1 de novembro de 2011

Desvio de verbas é o esporte preferido de nossos políticos.

Nos últimos quatro anos a obscena soma de R$ 5 bilhões foram destinados, ou melhor, foram alocados como valores à disposição do esporte pelo Ministério dos Esportes no país. Neste período nenhuma grande obra foi realizada, nenhum centro esportivo para abrigar Judô, Ginástica Rítmica, Natação ou Atletismo. Nada.

Muitos programas como sempre com nomes pomposos dando a entender que algo está sendo feito pelo esporte olímpico e o esporte amador (base). Na realidade as crianças continuam jogando futebol de sandálias de dedo surradas na terra.

Crianças com potencial para pratica de natação, judô, atletismo, e tantos outros esportes estão nas ruas, longe das quadras e do glamour daqueles quinhentos atletas de sempre que nos representam nas competições nacionais e internacionais ano após ano.

Essa mesmice ocorre por falta de planejamento, falta de dirigentes sérios e honestos, falta de um ministério que coordenasse com absoluta inteligência e seriedade um Projeto de Reconstrução do Esporte Nacional.

Onde possa investir esta montanha de dinheiro público para o esporte amador, fiscalizando quem o recebe e como aplicam estes preciosos recursos, não deixando que ONG’s falsas administradas por parentes, assessores e outros vermes corruptos desviem recursos e a finalidade do esporte nacional para suas contas bancárias.

O esporte é condutor de politicas sociais e auxilia diretamente na educação, porém, como podemos conceber que nossas autoridades além de não pensar, não agir anda roubam este precioso recurso da sociedade.

A impunidade e a ausência de forte fiscalização por parte do governo e da própria sociedade é fator motivador de toda esta bandalheira que nos cerca por tantos anos. Não adianta termos denúncias que depois no máximo levam a demissão dos envolvidos. É preciso prisão, devolução dos valores roubados e a exclusão destas pessoas do serviço público do país.

Tem ministro demitido que após sua demissão consegue emprego justamente nas empresas que ele mesmo ajudou durante seu tempo de governo. Ou seja, o corrupto perde a boquinha no governo, mas é socorrido pelo corruptor normalmente. Isso quando não cai pra cima, ocupando cargo em outra esfera do poder.

O desempenho pífio do país no Pan Americano de Guadalajara é fruto de políticas equivocadas, de opções incorretas e da falta de planejamento do Brasil no esporte amador.

Estamos anos luz atrasados em relação a Cuba, EUA, Canadá e muitos outros países, onde os recursos públicos são tratados com a devida seriedade por pessoas honestas e preparadas para exercer função pública.

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