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1 de setembro de 2026

A elite falida que zomba do restante da sociedade!

 

A mesma elite financeira brasileira que esbanja milhões em festas em resorts, compra de iates, torrando suas fortunas e as esfregando na cara dos brasileiros, são na maior parte das vezes as mesmas que sobem no palanque para anunciar que “o Brasil está quebrado”. Quando o dinheiro circula no meio deles, o chamam de economia; quando chega à mesa do pobre por meio de programas sociais, chamam de gasto.

Criticavam a lei Rouanet criada por um político de direita por puro desconhecimento e ignorância, porém, aceitam que artistas sertanejos cobrem de R$ 600 mil a R$ 1.200 mi por show em cidades com cinco mil habitantes.

São eles que vociferam contra a corrupção enquanto apoiam corruptos declarados e conhecidos de todos. Aliás, eles enxergam a corrupção quando ela faz parte das narrativas mentirosas dos políticos e aliados de direita, porém, quando a corrupção está circulando entre eles, fingem que ela não existe.

Essa elite perniciosa que faz do preconceito uma arma e a utiliza em seus discursos para tentar influenciar aqueles que não fazem parte da vidinha nababesca que desfrutam. Viajando ao exterior, almoçando em restaurantes de luxo e em compras em Miami ou N. York.

Eles odeiam Lula, o PT e a esquerda. Não por problemas de ideologia, mas sim, pelo preconceito que carregam contra pobres e nordestinos. Por detrás do discurso contra Bolsa Família está a hipocrisia de quem não reclama dos ricos empresários que conseguem bilhões de isenções fiscais do mesmo governo que eles criticam e dizem odiar.

O que eles na verdade detestam é ver a possibilidade de pessoas pobres podendo cursar uma universidade, passear no exterior, andar de avião, almoçar em shopping e fazer compras onde antes era inacessível.

Uma certa ocasião uma antiga vizinha nos disse que a filha e o genro iriam a um resort no interior paulista. Dissemos na ocasião que aquele hotel era excelente, porém, muito caro, com padrão elevado. No que ela respondeu com toda tranquilidade: “Melhor assim, por que minha filha não quer ver pobres comendo de boca aberta no restaurante do hotel”.

Essa é a essência e o lema dessa gente que pode ser rica por méritos, por corrupção, herança, ou até por acaso, mas que agem com preconceito acima de tudo e de todos ao seu redor.

Quando uma eleição acaba e o candidato de extrema direita perde, logo a elite financeira dispara contra os eleitores nordestinos, como se eles fossem culpados pela derrota. É o preconceito que aflora pelas ventas dessa casta imunda que vem desde os tempos da escravidão.

 

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

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