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1 de julho de 2025

Os desafios do desenvolvimento sustentável para a preservação da biodiversidade!

O Brasil abriga um dos maiores ecossistemas de biodiversidade do planeta, mas proteger essa riqueza natural tornou-se um enorme desafio nos últimos anos. Isso não se refere apenas à necessidade de implementar práticas que favoreçam esse tipo de iniciativa, mas também ao compromisso com o bem-estar das pessoas e ao enfrentamento das mudanças climáticas.

Um mapeamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em dados do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr), revelou que o Brasil é um dos 17 países que abrigam mais de 70% das espécies conhecidas no mundo.

Essa abundância de registros de fauna e flora em território nacional evidencia a urgência de uma ação articulada para garantir a preservação das espécies nativas, em consonância com os desafios contemporâneos. Cuidar do meio ambiente é, também, uma forma de promover justiça social. Por isso, apoiar iniciativas em prol da proteção e da valorização da biodiversidade contribui para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas. Nessa direção, proteger os ecossistemas brasileiros significa, também, garantir um futuro mais justo e sustentável para todas as formas de vida — inclusive a vida humana.

O Instituto Neoenergia atua com esse olhar. Por meio de iniciativas como o Flyways Brasil, no Rio Grande do Norte; o Coralizar, em Pernambuco; e o Observatório das Baixadas, jovens lideranças mobilizam a juventude em todo o território nacional para ações de preservação da biodiversidade e de relacionamento com comunidades locais. São exemplos concretos de atuação direta em ecossistemas sensíveis e de integração com as populações locais.

Esses territórios são verdadeiros santuários de vida para diferentes espécies, mas sofrem com a interferência humana e os efeitos das mudanças climáticas. Por isso, é fundamental conscientizar as comunidades locais sobre a importância de hábitos que favoreçam a conservação desses ambientes e garantam sua resiliência ecológica.

Em 2024, mais de 19 mil aves foram registradas na bacia do Rio Grande do Norte, e 3.400 pessoas participaram de ações educativas, como oficinas, saídas de campo e formações. São sinais de um convívio mais harmonioso e respeitoso com a natureza. No mesmo sentido, em Pernambuco, a biodiversidade marinha se destaca: no ano passado, uma técnica inovadora ajudou a preservar 70 colônias e a cultivar cerca de três mil corais.

Nas periferias das grandes cidades, o desafio é complementar. É preciso conscientizar as populações que vivem em áreas alagadiças e regiões vulneráveis sobre os riscos de desastres ambientais e sobre como se adaptar à nova realidade imposta pelas mudanças do clima. Ao mesmo tempo, é necessário estimular a adoção de hábitos que ajudem a mitigar os efeitos do aquecimento global.

Os últimos anos demonstraram que o aquecimento do planeta é uma realidade inegável e que suas repercussões sobre o cotidiano das populações ao redor do mundo são devastadoras — especialmente para as pessoas em situação de vulnerabilidade social. Nesse sentido, é essencial que governos e sociedade atuem de forma coesa e colaborativa, para que as ações de redução de danos sejam implementadas de maneira eficaz e estratégica.

É urgente proteger a biodiversidade, criar condições para a regeneração dos ecossistemas e garantir a manutenção das cadeias de vida que deles dependem. Simultaneamente, é indispensável pensar em formas de sobrevivência adequadas para as populações mais impactadas por eventos climáticos extremos — que se tornaram cada vez mais frequentes — e construir estratégias de convivência harmônica entre a vida humana, a fauna e a flora.

É dessa união — entre a preservação da biodiversidade, o fortalecimento das comunidades e a valorização das suas relações com o meio ambiente — que surgirá uma nova forma de promover o desenvolvimento sustentável nos próximos anos. Sempre com o compromisso de cuidar da geração atual, sem esquecer das futuras. 

Autora: Renata Chagas - Diretora-presidente do Instituto Neoenergia, especial para Neo Mondo. Publicado no Site Neomondo.

Cristãos ‘fake’!

  

Getty Images.

A América tem um histórico de violência, não apenas devido à imensa quantidade de armas nas mãos do cidadão comum, incluindo crianças, como por uma mentalidade cultural herdada do velho faroeste, de que cada um tem que se defender a si mesmo e fazer justiça pelas próprias mãos.

Segundo o procurador do estado do Minnesota, um indivíduo disfarçado de polícia terá visitado na noite do crime as residências de quatro autoridades, curiosamente todas eleitas pelo Partido Democrata, com a intenção de as assassinar. O suspeito não terá conseguido os seus intentos em dois casos – um porque estava um carro da polícia à porta e outro porque as pessoas estavam de férias noutro local. Entretanto, terá mesmo conseguido matar a congressista Melissa Hortman e o marido, e feriu gravemente com quinze tiros um senador estadual do Minnesota, John Hoffman, e a mulher.

Depois duma intensa caça ao homem que durou dois dias, as forças policiais conseguiram deter numa floresta, para onde tinha fugido, Vance Boelter, de 57 anos, que agora vai enfrentar seis acusações federais, que o podem levar mesmo a ser punido com a morte ou prisão perpétua. Dentro do carro tinha uma lista de alvos a abater que incluía democratas e figuras ligadas a movimentos pelo direito ao aborto como, por exemplo, a deputada Ilhan Omar e a senadora Tina Smith. Sabe-se quem são as vítimas, por serem figuras públicas e ligadas à atividade política. A congressista democrata Melissa Hortman, de 55 anos, é mãe de dois filhos e foi presidente da Câmara dos Representantes do Minnesota.

Mas afinal quem vem a ser o suspeito dos homicídios? Boelter trabalhava numa empresa de segurança e é cristão evangélico. Quem o conhece e acompanhava o seu trabalho na igreja mostrou-se profundamente surpreendido ao saber que poderia estar ligado ao ataque.

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Os EUA estão cada vez mais divididos pelo trumpismo e o envio de forças militares para a Califórnia tem funcionado como rastilho por todo o país, onde as manifestações de protesto contra Trump vêm a ganhar cada vez mais força. A postura autocrática, arrogante e estúpida do presidente chega a atingir as raias da demência.

Quando uma jornalista lhe perguntou se, na sequência destes assassínios, Trump iria ligar a Tim Waltz, o governador democrata do Minnesota, com uma palavra de solidariedade que é não apenas normal, mas obrigatória em casos semelhantes, o Presidente não encontrou nada melhor para responder do que achincalhar em público Waltz, chamando-lhe péssimo e incompetente.

Mas o que leva um cristão envolvido na sua igreja local e com missões pontuais em África, a tentar liquidar a tiro uma lista de pessoas selecionadas? Nada mais, nada menos do que o erro crasso em que parte do evangelicalismo norte-americano caiu há muito, ao misturar religião e política e ao esquecer aquele princípio basilar de Jesus Cristo: “o meu reino não é deste mundo.” Por via disso, tais cristãos confundiram serviço com poder, exemplo com imposição, e a força da oração com a força das armas.

Muito embora a falta de ensino religioso seja hoje gritante – basta dizer que, por exemplo, a percentagem de católicos brasileiros que acreditam na reencarnação ronde os 46%, mesmo não sendo uma doutrina católica – a verdade é que no caso americano o principal problema é mais precisamente a perda de foco no Evangelho. Tais cristãos já não seguem o genuíno Cristo bíblico, mas sim uma projeção construída mentalmente, de que resulta uma espécie de super-homem com uma arma automática nas mãos, pronto a impor pela força a toda a gente os seus conceitos, ideias, opiniões e vontade particulares.

Mas esta cultura vem de longe. O nacionalismo cristão branco está a destruir a igreja cristã na América, desde o tempo do Moral Majority, do Tea Party e dos neoconservadores religiosos de direita. Donald Trump é apenas uma figura que personificou essa tendência, que infunde o medo, promove a mentira e espalha o ódio por palavras e actos, puxando assim pela face mais negra que todos os seres humanos comportam dentro de si.

Os maiores inimigos da Igreja neste momento não são externos, encontram-se no seu interior, e são os falsos cristãos, isto é, aqueles que, dizendo-se discípulos de Cristo, não o têm como foco, exemplo, inspiração e modelo de vida. Pelo contrário, são pessoas que confundem Deus com César, poder espiritual com poder político e ética cristã com “espírito do mundo”. São esses que estão a destruir a Igreja, seja ela católica, ortodoxa, protestante ou evangélica. É urgente regressar ao espírito do Evangelho. 

Autor: José Brissos – Lino – Publicado na Revista Visão.

23 de junho de 2025

O Congresso Nacional e os seus políticos reborn!

 

O Congresso Nacional tem 594 políticos eleitos pelo povo, sendo 513 na Câmara Federal e 81 no Senado. O custo para manter estes políticos, seus assessores e todo gasto da máquina legislativa no Distrito Federal é uma obscenidade.

Porém, muito pior do que a manutenção de tantos políticos, assessores e penduricalhos decorrentes do processo democrático é o fato de que estes políticos representam empresários, grupos financeiros, latifundiários, segmentos religiosos, grandes empresas e sindicatos patronais, menos o povo. De cara sabemos que 72% são empresários ou membros do Agronegócio.

Depois da divisão explícita do país em direita bolsonarista e esquerda, com o Centrão sugador de emendas no meio, a situação ficou insustentável para a sociedade.

Não existe mais situação e oposição a um governo, mas sim, chantagistas que se opõem a tudo que o governo federal tente tramitar nas casas de leis em favor da sociedade. E uma legislação através de molecagens, mentiras e disseminação de fake news.

Não bastasse tudo isso, ainda percebemos que a maior parte dos deputados bolsonaristas é incapaz de legislar, trabalhar e interpretar leis e decretos. O que nos passa a nítida impressão de que foram eleitos bonecos “Reborn” para cumprir mandatos.

Afinal de contas, não trabalham, não exercem as funções para as quais foram eleitos e passam o tempo inteiro brincando com coisa séria da sociedade.

Eles são hiper-realistas, cuidadosamente criados para se parecerem um ser humano de verdade. O termo "reborn" vem do inglês e significa "renascido", referindo-se ao processo de transformar um boneco comum em uma réplica incrivelmente detalhada de um humano.

Mas quem são os eleitores brasileiros que elegem estes políticos reborn para cargos tão importantes? São aqueles que dizem não gostar de política, aqueles que não leem, não pesquisam, não sabem nada da política e – o pior grupo – aqueles que se informam através de grupos de aplicativo de mensagens, acreditando piamente em fake news.

Os políticos reborn, uma vez eleitos, apoiam os empresários (patrões) destes eleitores sem capacidade que os elegeram. Votam contra redução de imposto de renda, contra redução de impostos da cesta básica e até contra a redução das contas de energia elétrica. Os deputados reborn em compensação atuam para impedir que os ricos tenham aumento de impostos ou redução dos benefícios concedidos a eles ou ao segmento empresarial ao qual pertencem.

Enquanto a maioria dos eleitores sem consciência ganham R$ 1.515,00, os deputados federais absorvem dos nossos impostos os valores abaixo:

R$ 47.700,00 – Salário;

R$ 94.300,00 – Verba de gabinete;

R$ 53.400,00 – Auxílio Paletó;

R$   5.000,00 – Combustíveis;

R$ 22.000,00 – Auxílio moradia;

R$ 59,000,00 – Passagens aéreas;

R$ 17.997,00 – Auxílio saúde;

R$ 12.100,00 – Auxílio educação;

R$ 16.400,00 – Auxílio restaurante;

R$ 13.400,00 – Auxílio Cultural;

Auxílio dentista... Auxílio farmácia... Tudo aquilo que o trabalhador brasileiro não tem e nem nunca teve direito. Pena que antes de colocar seus votos nas urnas, não pensem, não pesquisem, não se conscientizem de que estão fazendo papel de Reborn.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.