16 de fevereiro de 2018

Muitos brasileiros se preocupam com o que não deveriam!

Aprenda como se você fosse viver para sempre.
Viva como se você fosse morrer amanhã.

Outro dia recebi uma opinião através de um texto no Whatts App de um grupo de amigos, que me fez refletir sobre certas coisas no nosso país. Era um texto de Dom Helder Câmara falando sobre o carnaval. Dizia o seguinte: “Carnaval é a alegria popular. Direi mesmo, uma das raras alegrias que ainda sobram para a minha gente querida. Peca-se muito no carnaval? Não sei o que pesa mais diante de Deus, se excessos, aqui e ali, cometidos por foliões, ou farisaísmo e falta de caridade por parte de quem se julga melhor e mais “santo” por não brincar o carnaval. Brinque meu povo querido! Minha gente queridissíma. É verdade que na quarta-feira feira a luta recomeça, mas, ao menos, se pôs um pouco de sonho na realidade dura da vida”.
Vivemos numa sociedade pouco participativa, principalmente no que diz respeito à política, a vida democrática e as questões sociais. Somos, é verdade, um povo solidário, porém, essa solidariedade não exerce influência nas questões centrais da vida pública nacional.
Sempre que falamos de futebol, carnaval ou outra festa popular, ouvimos de alguém que isso é o ópio do povo, que o governo concede o pão e o circo para poder enganar a sociedade enquanto governa para si e seus aliados. Numa alusão ao que acontecia nos tempos do Império Romano.
Um pouco de exagero ao analisarmos que o cidadão comum que gosta de futebol e carnaval não é maioria no cenário da sociedade brasileira, além do que, trabalha muito mais do que algumas classes privilegiadas como Políticos, Magistrados, Ministros de Estado, etc.
Nossos problemas na indústria, por exemplo, passam muito ao largo da simples questão de horas trabalhadas pelos nossos operários. Qualificação, treinamento e modernização do parque industrial sim, seriam problemas sérios a serem resolvidos.
O brasileiro fala pouco da produtividade quase zero dos membros dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, porém, fica culpando aqueles que gostam de carnaval. A festa dura uma semana no máximo, enquanto os poderes acima citados possuem férias de até 60 dias ao ano, sem contar emendas de feriados, viagens ao exterior e outras paradas habituais em seus expedientes.
Pior, mais muito pior do que alguns gostarem de futebol, novelas e carnaval, é serem alienados e não lutarem por seus direitos políticos e sociais, não se esforçando para estudar o máximo possível, atualizando-se e se qualificando melhor para o mercado de trabalho e a vida. É não terem o hábito saudável de ler livros, jornais e revistas com a frequência suficiente para mantê-lo antenados com tudo que está acontecendo ao seu redor.

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