2 de maio de 2018

Uma tragédia anunciada por governantes omissos!


Quanto mais corrupção, mais injustiça.
Quanto mais injustiça, mais impunidade.
Quanto mais impunidade, mais violência.
Quanto mais violência, menos felicidade.
Renée Venâncio

O edifício Wilton Paes de Almeida do governo federal foi construído em 1961. Pertenceu a uma empresa privada, que por conta de dividas com a União perdeu seu imóvel. Ali foi instalada a sede da Polícia Federal em SP até ser desocupada em 2001. Aproveitando-se do descaso do Governo Federal para com o dinheiro público, foi invadido por moradores de rua e sem tetos. Esses invasores com certeza não faziam parte das estatísticas habitacionais divulgadas pelo governo estadual (PSDB) nem do governo federal.
Se o Poder Executivo é omisso, o que podemos dizer do poder judiciário? As ações de reintegração de posse tramitam por anos, décadas naquele poder sem que uma solução se encontre para o prédio.
Agora, depois que um incêndio levou o prédio ao seu desabamento, a Prefeitura que até outro dia era ocupada pelo Prefeito Fantasma (João Dória) e o MP procuram causas e “responsáveis” pela tragédia ocorrida em pleno centro da maior cidade do país e da América do Sul.
Com o agravante que o prédio chegou a ser cedido à prefeitura paulistana, que depois veio a devolvê-lo à União, e depois retornou novamente à prefeitura. Atualmente, seu status era “cedido temporariamente” à prefeitura, que buscava há um ano, junto com o Governo federal, uma solução conjunta para retirar as famílias que moravam ali, explicou o prefeito Bruno Covas em coletiva de imprensa. Mas não deu tempo. Havia 372 pessoas vivendo ali. Dessas, 328 confirmaram que saíram com vida.  Ao menos um, que estava sendo resgatado pelos bombeiros por uma corda, caiu junto com o prédio. Há 44 cujo paradeiro é desconhecido. Não se sabe se estavam no interior do edifício. 
tragédia já havia sido anunciada não apenas por moradores e vizinhos do prédio que desabou após um incêndio. O próprio Corpo de Bombeiros já havia relatado oficialmente, em 2015, inúmeras irregularidades que poderiam provocar ou dificultar o combate a incêndios no edifício. De acordo com o porta-voz da Corporação, Marcos Palumbo, um laudo sobre a situação de risco foi encaminhado ao Ministério Público, que seria responsável por tomar providências de prevenção. "A gente verificou que haviam rotas de fuga obstruídas, com lixo e material altamente inflamável, problemas com botijões de gás. Poderiam ser problemas que causassem incêndios e as chamas se espalhassem de maneira muito rápida [...] Nosso papel foi encaminhado ao Ministério Público para que ele promovesse as ações necessárias", afirmou Palumbo em coletiva de imprensa no local do  incêndio.
O MP/SP que não costuma punir governantes da Prefeitura ou do Estado que sejam do PSDB, e muitas vezes se preocupa mais com torcidas organizadas de futebol, informou que o prédio já havia suscitado a abertura de um inquérito civil para apurar possíveis riscos já em 2015, e que de fato não havia um laudo favorável dos bombeiros conhecido como Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
Necessário dizer que por trás de todas as invasões existe uma verdadeira indústria que coordena e extorque os pobres coitados dos necessitados que não tem moradia.
É mais uma tragédia que entrará para os arquivos da história sem ter responsáveis investigados, condenados e punidos pelo descaso, pela omissão, pelas mortes e feridos, além de todo prejuízo causado ao erário, aos terceiros e a cidade.


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