28 de agosto de 2014

Presídios são exemplos da ausência das autoridades!

Quase toda absurdidade de conduta
 vem da imitação daqueles com quem não
podemos parecer-nos. Samuel Johnson


No mundo civilizado, no chamado primeiro mundo, os indivíduos que cometem crimes são presos, respondem a processos, são julgados e se condenados, cumprem penas em regime fechado em Presídios construídos pelo Estado ou pela iniciativa privada.
Nestes lugares, os presos são obrigados a trabalhar e não recebem bolsa reclusão, algo impensável em países sérios administrados por governantes inteligentes e preocupados com a sociedade. Muitas vezes podem estudar e tem acesso a bibliotecas, porém, não podem receber visitas intimas, nem tem acesso a celulares e outras formas de comunicação com o mundo externo.
Afinal estão presos por que cometeram crimes contra a sociedade, motivo pelo qual perderam as vantagens que tinham antes de se aventurarem pela criminalidade, escolha deles e não da sociedade que paga impostos e trabalha para se sustentar e manter-se. Simples assim!
Aqui no Brasil, nossos sistemas judiciário e penitenciário são administrados de forma a crermos que o criminoso é vítima, que para tanto precisa ser tratado como se fosse um cidadão de primeira classe, quando na verdade não é nem nunca foi.
A nossa Justiça é frouxa, omissa e vive perdida em meio a poeira de seus milhares de processos guardados em porões à espera do milagre do julgamento. Muitos crimes prescrevem por culpa da própria justiça. Milhares de condenados estão nas ruas à espera do cumprimento do mandado de prisão.
Essa mesma Justiça que concede aos marginais o auxílio reclusão, progressão de regime, redução de penas, teto máximo de 30 anos para reclusão em regime fechado e indultos nos feriados.
O sistema penitenciário que no país com algumas exceções é um lixo mal administrado e sem quaisquer resquícios de gestão prisional permite visitas intimas, entrada de drogas, celulares, televisores e muito mais com a conivência da direção de alguns presídios.
No Maranhão recentemente o país viu um pouco do que é norma em vários Estados brasileiros. Crueldade, crimes, máfia, corrupção e desmandos sem controle algum por parte da direção e do Estado, que se omite diante de sua incapacidade gerencial.
O Estado do Paraná na Cadeia Pública de Guarapuava acaba de nos dar mais um exemplo de como funciona o sistema prisional brasileiro, ao permitir que as presidiárias postassem fotos e acessassem redes sociais de dentro da cadeia. Ou seja, mulheres presas por tráfico de drogas, vivem dentro da Cadeia como se estivessem em suas casas.
Elas provaram que não só em Guarapuava, mas sim, em todas as prisões brasileiras entram celulares, carregadores de baterias, drogas, alimentos, aparelhos diversos, enfim, o que os criminosos quiserem a qualquer tempo. O Estado brasileiro é refém das grandes facções criminosas e demonstra esta sua fraqueza diariamente.
As autoridades dos três poderes constituídos não se impõem, fingem nada saber, se omitem de tomar providências definitivas que recoloquem o Estado no comando. A degradação do sistema penitenciário, a omissão da Justiça e o crescente aumento da violência epidêmica no país não mexem aparentemente com nenhuma autoridade brasileira. Todos são a sua maneira, coniventes e tem culpa pelo que está acontecendo.
Presidente, Ministro da Justiça, Presidentes do Senado e da Câmara Federal, Presidente do STF, ninguém ao menos mostra um pouco de indignação com fatos como estes abordados diariamente nos nossos telejornais e na mídia em geral. Estão aparentemente felizes e vivem alhures ao processo que já passou dos limites do bom senso há muitos anos no Brasil. Até quando senhores (as)?

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