26 de outubro de 2013

O Humor no Trabalho - Eu vi uma nuvem branca

O livro O Humor no Trabalho contém histórias engraçadas que ajudaram a manter um ambiente saudável, produtivo e com pessoas felizes e motivadas! Algumas destas passagens estão retratadas no livro que lancei em Fevereiro/13 em Bauru e São Paulo e que está à venda nas livrarias de Bauru e nos Sites das Livrarias:
Asabeça: www.asabeca.com.br
Cultura: www.livraria.cultura.com.br
Martins Fontes: www.martinsfontespaulista.com.br
Siciliano: www.siciliano.com.br
Publicarei em meu Blog algumas histórias para divulgar o livro que retrata a importância do ambiente saudável, com humor e respeito. Presenciei várias delas ao longo de meus trinta e oito anos de trabalho até minha aposentadoria em 2011.

EU VI UMA NUVEM BRANCA!

Estavam reunidos num restaurante o Luís, o Lucamo, o Tonhão e o Flaviano. Esse último muito falante e comunicativo, seus amigos diziam que ele falava até pelos cotovelos. De futebol à política, passando por economia e para não perder a oportunidade também de mulher e cachaça, os assuntos se multiplicavam à mesa regada de muita cerveja naquela tarde quase noite paulistana. O papo transcorria animado desde o final do expediente e parecia que iria varar a noite.

Os problemas do cotidiano profissional já haviam sido todos discutidos e as soluções todas apresentadas em calorosas discussões. A cerveja era consumida com muito prazer naquela noite de verão paulistano. Algumas porções generosas haviam sido servidas pelo proprietário do restaurante, que já conhecia o nosso pessoal de longa data.

Era o bom e educado Gouveia, um português simpático e com muito tino para os negócios. Seus bolinhos de bacalhau eram apreciados com muito gosto pelos freqüentadores da casa. A cerveja sempre gelada ou o choppinho bem tirado eram também marcas registradas daquele local.

Lá pelas tantas, depois de muitas cervejas e muita conversa jogada fora, aconteceu um fato estranho com o Flaviano. Ele levantou-se e saiu de repente da mesa e sem dizer nada aos amigos, caminhou em direção à porta, todos pensaram que ele iria ao balcão comprar cigarros ou quem sabe dar um telefonema.

Ao invés disso o cara passou direto pela porta e foi para a calçada em linha reta, nesse momento todos se levantaram da mesa e correram para segurá-lo. Não houve tempo e Flaviano atravessou a Rua Augusta sem olhar para nenhum dos dois lados da pista, que naquela hora estava super movimentada. Os rapazes conseguiram interceptá-lo quando ele já se posicionava para atravessar a Avenida Paulista.

Ao abordá-lo eles lhe perguntaram o que havia acontecido, e Flaviano com a voz inebriada respondeu pausadamente:

_ Eu estava bem, mas de repente eu vi uma nuvem branca sob a minha cabeça, e não consegui lembrar-se de mais nada.

Ao vê-lo recuperado o pessoal voltou para o restaurante para acertar a conta. No dia seguinte ao entrar com a cara amarrada para trabalhar Flaviano já ouviu no elevador alguém perguntando se era ele o Nuvem branca?

O cara ficou uma fera e carregou por muito tempo esse incomodo apelido, até que o fato caiu no esquecimento da maioria. Pelo acima descrito nem todos esqueceram o que aconteceu naquela noite quente em Sampa.

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