1 de julho de 2012

Lições da Eurocopa 2012


“Na vida intelectual, o passado,
assim como é centro poderoso de resistência,
é débil princípio de atividade." Angel Ganivet

A UEFA – União Europeia de Futebol organiza a cada quatro anos em seu continente um torneio de seleções chamado de Eurocopa. Este ano a realização está sendo dividida entre a Polônia e a Ucrânia.

São dezesseis seleções divididas em quatro grupos após uma fase classificatória longa que dura quase dois anos antes de cada evento. No mesmo molde da Copa do Mundo de Futebol organizada pela FIFA, exceto pelo fato de que a UEFA utiliza 16 e não 32 seleções.

Ao observarmos os jogos podemos perceber que a qualidade dos estádios europeus são infinitamente superiores aos da América do Sul, incluindo o Brasil. Estádios com conforto, tecnologia de ponta, gramados em condições excelentes. Pontualidade exemplar e segurança feita sob responsabilidade dos organizadores, sem policiamento militar.

A entrada dos times em campo precedida de danças típicas e com os dois times entrando juntos em campo de forma civilizada é outra enorme diferença para nosso futebol mambembe e amador. Não há sinalizadores espalhando fumaça, nem bandeiras ou qualquer artefatos sendo utilizados pelas torcidas, que ao invés disso dão show de civilidade e alegria.

O horário dos jogos é outro fator que chama a atenção, pois no Brasil a Rede Globo impõe horários esdrúxulos prejudicando ao máximo o torcedor de futebol nas grandes cidades. Partidas acabando em torno de meia noite sacrificam aqueles que residem na periferia destas cidades.

Na Eurocopa os horários privilegiam os torcedores dos países sedes e turistas e não uma ou outra emissora de televisão que se acha dona do futebol no país.

Ao assistirmos estes eventos percebemos o quão longe estamos da organização propiciada pelos países de primeiro mundo. Aqui no Brasil os dirigentes e autoridades acham que profissionalismo é movimentar milhões de reais em torno do esporte. Na Europa, profissionalismo é dar ao público conforto e qualidade nos espetáculos. Uma sutil diferença!

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