16 de maio de 2015

Dinheiro público ou privado? Tanto faz, é caixa 2 o problema!

"Todo governo que não age na
base do princípio da república, isto é,
que não faz da 'res publica' o seu objetivo
completo e único, não é um governo bom."
Thomas Paine.

No momento em que alguns setores da sociedade começam a se interessar pela discussão de itens da possível reforma política, um item ganha destaque – Financiamento das Campanhas eleitorais. Entretanto, precede que se discuta primeiro o fim do caixa 2, a punição severa para a sonegação, lavagem de dinheiro e outros crimes correlatos no país.
O mais recente exemplo vem de Londrina (PR), onde um auditor da Receita Estadual preso naquela cidade afirmou, em depoimento ao MP, que a campanha da reeleição do governador Beto Richa (PSDB) recebeu parte da propina do dinheiro desviado dos cofres públicos do Paraná. Cerca de R$ 2 milhões foram repassados à campanha eleitoral de Richa.
Por infeliz coincidência, o segundo mandato de Beto Richa está marcado desde janeiro na sua posse, por uma crise financeira interminável, que culminou com uma greve dos professores da rede estadual e depois dos servidores, quando estes tiveram seu fundo de Previdência vilipendiado pelo governador e sua base aliada na Assembleia.
O governador nega, o PSDB nega o que não deixa de ser prática normal, o PT também negava. Todos negam, porém, é preciso que o MP vá fundo nas investigações, assim como a Justiça está fazendo no próprio Estado do Paraná com o juiz Sérgio Moro na operação Lava a Jato.
Não se pode conceber que dinheiro de campanha eleitoral seja desviado para caixa 2, prática comum, realizada impunemente por quase todos partidos no país.
Ainda é cedo para afirmar que Beto Richa seja culpado, afinal de contas, deve-se apurar com rigor e cuidado todas as denúncias do auditor preso e dos envolvidos nos esquemas citados por ele nos seus depoimento preliminares.
Mas o caso serve como exemplo para que a sociedade fique atenta, com relação à forma de financiamento a ser proposta pelos nossos atuais congressistas. Não importa em princípio se privada ou pública, desde que haja rigor absoluto na apuração, fiscalização e controle dos TSE, MP e demais órgãos afins do país.
Basta de tanta corrupção, de tanta desfaçatez de políticos que se passam de honestos enquanto seus partidos manipulam dados, verbas, recursos públicos ou provados à revelia das leis. Infelizmente, mensalão, escândalo da Petrobrás, não são exclusividade de um partido, existem muitos golpes, operações e corrupção no subterrâneo da política brasileira, onde o povo é coadjuvante num processo que deveriam ser atores principais.

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