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5 de dezembro de 2013

Nelson Mandela - Um exemplo para o mundo!

Se você falar com um homem numa linguagem
que ele compreende, isso entra na cabeça dele.
Se você falar com ele em sua própria liguagem,
você atinge seu coração." Nelson Mandela

A morte do Ex-Presidente da África do Sul, exemplo de liderança para as futuras gerações Nelson Mandela, ou simplesmente Mandiba como gostava de ser chamado deixa orfã a África do Sul. Ele foi um homem que mesmo estando preso por vinte e sete anos, ao ser libertado conseguiu governar a África do Sul, livrando-a do ódio, do racismo, eliminando o regime apartheid sem praticamente derramar uma gota de sangue nem perseguir os brancos que lá viviam.

"Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.

Nos perguntamos: Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível? Na verdade, quem é você para não ser tudo isso? Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo". (Discurso de posse, em 1994).

Em seu discurso de posse Mandela deixava claro suas convicções e como iria tratar a África do Sul e seu povo, independente de credo, cor ou classe social. Assim o fez durante os anos em que esteve à frente dos desígnios sul-africanos.

Mesmo de origem muito pobre, estudou Direito e se formou bacharel. Nesta época se envolveu como movimento estudantil e fez amizade com Oliver Tambo, com quem manteve longa convivência. Sua graduação em Direito foi na Universidade da África do Sul (UNISA).

Começava ali seu envolvimento contra o regime do Apartheid, que negava aos negros que eram maioria absoluta da população, aos mestiços e indianos direitos políticos, sociais, civis e econômicos.

Foi preso em 1962, sendo condenado em 1964 à prisão perpétua por conspirar contra o regime. Após 27 anos de prisão em regime fechado, tornou-se um símbolo da luta pelo fim do apharteid dentro e fora da África. Foi libertado em 11 de fevereiro aos 72 anos de idade.

Em 1993 recebeu junto com Frederic de Klerc o prêmio Nobel da paz. Sendo que em maio do ano seguinte foi eleito presidente da África do Sul como o primeiro negro a vencer tal cargo. Comandou o regime de transição impondo a reconciliação interna e externa sem violência.

Ficou na presidência até o final do mandato em junho de 1999. Neste período de governo voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direito humanos. Retirou-se da vida pública aos 85 anos em junho de 2004. Faleceu nesta data aos 94 anos de idade após longo período em que mais ficou nos hospitais do que fora deles. Um mundo perde um grande homem, um líder nato e a África do Sul fica orfão de seu filho ilustre.



3 de dezembro de 2013

Apenas bom senso

Aprenda como deter o julgamento; Aprenda a escutar;
Entre em contato com seu próprio Eu interior;
Olhe para a vida com alegria e jamais chore
por algo que não pode chorar por você.
 Cheewa James – Modoc

Alguns jogadores da chamada primeira divisão do futebol brasileiro fundaram este ano o Bom Senso FC, que hoje engloba jogadores de várias divisões do futebol nacional. Suas reinvindicações vêm tirando o sono dos dirigentes da CBF – Confederação Brasileira de Futebol. Assim como, também vem preocupando alguns dirigentes de clubes nacionais.

Eles querem que os jogadores tenham no início do ano uma pré-temporada de pelo menos trinta dias para treinarem, voltarem à forma e conseguirem enfrentar a maratona de jogos no país. Outra reinvindicação é quanto ao número excessivo de jogos que cada clube faz ao longo de um ano, alguns clubes jogam quase oitenta partidas num ano.

Eles exigem também entre outras coisas que os clubes que atrasarem salários ou depósitos de FGTS aos jogadores tenham a perda de pontos e até o rebaixamento para a divisão imediatamente inferior a que estiver disputando.

No começo o caquético presidente da CBF José Maria Marin fingiu que tudo aquilo não era com ele nem com a CBF, depois chegou a afirmar de forma estúpida e irresponsável que o problema era dos clubes, como se a CBF não fosse a responsável pelo esporte no país. Afinal comanda todas as federações estaduais de futebol do Brasil.

Na verdade, quem manda no futebol brasileiro é a Rede Globo, sim, ela paga pelas transmissões dos jogos da 1ª divisão do futebol nacional diretamente aos clubes uma verdadeira fortuna. Com isso, de certa forma, os mantem em seus tentáculos. Ela quem decide quais jogos serão as quartas-feiras às 22h00min horas e quais serão aqueles que vão acontecer aos domingos antes do Programa do Faustão.

A CBF e os clubes estão engessados pelo poder e dinheiro da Rede Globo, isso os deixa vulneráveis e sem ação diante das reinvindicações dos atletas profissionais do recém-formado grupo Bom Senso. Se há alguma coisa que não existe no mundo do capitalismo selvagem brasileiro é justamente bom senso.

Apenas os jogadores de aproximadamente doze clubes da elite nacional conseguem receber bons salários e em dia. Isso poderia de forma otimista chegar a cento e vinte jogadores recebendo salários diferenciados no mundo da bola do Brasil.

O restante vai caindo de patamar e chega a assustar que a grande maioria receba um salário mínimo para exercer a profissão sonhada por tantos garotos em nossas ruas abandonadas nas periferias do país. São os chamados boias frias do futebol brasileiro, um grupo enorme que vive de forma mambembe e cigana pelos campos de todas as divisões inferiores do futebol nacional.

A briga dos jogadores é válida, mas eles vão ter de endurecer e arregimentar mais voluntários, trazendo para seu lado a mídia esportiva e a econômica também. Vão precisar enfrentar a CBF, o que não seria muito difícil em tempos de Copa do Mundo, uma ameaça de greve e Marin entrega até a mãe.

Vencer a CBF é ganhar uma batalha, porém a mãe de todas as guerras deverá ser contra a Globo, o que digamos não será nada fácil de acontecer. Vão precisar de muito munição, apoios, principalmente das torcidas de seus clubes, o que não é nada desprezível, se considerarmos que Corinthians e Flamengo tem uma estimativa de 65 milhões de torcedores no país.

Muitos argumentos deverão ser utilizados para convencer a Vênus prateada de que o discurso dela não combina com a prática adotada por sua equipe de marketing televisivo. Ela está matando a galinha dos ovos de ouro e o Bom Senso FC precisará justamente provar a ela que sem os ovos jamais conseguiram manter a audiência que vem salvando sua emissora no Brasil.

Neste jogo de interesses sinceramente, decidi torcer pelo time do Bom Senso FC. Espero que eles ganhem de goleada, pois em nenhum outro país uma emissora de televisão domina o futebol tendo exclusividade absoluta sobre o calendário esportivo e a seleção nacional.

2 de dezembro de 2013

Quando a vida imita a arte de forma trágica!

Quase toda absurdidade de conduta
vem da imitação daqueles com quem
não podemos parecer-nos.
Samuel Johnson

Dois episódios me chamaram a atenção neste final e semana. No primeiro deles, um trágico acidente envolvendo um ator de Hollywood morto tragicamente num acidente de automóvel. O jovem Paul Walker de 40 anos de idade era o passageiro de um veículo que explodiu ao bater numa árvore em altíssima velocidade numa avenida de Valencia na Califórnia. Além dele o amigo que dirigia o carro também faleceu na hora do forte impacto.

Por uma trágica coincidência o ator interpretou um motorista veloz na saga “Velozes e Furiosos” sucesso mundial no cinema. Quis o destino que sua morte trágica fosse dentro de um automóvel potente e rápido em plena avenida americana.

A velocidade desenvolvida pelo carro ainda não foi divulgada pela polícia local, mas a julgar pelo monte de ferros retorcidos e pela força do impacto com uma árvore no canteiro da avenida, imagina-se que eles estavam a mais de 200 km/h. No Brasil, recebi na semana passada uma imagem absurda de um jovem dirigindo um Audi A3 na Rodovia dos Bandeirantes (Campinas – SP) a mais de 240 km/h apostando corrida com duas motos potentes de mais de 1.000 cilindradas.

O celerado ignóbil colocou sua vida, de seus passageiros e de dezenas de inocentes em outros veículos apenas para provar que seu carro provavelmente presenteado pelo papai era mais rápido que tudo nesta vida. Por pura sorte não houve um fim trágico, nem acidentes a se lamentar, apenas as imagens que chocam e demonstra a falta de capacidade de algumas pessoas à frente de um volante de automóvel.

A futilidade e a banalização da vida é algo que salta aos olhos nos dias atuais, onde jovens perdem suas vidas em troca da chamada adrenalina que na verdade não passa de uma grande e profunda estupidez humana. Nos EUA onde as leis são rígidas e as penas pesadas e o cumprimento delas se dá obrigatoriamente em regime fechado acidentes como o que vitimou Paul Walker são raros. No Brasil onde milhares de pessoas morrem vitimadas por acidentes nas ruas, avenidas e estradas brasileiras temos quase um acidente fatal a cada 20 minutos. Anualmente são milhares de mortos, inválidos dando bilhões de prejuízos à economia do país.

Uma rápida consulta ao INSS pode com certeza comprovar os dados alarmantes de acidentados, mortos e inválidos que deixam de levar uma vida normal tendo prejuízos irreparáveis e afetando suas vidas bem como, a capacidade ativa do país.

Leis existem nos EUA e no Brasil, a diferença está nas penas aplicadas aos infratores e na execução das mesmas. Enquanto nos EUA o cidadão perde o direito a dirigir e pode ficar muitos anos na cadeia em regime fechado, aqui no paraíso da impunidade, nada acontece com ninguém. 

Assista ao vídeo numa estrada brasileira antes que seja censurado ou apagado:
http://www.youtube.com/watch?v=5YnCvpQ-qko  

25 de novembro de 2013

A vida não tem mais valor!

“Numa nação corrompida,
muitas são as leis que se fazem”.
Tácito

Vivemos num tempo de guerrilha urbana no Brasil, com destaque para o eixo RJ/SP, onde balas cruzam a cidade matando quem ousa estar a sua frente. Embora a criminalidade tenha se apoderado também das ruas do país de norte a sul leste a oeste sem distinção. Os culpados a cada dia ficam mais latentes e seguem abaixo sem ordem de importância, pois todos tem sua parcela de comprometimento.

A justiça lenta, sistema penitenciário obsoleto e carente de novas unidades, benefícios em demasia para criminosos se contrapondo com o rigor da lei para o conjunto da sociedade, impunidade crescente em todas as esferas, falta de uma força policial bem treinada e remunerada a altura de sua importância para o país, fronteiras abandonadas e sem fiscalização do governo federal, governos estaduais omissos e o grande vilão como sempre é a ausência de investimentos em segurança e principalmente Educação de qualidade para acesso de todos.

Para piorar ainda mais o panorama desolador, os criminosos incluindo principalmente os menores de idade, perceberam todas estas fraquezas dos nossos governantes, notaram também que a sociedade não se movimenta para alterar o quadro, sendo assim, deitam e rolam nas ruas brasileiras.

Os criminosos começaram a explodir caixas eletrônicos das instituições bancárias, usando explosivos impunemente. Matam por menos de R$ 10,00 (dez reais), pois sabem que vão sair impunes e muitas vezes nem ficaram presos por muito tempo. Se forem condenados, sabem que terão a guarida dos lideres nos grandes presídios e de lá poderão falar em aparelhos celulares com seus comparsas e ganhar dinheiro mesmo estando alijados das ruas temporariamente.

O crime cresceu tanto no país que hoje em dia fica difícil saber se existem mais criminosos (presos + soltos) do que cidadãos honestos e trabalhadores. Entre 14 e 30 anos está à faixa de mais de 90% dos criminosos no país. Sendo que na verdade raros são os que passam de 30 anos ainda respirando.

A vida perdeu o valor e o povo brasileiro vive assustado na pequenas, médias e grandes cidades do país. Não há policiamento suficiente, não há varas da justiça e juízes a altura da necessidade, presídios não são construídos para atender demanda de marginais presos, condenados e a espera de transferências, fazendo com que alguns juízes liberem centenas de presos perigosos para voltarem às ruas para aguardar vagas em penitenciárias. Uma aberração para um país que já torrou bilhões para construir estádios e não tem recursos nem vontade política para resolver o problema da saúde, educação e segurança.

No Butantã, bairro tradicional de São Paulo, casas foram assaltadas até dez vezes nos últimos meses, fazendo com que alguns de seus moradores mudassem de bairro. Dentro em breve terão de mudar novamente pelo mesmo motivo e não muito distante vão virar ciganos vivendo a esmo pelo país.

A situação não se altera e só piora, afinal de contas nem uma autoridade brasileira nas três esferas de poder sequer cogitou fazer alguma coisa para minorar o sofrimento da nossa população com relação a crescente criminalidade. Dilma nunca se importou, aliás, nem o PT com a situação de calamidade pública da nossa segurança pública, assim como o PSDB que lá ficou por oito anos e nada fez também.

Os políticos andam com seguranças e seus familiares estão a salvo da bandidagem, motivo que somada à incapacidade deles de administrar revelam o porquê não fazem nada pelo Brasil nesta área e em outras como Saúde e principalmente na Educação. Estão preocupados com suas bases governistas, reeleição e corrupção.

Nossa vida para eles (políticos) vale o imposto que eles arrecadam, enquanto que para os criminosos comuns nossa vida não vale nada, pois nos matam num piscar de olhos sem dó nem piedade. Às vezes nem levam o produto que queriam roubar, matam por matar. Os Deputados Federais, Senadores, Ministro da Segurança, Governadores e a Presidente precisam se posicionar claramente diante da nossa sociedade, para que os brasileiros saibam de que lado eles estão.


24 de novembro de 2013

Uma Copa do Mundo de Futebol para brasileiros!

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta
nosso edifício inteiro. Clarice Lispector

Uma das premissas utilizadas para justificar o pedido do governo brasileiro ao Comitê Executivo da FIFA para sediar uma Copa do Mundo de futebol era de que os gastos seriam compensados pelo afluxo enorme de torcedores ao país. O turismo seria beneficiado assim como o país com a entrada de milhões em moedas estrangeiras para os cofres da nossa economia.

Entretanto com o começo das vendas dos ingressos para o evento que será realizado a partir de 12 de junho de 2014, ficou claro que os maiores interessados em adquirir os ingressos foram os torcedores brasileiros. Eles arrebataram quase 80% do montante colocado à disposição para compra.

Sendo assim, será muita pequena a entrada de estrangeiros no Brasil para assistir a Copa. Com isso, menos moedas estrangeiras circulando, refletindo negativamente no comércio e na economia nacional.

Os gastos nababescos com a construção de novos estádios não terão contrapartida alguma, uma vez que serão contabilizados como “Fundo perdido” numa conta qualquer na imensa divida interna brasileira. Nós brasileiros, apreciadores ou não do futebol, vamos com certeza pagar a conta a médio e longo prazo.

Na certa este governo ou o próximo seja ou não do mesmo partido, na hora que a corda apertar no pescoço da economia irá culpar terceiros, vão dizer que uma crise internacional qualquer prejudicou o Brasil e sendo assim, a sociedade vai ter que apertar os cintos.

Claro que, nesta hora eu e milhões de brasileiros adoraríamos esganar com os cintos o pescoço de todos os envolvidos no processo que culminou com a concessão dos direitos de realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil. Sabemos por antecedência que eles não vão estar mais no governo e vão se esquivar de dar explicações.

Assim, caminha a humanidade e em particular a sociedade brasileira, sempre à rabeira das falcatruas, tramoias e golpes dos seus políticos. Nada tenho contra o futebol, ao contrário admiro todos os esportes. Apenas sou contra um país que não possui saneamento básico, não tem escolas nem projetos educacionais consistentes ou ainda saúde pública decente gastar uma fortuna nababesca a fundo perdido.

Vão rir à toa apenas os organizadores, os patrocinadores, os gringos e todas as suas empresas que vão faturar muito em termos de comercio e negócios durante a realização do evento. A FIFA, esta entidade dirigida por homens senis ávidos por dinheiro não vai perder um minuto de sono assim que sair do país e perceber que seu evento deixou um legado de dividas e corrupção.

Resta esperar o apito na final e depois aguardar a hora do anúncio do governo federal pedindo a compreensão da sociedade para com os ajustes a serem feitos na economia. A Grécia e a Espanha, por coincidência também realizaram Copa e Olimpíadas em seus países e enfrentam tempos depois crises sem precedentes nas suas economias.



20 de novembro de 2013

Guerreira!

Diz à lenda que um príncipe Hindu, certa vez, chamou um ourives e encomendou uma joia que o moderasse em seus momentos de glória e grande alegria. E que ao ver-se em sofrimento ou em desgraça, esse objeto lhe pudesse trazer algo de consolo. O ourives então confeccionou um belíssimo anel com uma singela inscrição: Isso Passará!

No meio de um turbilhão de fatos e coisas ela se depara com a notícia que ninguém quer ou merece – O diagnóstico precoce de um câncer na mama. O mundo por instantes vem abaixo, sucumbe a tudo e num segundo ela se vê prostrada e sem forças.

Embora os homens de branco a tranquilizem com números, percentuais e dados estatísticos favoráveis, nada muda o fato de que precisa enfrentar uma etapa difícil em sua vida, onde precisará dos três F’s, ou seja, Força, Fé e toda Família unida e firme na mesma direção.

O começo é doloroso, com punção, três cirurgias e muita expectativa para o tratamento quimioterápico e radioterápico que viriam ao longo de quase oito meses. A fé inabalável, a terapia importantíssima e o apoio da família formaram um tripé que mais parecia um intransponível campo de força inatingível.

O tempo senhor da razão costuma passar rápido para todos igualmente, exceto para quem espera o fim de um tratamento médico ou ainda quer ver seus cabelos crescidos juntos com as suas sobrancelhas e cílios. Neste caso o tempo não passa e se arrasta por dias e dias de angústia e ansiedade interminável.

Os dias parecem meses e estes se transformam em anos luz para ela e contagiam toda família, que querem vê-la novamente vivendo em sua plenitude. Os amigos (aqueles que permanecem ao seu lado) dão força, palavras de motivação e ajudam mesmo quando pensam que não estão fazendo.

A quimioterapia terrível termina, mas suas sequelas e lembranças ainda duram alguns meses, até que o organismo as expulse de seu corpo, agradecida pela cura, mas com lembranças difíceis de serem esquecidas.

Chega à radioterapia e um novo processo diário começa com mais de trinta sessões que igualmente se arrastam pelos dias que parecem meses.

Mas ela resiste, luta, encara todas as dificuldades e mesmo sem perceber é uma vencedora desde o início do processo que enfrentou com determinação, amor à vida e aos que ela ama. O tempo aliado de quem luta, passa e com ele o tratamento que se encerra com êxito e glória divina.

A guerreira se chama Célia Regina G. Moia e tenho a honra de ter desposado 22 anos atrás na pequena cidade de Bariri – SP. Depois deste ano de 2013, tudo será possível enfrentar, pois sempre teremos o seu exemplo para seguir. Você nos ensinou a ter coragem, fé e determinação. Obrigado meu amor, que Deus a abençoe hoje e sempre.

Singela homenagem do seu marido, amigo, amante e admirador. 



10 de novembro de 2013

Completamente sem noção e bom senso!

Tem políticos que aspiram tornar-se Mickey Mouse...
Ser tão encantador que as pessoas esqueçam que eles são ratos.
Autor desconhecido
Sou brasileiro, amo meu país, acredito em seu povo, porém, tenho consciência de que em nosso solo habita a pior espécie de classe política do planeta. A escória da humanidade encontrou lugar para se materializar ao longo dos últimos quinhentos anos no Brasil. Alguns morrem, porém outros tantos já nasceram e estão usando a política em benefícios próprios e de seus pares, amigos e familiares.

Um exemplo disso está sendo percebido no Rio de Janeiro, onde o prefeito Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral, transformaram a escolha da cidade como uma das sedes da Copa do Mundo e como próxima cidade a abrigar a Olímpiada em 2016 como plataforma pessoal de suas candidaturas.

Ocorre que a cidade está gastando uma soma imoral, indecente e sem precedentes sem que haja transparência total dos gastos, sem que haja parcimônia no uso do erário e principalmente sem que haja clareza de como será utilizado o legado das obras. Em especial, da Vila Olímpica e das instalações caríssimas que estão sendo erguidas a peso de ouro num país que carece de saneamento básico, unidades de saúde com qualidade e Educação para seus filhos.

Mas como são os políticos que decidem tudo que eles querem e não a sociedade de forma transparente e democrática, o Rio de Janeiro está construindo obras e pondo em risco a sua economia e estabilidade econômica do país, visto que os recursos são federais pagos pela sociedade através de nossos impostos.

A desfaçatez é tanta que mesmo com cronogramas atrasados, com obras por licitar mesmo estando a mil dias da realização dos jogos, o Prefeito Eduardo Paes tem a coragem de dizer que a Olímpiada RJ/2016 colocará Barcelona/92 no chinelo.

Os Jogos da XXV Olimpíada foram realizados em Barcelona, Espanha, cidade do então presidente do Comitê Olímpico Internacional, Juan Antônio Samaranch, entre 25 de julho e 9 de agosto daquele ano. Foi à primeira edição desde Munique 1972 em que todos os Comitês Olímpicos Nacionais estiveram presentes, totalizando 169 nações que enviaram 9356 atletas.

Durante a preparação dos Jogos, a cidade de Barcelona experimentou grandes mudanças na infraestrutura que ocorreu na execução e construção de estradas e telecomunicações, e alterações de todas as partes da cidade, tornando-se uma característica diferente. Os jogos em si foram caracterizados por um estilo mediterrânico e de hospitalidade calorosa. Sendo considerada por muitos como a Olímpiada exemplo em virtude da transparência dos gastos, da dotação orçamentária e do legado imenso que ficou para os moradores da Capital da Catalunha.

Ou o Senhor Eduardo Paes não conhece Barcelona, nem esteve nos jogos ou na Vila Olímpica ou estava completamente fora do eixo quando disse que a cidade do Rio de Janeiro irá suplantar Barcelona.

Basta olhar os noticiários diariamente e perceber que o RJ está com a Lagoa Rodrigo de Freitas totalmente imunda, com mais esgoto que oxigênio e que o trânsito da cidade é um caos, seus morros possuem facções criminosas que dominam até o ir e vir dos moradores, bem como do comércio local. Como que o Prefeito de uma cidade que tem suas escolas fechadas a mando dos traficantes pode se arvorar em dizer de forma mentirosa que fará uma Olímpiadas melhor que uma cidade de primeiro mundo como Barcelona?

Somente um fanfarrão poderia supor que essa falácia pode se tornar realidade um dia no século em que vivemos. Barcelona tem uma das mais modernas coletas de lixo reciclável do mundo. Suas obras intactas não estão pichadas como as fachadas dos prédios cariocas. Não tem favelas nem a nossa violência nos morros. Seu policiamento não mata Amarildo’s em UPP’s que deveriam servir ao povo.

Comparar as cidades é sempre possível, mas comparar suas administrações é impossível. Barcelona é governada por gente séria, enquanto Eduardo Paes não é exemplo de administrador moderno. Vive como tantos outros prefeitos de ilusões através de factoides e da facilidade que a emenda da reeleição comprada por FHC permitiu a políticos como ele e tantos outros no Brasil.


7 de novembro de 2013

Os partidos políticos e seus problemas!

Tem políticos que aspiram tornar-se Mickey Mouse...
Ser tão encantador que as pessoas esqueçam que eles são ratos.
Autor desconhecido


O PT se auto intitulava o dono da ética, da moral, dos bons costumes e principalmente da honestidade na vida pública. Tudo caminhava bem até que eles deixaram de ser candidatos e passaram a ser poder público em prefeituras, governos e no planalto central. A máscara da moralidade despencou e com ela o discurso enfadonho de que eram diferentes dos demais.
São muito criticados justamente por que infernizaram a vida da classe média com um discurso que seus principais lideres fizeram cair por terra com flagrantes de corrupção do que se convencionou chamar de Mensalão, fraudes diversas, desvios de recursos, etc.
O PSDB é outro partido que nasceu dizendo que queria ser a antítese do que acontecia na política nacional, em particular da velha política do PMDB em São Paulo com o governador Quércia. Os fundadores do PSDB são oriundos do PMBD. Tempos depois o mesmo Quércia estava no palanque com aqueles que tanto o criticaram em SP. Provando que era apenas questão de tempo para que agissem como um partido qualquer.
No poder com FHC de 1995 a 2002, deixaram muitas lacunas e devem a sociedade brasileira muitas respostas para suas atitudes à frente do poder executivo da nação. Os livros Privataria Tucana e O Príncipe da Privataria não deixam dúvida alguma sobre o entreguismo e a corrupção que grassou no período de duas gestões tucanas no DF. Sem contar que em 18 anos de gestões tucanas em SP, não permitiram um investigação sequer sobre seus atos e a sociedade assiste agora o desenrolar das acusações das formações de cartéis milionários no sistema do Metrô e das Ferrovias administradas pela CPTM.
O PMDB parece uma enorme ostra grudada ao casco do navio do poder, a embarcação pode afundar e eles não soltam até a próxima eleição, quando então ficam recebendo cargos e outros benefícios em troca de apoio. Não lança candidato à presidência e apenas vive do poder adquirido com a força de sua bancada, uma das maiores no Congresso Nacional. Seus governadores são medíocres, o Rio de Janeiro que não me deixa mentir. Onde Sérgio Cabral deu uma aula de pós-graduação de como um político não deve agir no comando de um Estado.
Os demais partidos, são como moscas de padarias, muda o cheiro, mas elas são sempre as mesmas. Atreladas as suas mentiras, desprezando o eleitor, traçando estratégias para fazer sempre o maior número de eleitos, vez por outra vencendo uma eleição majoritária. Nada pode e deve ser esperado destes partidos, são os chamados nanicos, apêndices dos governantes dos partidos maiores, relegados à chamada base governista em Brasília, nos Estados e Prefeituras do país.
Usam e abusam das lacunas deixadas pelo desconhecimento popular do atual sistema eleitoral, contratam atores, jogadores de futebol, mulheres frutas, subcelebridades para com isso angariar milhares de votos e levar para o poder alguns corruptos inescrupulosos.
Somente a conscientização do eleitorado através da disseminação de informação sobre o sistema político, partidos e seus candidatos poderiam dar ao país um panorama diferente a curto e médio prazo. A longo prazo só a Educação poderá resolver.

Autor: Rafael Moia Filho - Escritor, Blogger, Graduado em Gestão Pública.

5 de novembro de 2013

Privatizações e suas mazelas!

O artigo foi publicado no Jornal Valor Econômico, onde a empresa omite que ao ser adquirida em privatização patrocinada por Geraldo Alckmin em 2006 ela recebeu de bônus R$ 600 milhões em caixa. Culpar os ex-empregados aposentados pela Lei 4819/58 é querer mascarar a realidade e a incompetência administrativa da empresa ISA da Colômbia que comprou àquela que sempre foi a melhor empresa de Transmissão de Energia do país. Leia o texto e veja a desculpa ao final.

A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep), que foi privatizada em 2006 pelo governo paulista, surpreendeu negativamente o mercado ao retirar do armário um esqueleto de meio bilhão de reais. Após reconhecer perdas contábeis de R$ 516,2 milhões, a empresa terminou o terceiro trimestre com um prejuízo líquido de R$ 245,3 milhões.

As perdas referem-se a créditos devidos pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz), relativos ao pagamento de complementações de aposentadorias pagas pelo fundo de pensão dos funcionários públicos estaduais (Lei 4.819/58).

A "faxina" assustou os investidores. As ações da Cteep fecharam ontem em baixa de 5,1%, a R$ 31,73, enquanto o Ibovespa recuou 0,97%. Em outubro, os papéis da transmissora de energia acumulam uma desvalorização de 8,43%, na contramão do principal índice da bolsa, que subiu 4,2%.

Reynaldo Passanezi, que assume amanhã a presidência executiva da Cteep, após passar um ano na diretoria financeira, afirmou que a empresa tomou a decisão de fazer a provisão em seu balanço após uma série de movimentos processuais ao longo deste ano. Mas, segundo ele, a Cteep não desistiu de receber os valores devidos pelo Estado de São Paulo e ainda prevê vencer a disputa nos tribunais.

A empresa, que opera 13,7 mil quilômetros de linhas de transmissão e transportam quase 100% da energia consumida no mercado paulista, foi obrigada a rever suas expectativas. Seus assessores jurídicos acreditam que vai demorar muito mais tempo para que esses créditos contra a Secretaria da Fazenda do Estado sejam quitados. Isso levou a Cteep a optar por provisionar as perdas.

Nas demonstrações financeiras, o efeito líquido foi uma perda contábil, não recorrente, de R$ 341 milhões no terceiro trimestre. Se excluído esse prejuízo, a Cteep fecharia o trimestre com um lucro de R$ 95,4 milhões na última linha do balanço, disse Passanezi. Em reunião com analistas, o executivo buscou tranquilizá-los, ao mostrar que o desempenho operacional e financeiro da Cteep continua sólidos. Mas o mercado reagiu mal aos números da companhia.

A Cteep, que é controlada pelo grupo colombiano ISA, considera que o Estado deveria ser responsável pelas complementações pagas aos funcionários que se aposentaram quando a companhia não havia sido ainda privatizada.

Por Claudia Facchini - São Paulo – Valor Econômico – 30/10/2013

As ruas de Bauru e suas armadilhas!

A base da vergonha não é algum erro
que cometemos, mas que essa
humilhação seja vista por todos.
Milan Kundera

Não bastassem os buracos, oriundos da péssima qualidade da capa asfáltica da cidade, suas ondulações causadas pelo calor, tempo e falta completa de manutenção por parte da Secretaria de Obras, não bastassem as canaletas que estão presentes como marca registrada da cidade em praticamente todos os seus cruzamentos. O motorista que recolhe um obsceno IPVA de primeiro mundo para andar em ruas de terceiro mundo ainda é obrigado a expor seu veículo ao perigo das tampas do DAE – Departamento de Águas e Esgoto de Bauru.

Andar de ônibus é impossível na cidade, que não tem Metrô nem muito menos qualquer outro tipo de transporte urbano moderno. Um dos motivos pelos quais a maioria compra e utiliza de seus automóveis para se locomover no trânsito da cidade em seus deslocamentos diários.

A prefeitura de Bauru como a grande maioria das mais de cinco mil existentes no país é omissa. Faz pouco e ainda o faz mal feito, o asfaltamento das ruas e avenidas da cidade sem limites não deixa dúvida alguma da incapacidade dos nossos pseudos-gestores públicos.

O asfalto é feito sem base de sustentação (pedras, areia e piche) como antigamente. Esta economia burra transforma a pista numa presa fácil para a chuva e o atrito de toneladas de peso de veículos pequenos, ônibus e caminhões. Em pouco tempo os buracos surgem e mostram a todos que a pista tem poucos centímetros de capa asfáltica, denunciando o serviço porco realizado com nosso dinheiro.

Não fosse isso suficiente, ainda surgem logo em seguida os homens do DAE para fazer buracos que deveriam ter sido feitos antes do asfaltamento da via. Para completar o serviço porco e mal feito às tampas da autarquia nunca ficam niveladas com o piso da rua ou avenida. Isso causa um afundamento do local com o passar dos veículos e ajuda destruir o sistema de amortecimento dos veículos.

Nos cruzamentos o problema é antigo, mas com certeza jamais vai ser resolvido, pois nunca em 17 anos que moro na cidade li ou ouvi uma critica sequer a esta aberração. Desconheço cidades brasileiras do porte de Bauru que tenham este tipo de canaletas nos cruzamentos de suas principais vias.

É um completo absurdo, pois danifica os veículos, atrasa o fluxo de trânsito onde existem semáforos no local e deixam uma imagem de desleixo e a imagem de que os engenheiros de trânsito da prefeitura não sabem como resolver um problema simples.

Se eu estiver mentindo ou exagerando visitem Sorocaba, Joinville, Maringá, Araraquara, Ribeirão Preto, enfim, locais não faltam para que os técnicos apreendam como fazer o escoamento das águas sem precisar colocar um obstáculo tão ridículo quanto nossas canaletas.

Os donos de oficinas mecânicas amam a Prefeitura, a sua Secretaria de Obras e a Emdurb. Pois, juntas elas dão aos donos destas oficinas muito lucro, com a chegada de centenas de carros com suspensões danificadas e peças a serem trocadas pelo simples motivo dos veículos transitarem por Bauru.

Pinóquios dos tempos atuais!

“Nunca se mente tanto como antes das eleições,
durante uma guerra e depois de uma caçada"
Otto Von Bismarck

Todos já ouviram falar da estória de Geppetto e seu boneco Pinóquio, que ao mentir fazia com que seu nariz de madeira crescesse. A ficção foi escrita por Carlo Collodi e se passa numa aldeia italiana.

Pois no Brasil, caso os nossos políticos tivessem sido criados pelo mesmo criador de Pinóquio, como seria difícil para eles andarem pelas ruas e gabinetes com seus narizes gigantescos na frente da face.

Nunca se mentiu tanto quanto na política em geral, mas no Brasil isso ganha proporções imensas, não há como mensurar, tanto no Poder Legislativo como no Executivo.

Eles começam mentindo desde que assumem suas candidaturas e seguem assim na vida pública, onde a mentira se amplia e ganha contornos ainda piores. Mentem nos debates, depois, se eleitos, ampliam as mentiras para as entrevistas, os programas de rádio e televisão e principalmente nas propagandas de seus partidos, onde mentem sobre o que não fizeram e o que deveriam ter feito em suas gestões.

Existem os compulsivos como Maluf, que mente e crê na sua mentira, de tanto exercer o ato de mentir, passa a viver acreditando no que diz para a sociedade através da mídia e de seu partido político. Existem muitos que vivem assim como Maluf, vivendo e mentindo o tempo inteiro.

Temos também aqueles que fingem não mentir, embora saibam que estão mentindo o fazem de forma a passar aos seus interlocutores a imagem de moço bom, sério e que não usa deste ou de qualquer outro artifício na vida pública.

Em geral os tucanos do PSDB agem assim e isso faz com que muitos acreditem neles. Em São Paulo a situação pode estar dramática na segurança pública, mas Alckmin aparece na TV, diz que está tudo sob controle, que as taxas de homicídios e assassinatos caíram no Estado e boa parte da população acredita, mesmo que depois perceba que não era verdade aquela informação.

Com os petistas acontece algo um pouco diferente, eles podem até falar a verdade, porém ninguém mais acredita neles. Pois mentiram para si mesmos, enganaram a si mesmos e a todos para os quais fizeram discursos sobre honestidade, ética e comportamento na vida pública. Rasgaram seus estatutos com a imagem de mensaleiros, dólares nas cuecas dos seus assessores, manutenção de tudo que criticavam (Impostos altos, privatizações, parcerias com Sarney e companhia bela, etc.).

A política brasileira se constitui de uma enorme farsa, onde a mentira é o combustível dos políticos para com a população. O objetivo são as eleições e reeleições deles e de seus aliados, nada mais nem menos do que isso, nada importa. Mentir é válido na visão de todos os políticos desde que, aquela farsa ajude-os a galgar postos, cargos, não perderem eleições e seguir em frente.

Por este motivo que fica impossível acreditar em algo chamado futuro no Brasil. O passado e o presente mostram a todo o momento que não teremos futuro se mantivermos esta escória na nossa vida pública. Saída? Sim, Cumbica, Galeão, Confins, etc.



1 de novembro de 2013

Folha de SP - Editorial

Folha de São Paulo – 31/10/2013.


Tornam-se cada vez mais comprometedoras as notícias em torno da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e seus contratos milionários. As suspeitas incidem sobre sucessivos governos tucanos no Estado.

O caso já é antigo, mas foi reavivado recentemente pela empresa alemã Siemens, que, em troca de imunidade nas investigações, levou às autoridades brasileiras documentos que indicam a existência de um cartel no sistema metro ferroviário paulista --com a partilha de encomendas e elevação de preço das concorrências.

Ao menos seis licitações teriam sido fraudadas, segundo documentos internos da Siemens, que apontavam conluios durante as administrações de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

Diante das denúncias, o governador Alckmin não apenas anunciou diligências --que se revelaram bem menos rápidas do que o prometido-- mas também acentuou que, até aquele momento, não havia indicações de participação de autoridades públicas no esquema.

Pois bem. Enquanto se bloqueavam as tentativas de realizar uma CPI sobre o escândalo, surgiram nomes de possíveis beneficiários de propina no governo.

Outra empresa associada ao cartel, a francesa Alstom, vinha sendo acusada de corromper governos em diversos países. Documentos obtidos por autoridades suíças sugerem que João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM, teria recebido US$ 836 mil (cerca de R$ 1,8 milhão) da Alstom.

Revela-se agora que, em 2011, as autoridades suíças pediam ao Ministério Público brasileiro investigações sobre quatro suspeitos, inclusive o próprio Zaniboni. Nenhuma investigação foi feita, entretanto. E o motivo alegado para a omissão é de molde a desafiar a credulidade até mesmo dos mais ingênuos. É que o pedido vindo da Suíça foi arquivado numa pasta errada. Assim declara o responsável pelas investigações no Brasil, o procurador Rodrigo de Grandis.

Como esta Folha revelou no sábado, passados três anos, a Suíça desistiu de prosseguir no caso; as suspeitas foram arquivadas. Não bastassem as notórias dificuldades brasileiras para julgar, condenar e aplicar penas aos suspeitos de corrupção vê-se, no caso Alstom, a intervenção de um fator acabrunhante: o engavetamento puro e simples.

Desaparece o pedido, perde-se o prazo, enterra-se o assunto, reconhece-se a "falha administrativa". Que não fique por isso mesmo, para que o trem tucano não prossiga até a muito conhecida estação chamada Impunidade.

Texto publicado no Jornal Folha de São Paulo sobre o obsceno caso de desleixo ou má intenção de um Procurador da República a um pedido de investigação e de dados solicitados para a Procuradoria da Suíça.

26 de outubro de 2013

O Humor no Trabalho - Eu vi uma nuvem branca

O livro O Humor no Trabalho contém histórias engraçadas que ajudaram a manter um ambiente saudável, produtivo e com pessoas felizes e motivadas! Algumas destas passagens estão retratadas no livro que lancei em Fevereiro/13 em Bauru e São Paulo e que está à venda nas livrarias de Bauru e nos Sites das Livrarias:
Asabeça: www.asabeca.com.br
Cultura: www.livraria.cultura.com.br
Martins Fontes: www.martinsfontespaulista.com.br
Siciliano: www.siciliano.com.br
Publicarei em meu Blog algumas histórias para divulgar o livro que retrata a importância do ambiente saudável, com humor e respeito. Presenciei várias delas ao longo de meus trinta e oito anos de trabalho até minha aposentadoria em 2011.

EU VI UMA NUVEM BRANCA!

Estavam reunidos num restaurante o Luís, o Lucamo, o Tonhão e o Flaviano. Esse último muito falante e comunicativo, seus amigos diziam que ele falava até pelos cotovelos. De futebol à política, passando por economia e para não perder a oportunidade também de mulher e cachaça, os assuntos se multiplicavam à mesa regada de muita cerveja naquela tarde quase noite paulistana. O papo transcorria animado desde o final do expediente e parecia que iria varar a noite.

Os problemas do cotidiano profissional já haviam sido todos discutidos e as soluções todas apresentadas em calorosas discussões. A cerveja era consumida com muito prazer naquela noite de verão paulistano. Algumas porções generosas haviam sido servidas pelo proprietário do restaurante, que já conhecia o nosso pessoal de longa data.

Era o bom e educado Gouveia, um português simpático e com muito tino para os negócios. Seus bolinhos de bacalhau eram apreciados com muito gosto pelos freqüentadores da casa. A cerveja sempre gelada ou o choppinho bem tirado eram também marcas registradas daquele local.

Lá pelas tantas, depois de muitas cervejas e muita conversa jogada fora, aconteceu um fato estranho com o Flaviano. Ele levantou-se e saiu de repente da mesa e sem dizer nada aos amigos, caminhou em direção à porta, todos pensaram que ele iria ao balcão comprar cigarros ou quem sabe dar um telefonema.

Ao invés disso o cara passou direto pela porta e foi para a calçada em linha reta, nesse momento todos se levantaram da mesa e correram para segurá-lo. Não houve tempo e Flaviano atravessou a Rua Augusta sem olhar para nenhum dos dois lados da pista, que naquela hora estava super movimentada. Os rapazes conseguiram interceptá-lo quando ele já se posicionava para atravessar a Avenida Paulista.

Ao abordá-lo eles lhe perguntaram o que havia acontecido, e Flaviano com a voz inebriada respondeu pausadamente:

_ Eu estava bem, mas de repente eu vi uma nuvem branca sob a minha cabeça, e não consegui lembrar-se de mais nada.

Ao vê-lo recuperado o pessoal voltou para o restaurante para acertar a conta. No dia seguinte ao entrar com a cara amarrada para trabalhar Flaviano já ouviu no elevador alguém perguntando se era ele o Nuvem branca?

O cara ficou uma fera e carregou por muito tempo esse incomodo apelido, até que o fato caiu no esquecimento da maioria. Pelo acima descrito nem todos esqueceram o que aconteceu naquela noite quente em Sampa.

24 de outubro de 2013

Aumento do IPTU com retorno quase zero para os munícipes!

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo;
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.
Abraham Lincoln

Todo ano a partir de outubro começam a veicular as notícias sobre o aumento do IPTU – Imposto Territorial Urbano para os munícipes de todo país. As desculpas esfarrapadas são sempre as mesmas, as propagandas pagas com nosso dinheiro em rádio e televisão não deixam dúvidas. "Por uma cidade melhor” “Vamos fazer ainda mais por você”, etc.

A verdade é que apesar de ser um imposto necessário, raras são as cidades brasileiras que cobram este tributo de forma inteligente, levando em conta a planta genérica atualizada da cidade e tendo como base a metragem exata dos imóveis e sua localização correta.

Ao contrário, algumas prefeituras emitem os carnês de cobrança sem sequer checar qualquer tipo de informação. O fazem de forma repetitiva anualmente e apenas se importam com a receita que vai pingar durante o prazo de pagamento do IPTU.

A base de cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel sobre o qual o imposto incide. Este valor deve ser entendido como seu valor de venda em dinheiro à vista, ou como valor de liquidação forçada. É diferente de seu valor de mercado, onde o quantum é ditado pela negociação, aceitação de parte do preço em outros bens, entre outros artifícios, enquanto aquele, isto é, o valor venal, é ditado pela necessidade de venda do imóvel em dinheiro à vista e em curto espaço de tempo. Por isso, o valor venal de um imóvel pode chegar a menos de 50% de seu valor de mercado. A alíquota utilizada é estabelecida pelo legislador municipal, variando conforme o município.

Os recursos advindos da cobrança do IPTU, via de regra, como os demais impostos, são mal administrados, pois raros também, são os prefeitos que sabem administrar uma cidade e suas finanças. Normalmente o dinheiro é gasto com bobagens, perde-se muito com desperdícios e a velha e enraizada corrupção.

O transporte público, o recapeamento das ruas sem asfalto, bem como, as manutenções da malha viária, iluminação pública, enfim, nada melhora para o cidadão apesar de seu IPTU aumentar anualmente. Sem contar que o IPTU é considerado uma ferramenta de promoção da função social.

Na maioria das cidades do país, ele é tratado como mais uma receita a ser gasta sem parcimônia, sem ser fruto de planejamento estratégico, sem a mínima Inteligência por parte dos gestores públicos.

Nos grandes centros, onde normalmente a Prefeitura não sabe de nada, é omissa, e se apequena diante do gigantismo da cidade boa parte das construções são erguidas à revelia do poder municipal. No bairro onde morei por muitos anos em São Paulo, cansei de ver pessoas erguerem casas sobre terrenos que não lhes pertenciam. Jamais a Prefeitura oficialmente os cobrou pela obra, nem questionou o uso irregular dos terrenos.

Isso sem contar as construções em áreas de risco, que são lembradas sempre que chove e os terrenos deslizam levando consigo muitas casas e trazendo morte e dor para quem de livre e espontânea vontade decidiu viver sob risco.

Se as prefeituras fossem administradas sob a premissa de um planejamento quadrienal, com ênfase para o corte de gastos com desperdícios, acompanhamento das receitas e despesas mensais e profissionalismo no atendimento ao cidadão e na realização dos processos licitatórios com certeza elas teriam recursos sobrando e poderiam dar qualidade de vida aos cidadãos que nelas residem.

Utopia? Sim, no quadro atual da vida brasileira é utópico imaginar algo próximo desta situação, porém, cabe à sociedade civil organizada exigir transparência, combate à corrupção, zelo pelo bem público e aplicação correta daquilo que foi decidido no orçamento participativo da cidade.

23 de outubro de 2013

Uma tarde para celebrar a cidadania!

Seria uma atitude muito ingênua esperar
que as classes dominantes desenvolvessem
uma forma de educação que permitisse
aos menos favorecidos perceberem
as injustiças sociais de forma critica.
Paulo Freire
A Batra realizou na tarde de sábado 19 de outubro de 2013, no auditório da ITE - Instituto Toledo de Ensino em Bauru o I Torneio Inter Escolar uma competição utilizando como tema o Livro da Batra “Cidadania Consciente num regime democrático”.

As quatro escolas estaduais do ensino médio público finalistas do torneio lotaram o auditório da ITE e deram um show de alegria, educação, participação democrática, com muita vibração durante o transcorrer do evento.

Ao final a grande vencedora foi a Escola Estadual Sueli Aparecida Sé Rosa de Bauru, cujo aluno Jefferson Henrique de Oliveira já havia vencido o concurso de redação escolar no dia 05/10/13. Em segundo lugar ficou a Escola Estadual Prof.º Durval Guedes de Azevedo também da cidade de Bauru. Em terceiro lugar ficou a Escola Estadual Prof.º Carlos Correa Vianna da cidade de Reginópolis.

Cada equipe vencedora (Cinco alunos e o Professor orientador) receberão prêmios como Notebooks, Ipods e as escolas que ficaram em 1º e 2º lugar vai ganhar um aparelho Datashow. Mas nenhum prêmio por melhor que possa ser, substitui a alegria de presenciarmos centenas de jovens estudando, discutindo e participando de um Quis sobre cidadania, ética, sistema eleitoral, sistema tributário num clima de respeito, alegria e muita torcida.

A Batra através de todos os envolvidos no processo de elaboração, concepção e organização do Torneio está de parabéns. Uma menção especial cabe aos voluntários Silvio M. Maximino e Luciano Olavo da Silva, pois foram os idealizadores, os autores do livro e aqueles que mais incentivaram os demais membros pela realização do evento.

Alguns parceiros foram muito importantes ao longo do caminho árduo até chegar o dia da grande final do Torneio. Entre eles destaco Jornal da Cidade, ITE, USC, Agência Somma, Bebidas Fernandes, Receita Federal, Centro Espírita Amor e Caridade.

Neste momento em que escrevo não me importa as dificuldades que a direção teve no decorrer da organização do evento, a ausência de uma participação mais efetiva de alguns setores da sociedade, a distância de boa parte da mídia para com um evento que versa sobre tema tão importante à sociedade bauruense.

Mesmo com a pequena adesão de escolas, que poderiam ter lotado ainda mais o espaço generoso da ITE. Nada disso tem valor quando olhamos o resultado final, quando percebemos que cada jovem presente respirou cidadania, ética, senso de competitividade, humildade e deu valor para aquilo que mais importa que é: “O estudo é a única solução para qualquer sociedade que quer ver seus jovens triunfar”.

19 de outubro de 2013

Comparações que muitos não fazem!

“Grandes almas sempre encontraram
forte oposição de mentes medíocres.”
Albert Einstein

Na internet jorram aos montes tudo que é possível sobre a gestão de Lula 2003 – 2010 e de Dilma 2011 – até os dias atuais. Algumas verdades outras mentiras, por desconhecimento do assunto ou até por serem forjadas em ninhos de adversários que querem aproveitar os formadores de opinião desavisados com notícias e fatos nem sempre verdadeiros.

Lembro-me, por exemplo, da capa forjada e que nunca existiu da Revista americana Forbes que continha foto de Lula e dizia ser ele um dos homens mais ricos do Brasil. Era mentira, dias depois a revista americana desmentiu e disse nunca ter feito àquela capa. Outra mentira clássica foi uma montagem grosseira dizendo que o filho de Lula era dono de uma fazenda chamada Fortaleza no interior de SP. Na verdade a fazenda não existia, e a foto que ilustrava a mentira é da Universidade ESALQ que pertence a USP em Piracicaba – SP.

Em compensação nada é divulgado ou jogado na Internet contendo fatos reais das gestões tucanas de FHC ou dos governadores estaduais desta sigla, exemplo crasso é o Estado de SP governado há 18 anos pelos tucanos e que consegue ficar imune aos formadores de opinião e da grande mídia.

Casos não faltam para serem lembrados como, por exemplo, o Mensalão mineiro de Eduardo Azeredo – PSDB-MG ou de Marcondes Perillo – PSDB-GO e sua proximidade perigosa com Carlinhos Cachoeira. Em SP são 18 anos de gestões sem que nenhuma CPI fosse jamais aprovada para investigar o que quer que seja na gestão tucana.

Estes números publicados por Palmério Dória em seu excelente livro O Príncipe da Privataria dão uma noção exata das comparações que poderiam, mas não são feitas pelos formadores de opinião. Preferem detratar ao invés de analisar fatos e números entre gestões.

Muito há que se falar das privatizações criminosas que encheram muitas contas em paraísos fiscais e que nunca foram devidamente apuradas. A venda do setor de telefonia, a obscena venda da Vale do Rio Doce por preço muito abaixo do seu real valor. Sem contar a trama tucana para vender a Petrobrás.

Claro que muito teremos para falar da desastrada gestão petista a frente do país até o momento por dez anos. Mas falar de mensalão sem lembrar sua origem na gestão FHC na compra dos votos por R$ 200 mil para aprovação da emenda da reeleição é no mínimo incoerente.