2 de maio de 2015

2015 - Um ano que será difícil de ser lembrado!

“Há os que lutam uma vez e são importantes.
Os que lutam muitas vezes e são fundamentais.
E há os que lutam sempre, esses são imprescindíveis”.
Brecht

As eleições presidenciais ocorreram em outubro e novembro de 2014 em primeiro e segundo turno. A partir da declaração da vitória da candidata do PT Dilma Rousseff, começou e ainda não terminou em maio de 2015 o terceiro turno daquelas eleições.
A oposição capitaneada subliminarmente pelo candidato derrotado do PSDB Aécio Neves luta nos bastidores para inflar os demais partidos alijados do poder e tentar buscar uma alternativa que retire do poder o PT.
Mesmo sendo sabedores que qualquer manobra legal que impeça Dilma de continuar no poder não provocará novas eleições, mas sim, levará ao poder o nefasto PMDB de Michel Temer eles persistem no caminho da busca por revanche.
Por sua vez, Dilma não conseguiu governar em 2015, escolheu de forma amadora seu ministério, tropeçou na adoção do que chama de ajuste fiscal e o pior, não consegue dominar o Congresso Nacional liderado pelo PMDB de Eduardo Cunha.
Com isso, como sempre quem paga a conta é o conjunto da sociedade brasileira. Aumento de impostos, juros obscenos na estratosfera tanto para os cheques especiais como para os cartões de crédito e uma inflação que volta a subir e afetar a mesa do consumidor.
Os primeiros sinais começam a ser demonstrados no fraco desempenho do setor automobilístico e na redução dos gastos com diversão, alimentação e vestuário por conta da retração financeira e da alta dos preços em geral.
Para complicar a Câmara dos Deputados liderada por Eduardo Cunha impõe votações que desagradam tanto o governo como muitos setores da sociedade. Está na pauta Redução de Maioridade Penal, Terceirização, Minirreforma política entre outros que deveriam passar por ampla discussão no país, mas que estão sendo votados a fórceps.
Em meio a toda esta situação ainda temos o cenário da corrupção que atinge seu ápice com as denúncias cada vez mais estarrecedoras do envolvimento de vários setores empresariais e políticos nas Operações Lava a Jato e HSBC. Um processo que está na esfera judicial e com vários donos de empreiteiras presos desde Jan/15.
Como então este país anda? Como que o PIB pode ser positivo? Como que a indústria e o comércio podem prosperar neste ambiente dúbio, inseguro e catastrófico da política brasileira? Como sempre foi e será, por osmose, caminhando para frente mesmo que timidamente sem parar, a passos leves, mas não deixando de seguir em frente.
A maioria dos países de primeiro mundo teria entrado em colapso, mas o Brasil, não, desde sua descoberta pelos saqueadores travestidos de colonizadores, nossa gente se acostumou a viver desta forma, em meio à turbulência provocada pela péssima condução política e administrativa do gigante que nunca acordou.


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