6 de maio de 2012

Por que não buscar exemplos lá fora?

Aqui no Brasil vários segmentos da nossa sociedade copiam com certa frequência coisas boas ou nem tanto que existem nos países ditos de primeiro mundo. A administração, engenharia, marketing, medicina, televisão principalmente vivem buscando exemplos bem sucedidos para aplicar no nosso país.

Existem duas exceções para isto no Brasil.

Uma delas é a nossa classe política que procura passar sempre ao largo dos exemplos de políticos no exterior, que atuam em prol do povo, ganham salários á altura dos serviços prestados à comunidade que os elege. E não possuem mordomias de quaisquer naturezas, sendo presos e condenados como qualquer cidadão comum se cometer crimes de corrupção.

A outra exceção fica por conta dos nossos governantes (também políticos) e demais autoridades dos três poderes constituídos que não copiam, não buscam alternativas para melhorar ou em alguns casos diminuir a imensa lacuna que existe entre àqueles países e o Brasil.

Copiar o quê? São muitos os exemplos, mas nossa gente bronzeada prefere enaltecer alguns programas e iniciativas tupiniquins do que efetivamente adentrar no mundo civilizado e com milhares de anos de experiência.

Justiça americana, inglesa ou japonesa. São inúmeros os exemplos de que nestes países os criminosos não fogem, não tem benesses nem regalias além das convencionadas pela ONU e organismos de direitos humanos.

Sequestradores, assassinos, terroristas são tratados de forma dura e idêntica pelos tribunais e presídios de segurança máxima dos países que se preocupam com a segurança de seu povo.

A pena de morte ou prisão perpétua pode ser discutida, porém não se pode permitir que o Congresso Nacional e a Justiça admita que praticantes de crimes hediondos sejam agraciados com redutores de penas, saidinhas e outras imoralidades exclusivas desta nossa Justiça ignóbil.

Outro detalhe importante, penas devem ser cumpridas e não termos uma situação onde 90 anos sejam transformados em 30 após o criminoso ser julgado e sentenciado por uma corte. A quem interessa ver nas ruas monstros como Nardeli, Suzana Richthofen e outros psicopatas?

Vou ficar apenas na justiça, entretanto administração pública, licitações e obras que não são superfaturadas, organizações de eventos, educação sem vestibulares e com qualidade, investimentos em pesquisas e ciências, polícia atuante e com utilização de alta tecnologia na repreensão ao crime e principalmente na apuração dos crimes.

Falta competência, interesse e, sobretudo inteligência por parte das nossas autoridades para saírem do lugar comum, terem visão de futuro e compreenderem que o poder deles passa, mas o legado de suas administrações será julgado por muitos anos.

Um comentário:

Custódio Príncipe disse...

Prezado Rafael,

Excelente artigo!Acrescento que falta,sobretudo, mais participação dos nossos cidadãos nas questões que afetam nosso cotidiano e mais vigilância sobre as questões éticas e morais.

Abraços,

Custódio Príncipe