10 de julho de 2018

A culpa com certeza não é dela!

A corrupção não é uma invenção brasileira,
mas a impunidade é uma coisa muito nossa.
Jô Soares

A cada quatro anos, sempre no mês de junho acontece à realização da Copa do Mundo de Futebol entre seleções. Este evento começou a ser realizado no distante ano de 1930 no Uruguai e é até hoje organizado pela FIFA – Federação Internacional de Futebol.
Teve interrupções no período da II Guerra Mundial de 1942 a 1950, quando retornou com o Mundial realizado no Brasil e vencido pelo Uruguai.
Nos últimos anos, sempre que acontece esse evento, e com maior intensidade depois que foram implantadas as redes sociais, alguns brasileiros resolvem criticar sua existência e o fato de milhares de pessoas ao redor do mundo, incluindo os brasileiros, acompanharem seu desenrolar por trinta dias.
O esporte nunca foi motivo de qualquer problema no primeiro mundo, onde eventos de diversas atividades esportivas acontecem anualmente sem que isso cause qualquer tipo de transtorno.
Eu mesmo sempre acompanhei as Copas de Futebol, as Olimpíadas e outros eventos esportivos de grande magnitude sem deixar de cumprir minhas obrigações, de exercer meus direitos e de levar minha vida pessoal e profissional normalmente.
Nestas ocasiões continuo lendo e me informando normalmente sobre o que está acontecendo no Brasil e no mundo, não deixo de ver os noticiários, ler os portais e acompanhar o que demais importante julgo necessário para minha vida. Nunca atrapalhou meus estudos nem minha carreira profissional.
Aqui no Brasil, por sorte ou azar, no mesmo ano da realização das Copas do Mundo de Futebol, acontecem às eleições para Presidente, Governador, Senador e Deputados Estaduais e Federais. Nunca deixei de votar ou de acompanhar o andamento das notícias e dos candidatos por conta do evento futebolístico.
A eleição ocorre em outubro, portanto, de 16 de julho quando termina a Copa até o dia da realização das eleições todos os brasileiros tem muito tempo para analisar, pensar, escolher e votar com consciência.
Aliás, mais importante ainda seria após as eleições fiscalizar, cobrar e acompanhar aqueles que foram eleitos, algo que o brasileiro não faz durante os quatro anos que separam as eleições. Portanto este falso patriotismo praticado por pseudos intelectuais de redes sociais não contribuem com absolutamente nada nem antes nem depois da Copa do Mundo e das Eleições.
Sendo assim, vejo como uma tremenda bobagem e falta do que fazer ficar postando coisas inúteis nas redes sociais e no Whatsapp sobre as diferenças entre os países e o Brasil durante a Copa do Mundo.
Não é o esporte a cada quatro anos que atrapalha o Brasil, mas sim, os brasileiros que não levam a sério suas obrigações, praticam a Lei de Gerson (Levar vantagem em tudo) e ficam distantes dos jornais, revistas especializadas, sites e portais com informações importantes.

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