8 de julho de 2014

Apita o árbitro, começam as eleições!

Seria uma atitude muito ingênua esperar que
as classes dominantes desenvolvessem uma forma de
educação que permitisse aos menos favorecidos
perceberem as injustiças sociais de forma crítica.
        Paulo Freire 

Neste próximo domingo, 13 de julho de 2014, aproximadamente às 18:50 o árbitro escolhido pela FIFA para apitar a final da Copa do Mundo no Brasil estará trilando seu apito e dando por encerrada a partida entre as duas seleções finalistas. Isso se não houver prorrogação e cobranças de penalidades máximas.
De qualquer forma, no máximo a partir das 20:00 horas o mundo conhecerá o novo campeão mundial de futebol do planeta. E o povo brasileiro começará a conviver com uma nova campanha eleitoral. Com gastos quase tão obscenos como a Copa do Mundo.
Ao contrário da Copa que mobilizou milhões de pessoas no Brasil e foi levada a bilhões de pessoas ao redor do mundo, nossa campanha começará tímida, com poucas ideias, raras jogadas inteligentes e muita baixaria até o apito final das urnas em outubro.
Até o momento três são os partidos que largam na frente pela disputa do Palácio do Planalto.
Ä O PT – Partido dos Trabalhadores que já habita aquele lugar há doze anos e tem causado verdadeira ojeriza nas classes mais abastadas e na classe média. Basta entrar nas redes sociais ou nas conversas nos bares e restaurantes, empresas e escolas para perceber que o tempo passou para este Partido, ao menos neste universo eleitoral. A falta de combate à corrupção e a mancha do mensalão e outras falcatruas são o cenário de fundo para os que querem ver o partido descer a rampa do planalto. Pouco fizeram nas áreas de transportes, agricultura e ainda deixaram a economia desandar e pondo em risco o plano real.
Ä O PSDB Partido da Social Democracia Brasileira seu maior adversário não tem militância, seu maior aliado são os anti-petistas e aqueles que mesmo sem opção partidária querem mudanças no poder federal. Em SP estão no poder há 20 anos, tendo feito muito pouco par quem está há duas décadas no poder do Estado mais rico da Nação. Não revolucionaram a Educação, nem a Saúde Pública muito menos a Segurança e dançam a dança da chuva diariamente para ver se os reservatórios que nunca cuidaram enchem de água para evitar o colapso no sistema combalido. Só falam mal do PT, porém não possuem planos alternativos para redução dos impostos, combate austero a corrupção e um novo modelo de gestão para o país.
Ä PSB – Partido Socialista Brasileiro é o partido que traz a ambiguidade entre Marina Silva e Eduardo Campos, além de participar nos Estados e uma miscelânea completa onde se alia a gregos e troianos sem pudor algum. Vai subir no palanque do PSDB em SP, do PT em outros Estados, enfim, como poderá propor uma nova concepção de poder se já começa as eleições usando e abusando do modelo antigo e ultrapassado. Será difícil se impor como terceira via para aqueles que não suportam mais PT nem PSDB no poder. Eduardo Campos não é conhecido e nem traz no bojo de sua recente história política algo que nos faça esquecer que era aliado de Lula até alguns meses atrás.
Caberá ao eleitor escolher e, pelo visto não será nada fácil, a grande maioria não estará fazendo as análises que deveriam ser feitas nestas ocasiões. Muitos vão votar com ódio deste ou daquele partido o que nunca foi uma opção inteligente. Outros ainda, talvez a maioria, votaram nas pessoas e não no conteúdo programático e ideológico dos partidos.
Correndo o risco por exemplo, de Eduardo Campos vencer a eleição e o PT e o PSDB terem maioria no Congresso Nacional, pois os eleitores votam nas pessoas, esquecendo-se que quem governa é o partido.
Dilma e Lula, assim como FHC tiveram nos últimos 20 anos de poder maioria folgada no Congresso, porém, não pelo efeito do nosso voto necessariamente, mas sim daquilo que se denominou mais tarde chamar-se de Mensalão.
A compra dos votos para a aprovação da emenda da reeleição em 1998 com FHC é exemplo clássico e foi imitado à exaustão pelos que vieram depois. Se todos os casos de compra de votos fossem expostos à população brasileira, por certo muitos candidatos metidos a éticos estariam muito perto da Papuda. 

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