Seguidores

27 de novembro de 2025

Alvo da ação contra Refit é elo entre Ciro Nogueira, Lira, Cunha e Ricardo Magro.

  

Imagem - ICL. 

Jonathas Assunção, ex-secretário da Casa Civil de Nogueira e Braga Neto, testemunhou pró Bolsonaro no STF: prisão pedida por operar esquema bilionário de sonegação.

O engenheiro Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro foi um dos alvos centrais da Operação Poço Lobato deflagrada nesta 5ª feira, 27 de novembro, e que tem como objetivo desmantelar um esquema bilionário (estimados R$ 26 bilhões) de sonegação fiscal.

Jonathas Assunção desempenha o papel de executivo encarregado de “relações governamentais e institucionais” do emaranhado de empresas reais e fictícias lideradas pelo advogado Ricardo Magro, dono da Refit (outrora “Refinaria Manguinhos”). Os dois, Magro e Jonathas, conheceram-se há cerca de 15 anos quando ambos trabalhavam sob ordens e determinações do então deputado Eduardo Cunha.

O engenheiro Jonathas Assunção foi chefe de gabinete no Ministério da Casa Civil nos tempos em que o apenado Walter Braga Neto, general preso por tentativa de golpe de Estado, ocupou o posto de ministro. Assunção virou secretário-executivo da Casa Civil quando o senador Ciro Nogueira foi nomeado para o posto. A partir de então, turbinou seu poder no Palácio do Planalto e também no Congresso Nacional.

“Tudo era com ele no governo Bolsonaro: liberação de emendas, nomeação de aliados para cargos públicos, colocação de emendas no Orçamento”, diz um deputado do PP, amigo irmão do Ciro Nogueira. E completa: “o Jonathas era o operador real de poder do Arthur e do Ciro no Palácio. Ele surgiu como resolvedor de problemas para a bancada do PP nos tempos do Eduardo Cunha”. Atualmente, Cunha e Jonathas estão brigados. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, que também puxou cana por corrupção, também foi operador político de Ricardo Magro. Os dois não se falam mais, estão negocialmente rompidos, e Jonathas obviamente segue a linha de lealdade ao chefe de momento.

Como era o método da Orcrim de Magro

Ricardo Magro começou a atuar fortemente em Brasília como advogado de Eduardo Cunha quando o ex-deputado era líder do PMDB na Câmara — por volta de 2013, 2014. Uma das teses de Cunha, no Parlamento, era a quebra do monopólio de fornecimento de combustíveis para os postos de abastecimento apenas pela BR Distribuidora (empresa estatal privatizada no período em que Michel Temer ocupou a presidência da República) e por grandes empresas multinacionais que tinham sistema próprio de refino e distribuição. Eram os tempos da briga pela instituição das “bandeiras brancas” nos postos de combustíveis, sistema que terminou por vingar: os estabelecimentos de venda de combustíveis no varejo não precisam mais ter adesão a bandeira única de uma fornecedora.

Ricardo Magro deixou a equipe de defesa jurídica de Cunha para assumir, então, a liderança da Refinaria Manguinhos, no Rio de Janeiro, e transformou-a depois em Refit. A Refit é conhecida por ser uma “refinaria fake”, ou seja, nunca fez passar uma gota de combustível refinado em sua torre de operação – usa a planta exclusivamente para lavar combustível importado que entra no país ilegalmente e é distribuído para postos de “bandeira branca” sem pagamento de impostos nem nos portos, nem nos postos. Nos bastidores da investigação da Operação Poço Lobato diz-se que Eduardo Cunha está na origem da montagem desse esquema, junto com Magro.

Atuação conjunta no Congresso

“O dinheiro os unia. A briga por dinheiro os separou nos tempos de desgraça”, segue explicando o deputado PP que se mantém próximo de Ciro Nogueira e um pouco distante de Arthur Lira e de Eduardo Cunha. A relação de Lira com Jonathas, chancelada por Nogueira, deu-se justamente no período do governo Jair Bolsonaro, quando a dupla de pepistas era a toda poderosa dona da “sacralidade” do Orçamento Secreto. Arthur Lira, como presidente da Câmara, cuidava do verniz legal e regular das emendas dos deputados. Ciro Nogueira assinava as liberações pelo Executivo. Mas, no Palácio do Planalto, quem organizava o esquema de liberações era Jonathas Assunção. Isso o tornou extremamente popular entre deputados e senadores. Um dos grandes amigos de Assunção no Congresso terminou sendo Hugo Motta, à época um obscuro deputado do PMDB e agora presidente da Câmara apadrinhado por Lira.

“Quando acabou o governo Bolsonaro, precisando seguir alinhado com alguém que conhecesse o Congresso e a alma dos deputados para evitar que passasse o projeto que caça os devedores contumazes, o Ricardo Magro pescou o Jonathas para ser o lobista dele em Brasília”, explica o deputado do PP, deixando claro como funcionam as catracas de Brasília onde ora se está dentro do Planalto ou na Esplanada dos Ministérios com a caneta na mão, ora se está prestando serviços e comprando facilidades nos porões da capital da República.

Jonathas Assunção estava presente naquela famigerada “Reunião do Golpe” de 5 de julho de 2022, no Palácio do Planalto, quando o então presidente Jair Bolsonaro chamou seus ministros para pedir ideias que lhe permitissem vencer “de qualquer jeito” a campanha eleitoral de reeleição. Foi na reunião que se expôs toda a dinâmica golpista enfim deflagrada no 8 de janeiro de 2023. Assunção foi uma das testemunhas que depuseram no Supremo Tribunal Federal a favor do agora apenado Jair Bolsonaro, ex-presidente da República e preso por tentativa de golpe de Estado cumprindo pena na carceragem a Polícia Federal em Brasília.

 

Autor: Luís Costa Pinto - Jornalista, nasceu no Recife em 1968. Formou-se na Universidade Federal de Pernambuco. Atuou nas principais redações de jornais e revistas do Brasil, destacando-se em Veja, O Globo e Época. Vencedor dos prêmios Esso e Líbero Badaró de Jornalismo e o Jabuti de Livro reportagem, é autor de Os Fantasmas da Casa da Dinda (1992, Ed. Contexto), As Duas Mortes de PC Farias (1995, Ed. Best Seller) além de Trapaça – Saga Política no Universo Paralelo Brasileiro (vol. 1, 2019, vol. 2, 2020, vol. 3, 2022), O Vendedor de Futuros (2021) e O Procurador (2024), estes cinco últimos livros pela Geração Editorial. É também roteirista e produtor de podcasts.Publicado no ICL.

O Paradoxo Brasileiro: austeridade para muitos, abundância para poucos.

  

Arte: Fernando Redondo.

O Brasil vive um paradoxo que a direita econômica tenta esconder sob o rótulo de “responsabilidade fiscal”: a austeridade nunca foi um projeto para todos — sempre foi um instrumento seletivo, calibrado para pesar sobre os mesmos corpos, territórios e vidas descartáveis.

Cortam-se direitos onde dói:

Saúde, Educação, Saneamento, Segurança alimentar e Moradia

Ao mesmo tempo, preserva-se — com devoção quase religiosa — aquilo que protege o topo:

Renúncias fiscais bilionárias, Subsídios a conglomerados, Regimes tributários feitos sob medida e Fortunas herdadas

A austeridade, assim, deixa de ser política econômica e se revela pelo que realmente é: Arquitetura de privilégios. E enquanto se exige do trabalhador uma aposentadoria menor, do jovem pobre uma escola sucateada e da família periférica uma vida mais apertada, a estrutura que taxa o consumo e poupa a riqueza segue intocada. Fala-se em “meritocracia” como se ela brotasse no vácuo, ignorando que, no Brasil, o CEP de nascimento vale mais do que qualquer diploma.

Defende-se “Estado mínimo” para os pobres; clama-se pelo “Estado máximo” quando o benefício é para as elites. A mão invisível do mercado some quando entra em cena a proteção aos juros, aos dividendos e às heranças milionárias.

No fundo, não são esquerda e direita que se confrontam — são dois projetos de país:

Um que usa os recursos públicos para ampliar liberdades, capacidades e dignidade — aquilo que Amartya Sen chama de desenvolvimento humano.

Outro que encara o orçamento como patrimônio privado de uma minoria, transformando desigualdade em método.

O grande engano — a verdadeira fantasia neoliberal — é acreditar que o Brasil pode prosperar sacrificando a maioria para preservar os privilégios de poucos.

A irresponsabilidade fiscal não está em investir em pessoas. Está em fingir que um país avança abandonando quem mais precisa. Enquanto a austeridade seguir valendo só para baixo e a abundância só para cima, o futuro continuará sendo um luxo — e não um direito. 

Autor: Fernando Redondo – Publicado em sua página no Facebook.

25 de novembro de 2025

Um diagnóstico estranho e confuso!

 

Confusão mental? Eu achava que ele era apenas desprovido de capacidade cognitiva, de educação e senso humanitário. Soluço? Enquanto foi presidente não tinha nada. Subiu em diversos caminhões palanques para ofender o STF, Xandão, Urnas eletrônicas Lula e a esquerda sem soluçar...

Quando estava na farra em São Francisco do Sul/SC, curtindo a vida adoidado na moto aquática sem se importar com a economia ou a falta de vacinas para o combate a Covid-19, esse ser repugnante não soluçava e nem precisava de medicamentos que causam alucinação, segundo seus filhos.

Tudo na vida desse beócio, que sempre viveu às custas do Estado brasileiro, foi mal explicado e as mentiras sempre sobrepujaram sua trajetória medíocre. Sempre usou dos cargos políticos para poder se livrar de investigações da Receita e Polícia Federal. Nunca explicou como conseguiu amealhar 107 imóveis, sendo 51 em dinheiro.

Nunca foi julgado nem condenado por praticar rachadinha e contratação de funcionários fantasmas que lhe rendiam uma pequena fortuna extra aos seus vencimentos. Diz Ciro Gomes que ele roubava até nas Notas Fiscais que declarava pelo abastecimento dos veículos oficiais que utilizava na Câmara.

Nada na vida deste sujeito tem explicação lícita e verdadeira, tudo é manipulado. A mansão onde estava em regime de prisão domiciliar é fruto de aluguel pelo Partido Liberal (PL) com recursos do Fundo Eleitoral que os brasileiros pagam indiretamente com seus impostos. Por que ele não estava numa de suas casas? Porque sempre levou vantagens financeiras em tudo que fez na vida.

A única coisa que Bolsonaro nunca fez na vida foi trabalhar, nem no Exército, nem como Vereador da cidade do Rio de Janeiro nem nos 27 anos em que estava na Câmara como deputado federal e dormia em plenário. Muito menos ainda nos quatro anos como presidente da república.

Seus filhos que vivem das mamatas e com vencimentos oriundos de cargos da política brasileira, mentem tanto quanto o pai, inventam doenças, soluços, crise de ansiedade e tudo que puder iludir a mídia e os aloprados que ainda seguem o condenado.

A atual esposa, terceira mulher, é mentirosa contumaz, seu passado é sombrio, seu presente é nebuloso e o futuro será provavelmente em outros braços caso Bolsonaro venha a cumprir prisão em regime fechado por 27 anos. Ela encontrará abrigo em outro político “conservador”, seja casado ou não. Afinal isso nunca foi obstáculo na vida dela.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.