14 de setembro de 2016

Cinema caiu na vala comum da política rasteira!

“Nunca se mente tanto como antes das eleições,
durante uma guerra e depois de uma caçada"
Otto Von Bismarck

A interferência do que há de mais nefasto na nossa política chegou a Cultura e ao cinema em particular. A escolha do país para ver qual obra cinematográfica representaria o Brasil na pré- escolha dos filmes candidatos ao Oscar/2017 na categoria de melhor filme estrangeiro demonstrou o que de pior podemos produzir nos bastidores sujos de nossa política rasteira.
O filme escolhido pelo governo brasileiro foi “Pequeno segredo” com direção de David Schurmann, um filme autobiográfico, que narra à história da irmã adotiva do diretor, Kat, portadora de HIV que velejou com os Schurmann até morrer em 2006.
Embora ainda não tenha estreado até esta data, a critica que já teve acesso à película o criticou bastante. Segundo Alcino Leite Neto – Folha de SP, o filme é um oceano de clichês e sentimentalismo. A narrativa, as imagens e a banda sonora são piegas. Além de uma direção de uma platitude sem fim.
A grande questão entre os diretores, críticos de cinema e parte do publico que ama o cinema está no fato de que o grande filme nacional do momento foi preterido por questões políticas. O diretor e atores do filme “Aquarius” posaram para fotos durante o Festival de Cannes na França com mensagens contra o Ato de Impeachment em maio.
Por vingança da equipe de governo foi excluído, o filme Aquarius, que está tendo aceitação excelente pela critica e pelo público que tem lotado as salas onde o mesmo está sendo exibido.
Claro que, a escolha em si, não garante que o país tenha o filme entre os cinco filmes estrangeiros que vão concorrer ao Oscar. E mesmo que seja escolhido pela Academia de Cinema americana, não há nenhuma garantia que seja o vencedor.
O que está sendo questionado é a decisão sobre o filme nacional a ser escolhido sair do campo técnico e artístico para servir de vingança a quem não concorda democraticamente com atos do parlamento ou do executivo brasileiro.
Para se ter uma ideia do erro realizado pela cúpula do governo Temer, a atriz Sonia Braga, segundo a Revista especializada em cinema “Screen” é uma das favoritas ao prêmio de melhor atriz por sua atuação em “Aquarius”.
Desde que foi instituída pelo Ministério da Cultura, em agosto, a Comissão do Oscar é criticada por parte do setor cinematográfico.
Infelizmente no país, o esporte, a cultura e muitos outros segmentos estão à mercê do que de pior existe em nossa política. O péssimo uso de verbas públicas, cargos em comissão, desvio de finalidades, são apenas algumas coisas absurdas que temos por conta da proximidade para com os nefastos políticos brasileiros.

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