29 de outubro de 2014

De mãos dadas com o fascismo!

Mais do que máquinas precisamos de humanidade.
Mais do que inteligência precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes a vida será de
violência e tudo estará perdido.
Charles Chaplin

Vou começar esse texto reproduzindo um dos posts mais agressivos, preconceituosos e nocivos que já li nos últimos tempos de minha curta vida. Quem lê a primeira vista poderia pensar que se trata de um texto antigo de Adolph Hitler, mas não o é, foi escrito por Regina Zouki Pimenta em sua página do Facebook após a divulgação do resultado da eleição que culminou com a eleição de Dilma Rousseff para a presidência do nosso país.
“Hoje, qualquer suposto preconceito contra cariocas, nordestinos e baianos deixou de existir, porque virou Pós Conceito! Bando de filhos da puta que destruíram nosso país e a economia por migalhas! Desejo do fundo do coração que sejam tomados pela desnutrição, que seus bebês nasçam acéfalos, que suas crianças tenham doenças que os médicos cubanos não consigam tratar, que o Ebola chegue ao Brasil pelo Nordeste e que mate a todos! Só outra arca de Noé para dar jeito!
A autora acima citada retirou sua página do ar da rede social Facebook, talvez movida pelo medo das retaliações que poderia sofrer. Difícil discorrer sobre tamanha quantidade de palavras rancorosas, inúteis e agressivas. Difícil entender um ser humano que vive num país belo, onde a natureza dos povos citados é de uma beleza ímpar, frequentada habitualmente por gente e coisas como essa tal de Regina Zouki nas férias e nos animados carnavais.
Esse ódio, essa ignorância de quem não teve pai e mãe ou ao menos um berço na tenra idade e por isso enveredou pelos caminhos da rejeição à Deus e ao amor pode ter algumas explicações.
Uma delas talvez seja o fato de que a campanha eleitoral para a escolha do novo presidente se transformou num jogo de Mortal Kombat, onde cada candidato queria matar seu concorrente, não com ideias, não com projetos, mas sim com fortes acusações, muitas vezes maldosas e desnecessárias.
O reflexo se viu nas ruas, onde militantes dos dois principais partidos políticos se agrediram como se estivessem travestidos de bandidos (torcedores) organizados de clubes de futebol. Uma baixaria aprovada pelos candidatos que em momento algum fizeram uma reflexão sobre o que acontecia nas ruas e nas redes sociais.
Confundiram ou não sabem o que são eleições livres num regime democrático. Perderam a noção de civilidade com posts racistas e preconceituosos contra quem ousasse dizer que votaria no outro candidato que não aquele que ele (a) julgassem ideais.
Quando uma pessoa roga praga aos seus irmãos, sejam eles, cariocas, mineiros, nordestinos, não importa, é hora de pararmos e começarmos tudo de novo neste país. Tudo pode ser aceitável, menos essa intolerância, esse desamor, essa ignorância estúpida e completamente sem vínculo com quaisquer resíduos de inteligência humana.
A autora dessas ignomínias proferidas na noite de domingo 26/10/14, e todos aqueles que eventualmente compactuaram com suas excrescências em forma de palavras abjetas deveriam voltar seus pensamentos e sua vida à Deus... Enquanto ainda há tempo!
Não perdemos uma eleição, quem as perde são os candidatos e seus partidos, nós brasileiros ganhamos sempre que elas acontecem, porque somos um povo livre para votar, para escolher e para rejeitar racismo, preconceitos e todo tipo de crimes contra meio ambiente, animais e seres humanos. 

Nenhum comentário: