou a se instalar e montar seu gigantesco parque industrial no Brasil, a indústria automobilística sempre conseguiu tudo o que queria do governo brasileiro. Isenções, pagamento de salários aquém dos que são pagos em suas matrizes, enfim, sempre gozou de toda liberdade empresarial para fazer o que bem quisesse nos seus negócios.

Inclusive tendo toda liberdade para enviar ao exterior, milhões de dólares que sempre socorreram na Alemanha, Itália e outras partes do mundo suas matrizes. A VW operou no vermelho por décadas na Alemanha enquanto no Brasil mesmo construindo carros de qualidade duvidosa vivia no azul.

A indústria nacional abusou do direito de fabricar carroças e sucatas que não davam certo nas suas matrizes. E manteve carros no nosso mercado que começaram a ser fabricados na década de ’50, como por exemplo, a Kombi e o Fusca da VW.

O que sempre deixou a todos atônitos foram os preços abusivos praticados por esta mesma indústria dentro do nosso país. Mas sempre que criticávamos, vinha à desculpa da enorme carga tributária cobrada por nossos gananciosos governantes. O que não deixa de ser verdade, um automóvel fabricado no Brasil carrega em algo em torno de 30% para veículos 1.0, 35% para os veículos com motorização entre 1.0 e 2.0 e 40% para aqueles com motorização acima de 2.0.

A este monstro de carga tributária, se denominou chamar por Custo Brasil (Carga Tributária + Custo do Capital) que onera a produção. Mas na verdade o grande vilão para tornar nossos carros os mais caros do mundo se chama Lucro Brasil.

O Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do planeta e como o quarto maior mercado consumidor. Uma produção de 3,638 milhões de carros e a venda de 3,5 milhões de unidades. O presidente da ANFAVEA alega que mesmo vendendo muito não consegue abaixar os preços porque esta produção está distribuída entre 20 empresas no momento. Segundo sua tese, teríamos de produzir cinco milhões de carros para poder baixar o custo dos mesmos.

Na verdade estas indústrias aproveitam a falta de controle, a ausência de políticas industriais rígidas e triplicam seus lucros sem que nenhuma autoridade do país questione algo sobre estes valores. A margem de lucro aqui é três vezes maior do que no exterior onde estão localizadas as matrizes destas empresas.

O Honda City é um exemplo clássico de como o consumidor brasileiro é lesado, vilipendiado pelas montadoras na cara do governo inerte que elegemos. Esse carro da Honda é fabricado na cidade de Sumaré-SP e exportado para o México por aproximadamente R$ 25.800,00. Aqui no Brasil o mesmo veículo é comercializado por R$ 56.200,00.

Na Argentina que vive em crise e tem seu parque industrial sucateado a versão básica com cambio manual custa em torno de R$ 35.600,00. Ou seja, tributação excessiva = lucro ganancioso sem controle resultam em consumidores lesados, roubados nas concessionárias de todo Brasil. Com a benção da mãe menininha e toda cúpula política do país.

1 de julho de 2011

A Dívida (interna) que não para de crescer

A dívida pública é tecnicamente a soma de tudo aquilo que todos os órgãos do Estado brasileiro devem, incluindo nesta soma o Governo federal, Estados, Municípios e Empresas Estatais. O conceito de dívida líquida traduz mais claramente a posição financeira do setor público.

A divisão da dívida pública mais comum é entre a dívida interna que pode ser liquidada em moeda nacional e a dívida externa que tem de ser paga em moeda estrangeira.

A dívida externa por muitos anos assombrou o país, após a implantação do Plano Real, aos poucos nossa economia se estabilizou e nossa dívida externa foi sendo administrada e paga de forma a quase deixar de existir.

A dívida interna possui três fontes:

a) O financiamento de gastos públicos em bens e serviços (despesas com educação, saúde, obras em qualquer nível de governo ou entidade pública;
b) Os gastos com os juros sobre as dívidas contraídas no período anterior;
c) E no caso do Governo Federal a política monetária e cambial.

Na mesma medida que a dívida externa foi equacionada e diminui houve no mesmo período uma evolução gigantesca dos gastos públicos e o consequente aumento da dívida interna brasileira.

Os gastos sem planejamento, o custo altíssimo da nossa moeda e dos juros exorbitantes além do total descontrole da máquina federal que gasta mais do que tem e gasta mal os recursos a disposição fazem com que a dívida interna seja nos dias atuais algo em torno de R$ 1, 74 (Um trilhão setecentos e quarenta bilhões).

A dívida que em 2002 ao final da gestão FHC era de R$ 881 bilhões mais do que dobrou no mesmo período das gestões de Lula. Podendo segundo especialistas fechar o ano de 2011 na casa de dois trilhões.

Na época da ditadura militar o país convivia com 15 ministérios (Fazenda, Civil, Saúde, Educação, Agricultura, Minas e Energia, Transportes, Planejamento, Defesa (Marinha, Exército e Aeronáutica), Comércio Exterior, Economia, Cultura, Justiça, Indústria e Comércio e Comunicações.

Pois hoje em dia o número de ministérios foi banalizado, temos atualmente mais de quarenta pastas, algumas inócuas, outras que poderiam estar anexadas as já existentes, sem contar que algumas pastas são na verdade secretarias que ganharam status de ministério.

Este inchaço é um verdadeiro poço sem fundo, que além de elevar a dívida faz com que os gastos tripliquem na esfera federal. Segundo o ex-ministro Reis Velloso, o maior problema é que “O povo é que, no fundo, paga os juros altos dos papéis públicos”.

Nas quatro últimas eleições em nenhum momento a situação ou oposição que se revezaram no poder propuseram algum projeto  sério para discutir mecanismos que venham a contribuir para a redução desta dívida trilionária do país. Ao contrário, ficaram em silencio absoluto.

O povo em geral não tem a mínima idéia do quanto paga e o quão é danoso para a sociedade brasileira viver com uma dívida sem controle, com gestões sem planejamento e cuja finalidade é torrar nosso dinheiro com uma máquina pública montada para elegê-los a cada quatro anos.

29 de junho de 2011

A decepção dos Hackers

Alguns hackers invadiram na semana passada alguns sites do governo brasileiro, segundo consta as investidas partiram da Itália. Pode ser uma retaliação para a estapafúrdia decisão brasileira de manter sob nossa custódia o terrorista Cesare Batistti. Ou quem sabe, apenas mais uma diversão destes gênios cibernéticos do mal.

O certo é que os pobres gênios da informática quebraram a cara, pois com certeza estavam atrás de dados significativos, informações sigilosas, ou quem sabe a possibilidade de bisbilhotar alguns dados que levassem a descobrir algo de podre do reino da Dilma.

Quebraram a cara por alguns motivos, a saber:

1. Não acharam nada, porque a muito tempo ninguém anda fazendo nada em Brasília;

2. Invadiram sites que são chamados transparentes, logo, são justamente aqueles que não contêm informação alguma, apenas propaganda governamental sem qualquer valor;

3. Se estavam atrás de informações sigilosas deveriam ter invadido os sites e computadores de lobistas profissionais que atuam no DF, perderam tempo outra vez;

4. Corrupção? Queridos Hackers, na escola que vocês aprenderam a invadir sites no mundo cibernético nossos corruptos são formados e são PHd’s. Corrupto brasileiro é Mestre, possui doutorado e não iriam dar mole justamente na informática, algo tão formidável e perigoso nos dias atuais;

5. Se queriam escândalos para difamar, envergonhar e humilhar o governo brasileiro e assim, vingar-se pela não extradição do terrorista italiano que escapou das suas mãos, deveriam vir ao Brasil.

Sim, porque se estivessem vivendo aqui mais de dois dias perceberiam que político brasileiro não tem vergonha na cara, jamais irá se preocupar com algo que seja vazado na internet por conta de suas ações escabrosas a frente do erário. Aqui em nosso país varonil, corrupção é tratada como queda da bolsa de valores, um dia após o outro, os escândalos se multiplicam e acabam se sobrepondo ao do dia anterior sem que nenhuma investigação seja levada a cabo, sem que ninguém seja preso por mais de 24 horas consecutivas.

Pobres Hackers mal informados, desatualizados e sem cultura. Vocês foram levados tão a sério que o Ministro Aloísio Mercadante – O eterno derrotado (Looser) em eleições majoritárias em SP propôs contratá-los para que vocês viessem trabalhar para o governo petista em Brasília.

No lugar de vocês, pensaria duas vezes, pode ser bom, ter altos salários e fazer parte da elite que manda neste país, mas por outro lado, vocês estariam participando do Bando de Aloprados de um governo cujas prioridades passam ao largo da administração moderna, da informatização dos órgãos públicos, da transparência dos atos de governo e do povo brasileiro.

21 de junho de 2011

A ausência de Planejamento é o começo da má gestão pública

Só há duas opções nesta vida:
se resignar ou se indignar.
E eu não vou me resignar nunca.
Darcy Ribeiro


Nossa cidade tem quase quatrocentos mil habitantes, tem um deputado estadual que é do partido que governa nosso Estado a mais de 16 anos. A vice-prefeita é do partido do poder em Brasília. Então por que nossa cidade não recebe investimentos e benefícios dignos de sua importância?

Nossa cidade tem condomínios luxuosos de fazer inveja a qualquer cidade brasileira, não só em quantidade como em qualidade de seus empreendimentos tanto dentro como ao redor da cidade.

Nosso comércio é forte, tem uma pujança incrível, tem um bom shopping e a perspectiva de ter mais dois grandes conglomerados de lojas a serem inaugurados em breve. Teremos então dezenas de salas de cinemas, redes de fast-food e a triplicação do comércio neste segmento.

Então por que nossa cidade não consegue se desenvolver na mesma medida? Por que nossa economia não se transforma num carro chefe do Estado de SP, impulsionando novos negócios, trazendo ao povo bauruense novas oportunidades de ganho e de qualidade de vida?

A resposta não é simples com certeza, passamos mais de vinte anos num atoleiro político que envenenou nossa cidade e quase matou Bauru. Perdemos empresas, indústrias de porte, perdemos empresas fortes que foram privatizadas e sumiram da cidade. Perdemos a auto-estima e até a esperança.

Mas um dos fatores que mais preocupam é a inexistência completa de um planejamento sério e contínuo para a cidade. Nossas autoridades não utilizam desta ferramenta secular para pensar a cidade. Para projetar uma Bauru com que sonhamos e merecemos.

A sociedade civil e o poder público precisam urgentemente começar a discutir a criação de um Conselho para Planejamento da Cidade de Bauru. Composto por membros do Poder Público e da sociedade civil (Entidades representativas de classes, Ong’s, Universidades, população, etc.)

Com a finalidade fundamental de formular, elaborar e acompanhar as diretrizes do Desenvolvimento Urbano e Regional de Bauru, mediante participação social direta da sociedade civil, para promover maior integração entre iniciativas públicas e privadas municipais no âmbito da Política Urbana, notadamente em ações de:

I. Planejamento e controle urbanos, para rotinas de ordenamento territorial;
II. Infraestrutura e operações de estruturação urbana;
III. Equipamentos para serviços básicos de interesse comunitrio;
IV. Habitação, com ênfase aos lotes ou moradias de interesse social;
V. Saneamento ambiental, manutenção e desenvolvimento sustentável da cidade;
VI. Mobilidade urbana, com ênfase a transporte coletivo, trânsito e acessibilidade;
VII. Orientação para cumprimento das diretrizes legais incidentes na política urbana.

Seriam competências deste Conselho criado a partir de Leis e Decretos específicos do Município os seguintes itens:

I. Propor, acompanhar, fiscalizar e avaliar a implantação dos objetivos do Plano Diretor Municipal, bem como de planos, programas ou projetos de desenvolvimento urbano e ambiental dele decorrentes;
II. Apresentar, apreciar e avaliar propostas de revisão e adequação do Plano Diretor de Bauru e da legislação urbanística a ele referente;
III. Apresentar, apreciar e avaliar propostas relativas a operações urbanas consorciadas e outras propostas de projetos de lei com interesse urbanístico;
IV. Sugerir ao Poder Executivo adequações em objetivos, diretrizes, planos, programas e projetos municipais, com vistas ao planejamento e desenvolvimento urbano mais justo e sustentável;
V. Propor, apreciar e avaliar projetos de leis e medidas administrativas que possam ter repercussão no desenvolvimento urbano, na sustentabilidade e na eqüidade do Município;
VI. Apresentar, apreciar e avaliar propostas de alteração na legislação urbanística, previamente ao momento de sua modificação ou revisão;

A semente está lançada, a Batra – Bauru Transparente com certeza absoluta é fiadora desta idéia e espera a adesão para discussão e aprofundamento desta proposta de outras entidades sérias, que queiram viver numa cidade que planeja cada centavo investido e que sabe aplicar com transparência seus recursos em prol da população que nela reside.

18 de junho de 2011

Trânsito perigoso em Bauru

Aprendi a dirigir aos dezoito anos, quando o país ainda vivia sob a égide de uma ditadura militar. Naquela época no Brasil as leis de trânsito eram cumpridas à risca, para começar todo cidadão que quisesse dirigir um veículo ou motocicleta era obrigado a tirar uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação). E não por telefone ou comprada como é atualmente, o motorista tinha de ir pessoalmente fazer os testes.

Havia menos impunidade, menos tolerância com coisas erradas, as pessoas até pelo regime vigente tinham medo de cometer infrações, tinham na verdade respeito pelo país, pelo próximo. Assim penso eu pela minha experiência em São Paulo.

Vejo diariamente no trânsito de Bauru pessoas cometendo barbaridades que quase sempre levam perigo ao motorista infrator e a terceiros, que normalmente pagam com a vida ou seu patrimônio.

Numa só viagem entre dois extremos da cidade, notamos pessoas andando na contramão como se aquilo fosse normal, o jeitinho brasileiro de forma ignóbil e realizado na certeza da impunidade latente que assola nosso país.

No mesmo trajeto percebemos pessoas falando ao celular, crianças sem cinto de segurança e não estou falando de peruas escolares não, mas os próprios (ir) responsáveis pelas crianças. Pessoas sem habilitação ou que nunca a tiveram e sempre dirigiram sem se preocupar com absolutamente nada. Tudo isso extensivo aos que pilotam suas motos velozes cruzando semáforos vermelhos e cometendo inúmeras atrocidades no nosso trânsito.

Outro dia ao sair de minha casa num espaço de duas quadras, apenas duzentos metros, um motorista do sexo masculino cometeu três irregularidades. Tentou entrar na contra mão na esquina, depois dirigiu na contramão na rua em que estava quase ocasionando um grave acidente e por fim fez um contorno proibido e sumiu na multidão de veículos sem fiscalização nas ruas de Bagdá, desculpe Bauru.

Entre tantas irregularidades, a falta de uso da seta levando-nos a pensar que esta peça é realmente obsoleta. Mas a campeã é a falta de respeito absoluto a placa de pare ante uma rua ou avenida preferencial.

A placa de pare é como um semáforo no vermelho. Nos locais onde ela está instalada deve-se parar. E ponto. Conforme o artigo 208 do Código de Trânsito Brasileiro de Trânsito, “avançar o sinal de parada obrigatória: infração gravíssima”. Em miúdos: sete pontos na carteira e multa de R$ 191,74.

Mas isso é de certo desconhecido de boa parte dos nossos motoristas em Bauru. Entram sem olhar para nenhum dos lados ou quando a rua ou avenida tem snetido único olham para o lado oposto como já flagrei várias vezes nestes quinze anos em Bauru.

Inexiste na maioria cordialidade, o esperar um pedestre atravessar na faixa, parar para um outro veículo entrar ou sair de casa, enfim, falta paciência, tolerância e uma dose de educação para guiar.

A falta de educação no trânsito aliada a impunidade e ausência de fiscalização (Não vamos confundir com multadores coloridos) transforma nosso cotidiano nas ruas um verdadeiro inferno. A maioria absoluta dos acidentes poderíam ser evitados se houvesse investimento em educação desde a escola. Pare para pensar sobre isso!




5 de junho de 2011

Palocci e a falta de punições no andar de cima do Brasil

Os políticos brasileiros desde o fim da ditadura militar conseguiram armar um esquema invencível para proteger seus golpes à revelia das muitas leis existentes. Leis que por sinal em sua grande maioria foram redigidas nos porões do Congresso ou dos bunks dos próprios políticos.

A Justiça não atua, fica amarrada a recursos eternos, morosidade proposital que visa ao final contemplar o aumento do patrimônio de uma casta perversa, que a rigor mina qualquer resistência que possa haver por parte da sociedade civil.

O Ministério Público até levanta casos, assim como a Polícia Federal efetua com certo rigor suas ações, age como preconiza a lei, mas vê frustradas suas ações a cada nova manobra impetrada por advogados pagos à preço de ouro para deixar nas ruas e na ativa política homens que solapam o erário.

São tantos casos de corrupção, desvios e má versação do dinheiro público, que poderíamos fazer uma fila com os processos que atravessaria o nosso imenso território do Rio Grande do Sul ao mais longíquo ponto do extremo norte do país.

Na prisão nenhum político de Brasilia, devolução do que foi roubado aos cofres públicos nem pensar. Somente ficam fora da vida pública aqueles que optaram como estratégia de defesa pela renúncia ao cargo. Mas essa ausência é momentânea, ao findar o período exigido em lei, o corrupto volta com força total.

O enriquecimento de Palocci não vai causar estragos em nada e ninguém sairá desta preso ou tendo de devolver o que ganhou sem comprovação, sonegando ou usando dinheiro de caixa dois de campanha eleitoral.

No máximo Palocci perderá o cargo de Ministro da Casa Civil assim como, José Dirceu na primeira gestão de Lula. Terá então um estrago em suas pretensões políticas de se candidatar a cargos majoritários, mas poderá ser Senador, deputado, sem problema algum. E não duvidemos de que poderá até ser eleito.

A eleição de corruptos, suspeitos de golpes e má versação de dinheiro público é outra coisa fácil de explicar. Um povo sem educação de qualidade, sem saúde pública e vivendo de forma insegura torna-se presa fácil para este tipo de escória políticaa séculos.

Sem contar que desde 1995 na gestão FHC, ampliado nas gestões de Lula, os auxilios das bolsas assistencialistas fez o povo mais pobre ainda mais refém da classe política dominante.

Na lógica do povão – Como votar contra quem põe alimento em minha casa? Como ir contra o homem bão? Alimentos que não chegam as casas através de empregos com carteira assinada e garantia de continuidade em desenvolvimento sustentado.

O escandâlo Palocci é então aproveitado pela omissa e fraca oposição para aparecerem às luzes da ribalta, ou melhor da imprensa nacional. Entre eles, raros se destacam por serem próceres da ética e da honestidade na vida pública. Muitos com certeza estão ricos da mesma forma que Palocci.

Entre os opositores que hoje pedem “justiça” estão alguns que outro dia queriam receber pensões de governos Estaduais por terem sido governadores, mesmo que por um dia em gestões passadas. Um senador do Paraná cobrou seu quinhão depois de vinte anos por ter sido governador por curto período.

Ou seja, Palocci precisa ser investigado com seriedade, precisa ter seus bens auferidos pela Receita federal, precisa sim ser julgado pelo Ministério Público.

Dilma já o deveria ter afastado do cargo que ocupa, incompatível com este tipo de conduta. Porém, uma limpeza poderia e deveria ser feita simultâneamente, incluindo os manganões que hoje clamam por justiça nos corredores do fétido congresso nacional.

O caso Palocci deveria servir como tantos outros para uma limpeza do andar de cima da república brasileira, caso contrário cairá em esquecimento logo que outro escandâlo surja nas páginas policiais.

Leis não faltam ao Brasil, falta rigor no cumprimento delas, falta vergoinha na cara e honestidade. O resto temos de sobra neste circo armado por palhaços ricos, brincando de ética com o povo pobre do Brasil.

2 de junho de 2011

Os Vereadores de Bauru não desistem

Só há duas opções nesta vida:
se resignar ou se indignar.
E eu não vou me resignar nunca.
Darcy Ribeiro

 
Ainda percorrem os corredores e algumas salas a idéia odiosa de levar a Câmara para novo endereço, mais suntuoso que o atual, mais moderno e amplo, com salas enormes e gabinetes adequados ao “desgastante” trabalho dos nossos edis.

Muitas foram às cidades que gastaram do erário para construir sedes nababescas para Câmaras, Tribunais, Palácios de Governo, ao invés de destinarem recursos e esforços para a construção de coisas mais importantes para a coletividade.

Na cidade de Bauru todos sabem, até os incautos que precisamos de inúmeras melhorias na saúde pública, na construção de mais escolas e creches nas extremidades da cidade. Além de outros benefícios como saneamento básico e asfalto.

Sendo assim, fica muito complicado entender o porquê dessa necessidade desenfreada de tramar na calada da noite a mudança da atual sede da Câmara do nosso município para outro endereço, envolvendo gastos exorbitantes as expensas do povo.

Se fossem corajosos e não tivessem pavor de ouvir o povo, que fizessem um plebiscito para que o povo pudesse se manifestar quando das eleições municipais de 2012.

Como não ouvem sequer os seus parcos eleitores, difícil imaginar que tivessem coragem de querer saber a opinião do conjunto da sociedade. Se não quiserem torrar dinheiro com plebiscito, encomendem pesquisa séria em conjunto com algum órgão da mídia e saibam o que já não é mistério – Vocês estão na contramão dos desejos do cidadão bauruense.

Se quiserem inovar, alterem o regime de trabalho e ao invés de uma sessão por semana façam três, doem seu tempo às causas nobres da cidade em período integral. Mostrem ao povo que nutrem ao menos um pingo de respeito pela cidade e pelos eleitores que os elegeram.

Aquele local da antiga Estação Ferroviária poderia ser utilizado de várias formas se a idéia é a revitalização do Centro da cidade. Sugestões não faltam como a construção de um Museu Ferroviário, um Teatro Moderno com capacidade para grandes eventos, um Centro Social, uma área de atendimento à reabilitação de viciados, enfim, qualquer idéia é melhor do que levar a Câmara para aquele espaço.

Conclamo em nome da moralidade a todas as entidades sérias de Bauru que lutem contra esta possibilidade real de um gasto absurdo e fora do contexto. A população deve também se manifestar contrária nos jornais, rádios, televisões e na própria Câmara.
Nem a reação de uma parcela da população da cidade de Bauru, nem as criticas da mídia, nem a fato da sociedade ter inúmeras prioridades à frente da escolhida por alguns vereadores, faz com que um grupo dentro daquela casa do povo deixe de pensar em torrar dinheiro do povo com a construção de nova sede.