20 de agosto de 2011

Queda de ministros escancara corrupção endêmica no pais

A nossa presidente já defenestrou quatro ministros em pouco tempo de sua gestão, para ser mais preciso sete meses desde sua posse em Brasília. Um ministro a cada 52 dias em média. O que não é pouco.

Mas resolve o problema ou escancara a corrupção endêmica que assola nosso país há muitos anos, décadas para ser generoso? Sem deixar de notar que as escolhas para ocupação de cargos de alto escalão continuam passando longe dos critérios técnicos.

Todo processo começa no período da formação das chapas, onde partidos pequenos se agigantam e em troca de seus apoios negociam ministérios, presidências de estatais e demais cargos do primeiro, segundo e terceiro escalão da república.

O que antes era considerado normal, na visão do mundo político, hoje se tornou uma excrescência sem limites, beirando o inaceitável. Pois no passado distante, nomes eram levados ao candidato majoritário por seus parceiros, mas eram nomes de pessoas do ramo, técnicos para ocupar os cargos em aberto.

De vinte e cinco anos para cá, os nomes escolhidos para os cargos são sempre de políticos recém-eleitos ou até de derrotados nas eleições que conseguem um prêmio de consolação. Isso gera no mínimo três problemas, corrupção, falta de capacidade técnica para exercer as funções e a substituição do parlamentar por um suplente que não foi eleito para representar o povo nas urnas.

O concurso público apesar de ter virado uma indústria alimentando órgãos, cursinhos e muitas outras entidades direta ou indiretamente, não é utilizado no alto escalão, ficando apenas para os cargos de carreira. Porém, deveria haver leis que obrigassem o postulante ao cargo ter ao menos formação escolar e experiência compatível com o mesmo. É inadmissível que um ministro da agricultura seja eletricista ou um ministro da saúde seja aeronauta e assim por diante.

A queda dos ministros e de diversos funcionários que foram impingidos por deputados e senadores aos cargos na troca por apoio eleitoral demonstra o quanto estamos atrasados e o quão difícil será combater a corrupção entranhada nas vísceras do governo brasileiro.

Dilma demitiu alguns funcionários e isso foi o suficiente para que o PR – Partido da República (Não a nossa obviamente) e o PMDB se alvoroçassem e levantassem as vozes contra o combate a corrupção. Não obstante eles ameaçam tirar apoio, votar contra e ficar de mal da presidente.

Tudo jogo de cena, os partidos coligados com a presidente podem falar o que quiserem, mas jamais vão largar a boquinha do poder, perderiam cargos, aliados, espaço político e o que é pior, na atual conjuntura muito dinheiro. Veja um modelo de fraude:


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