1 de novembro de 2017

Como alguém, sob suspeita, passa por realizador no Brasil?


Não conseguimos assistir televisão aberta em SP, sem que as inserções comerciais inundem os intervalos da programação com propagandas do Senhor Paulo Skaf, a frente do que chamamos de sistema ‘S - SESI, SENAI, SENAC e SEBRAE. Sem contar que o mesmo é presidente da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
É notório que as propagandas são de cunho próprio, tentando alçar sua candidatura em 2018 ao Governo do Estado de SP, repetindo estratégia adotada na eleição passada. Não tenho nada contra o sistema ‘S muito pelo contrário, se temos algo que funciona bem neste país são justamente essas entidades voltadas para o esporte, cultura e principalmente a educação.
O problema é o cidadão usar de algo em prol de uma candidatura no ultra decadente PMDB de forma descarada e até desonesta, visto que, não é o dono das mesmas.
A delação do empreiteiro Marcelo Odebrecht levou a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar o presidente da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf (PMDB-SP), junto com Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e o ex-ministro Antônio Palocci. Segundo a PF, a suspeita é de crimes de corrupção ativa e passiva.
Em colaboração premiada, Marcelo Odebrecht afirmou que repassou, por meio de caixa 2, cerca de R$ 2,5 milhões a Paulo Antônio Skaf a pedido de Steinbruch, que teria assumido compromissos de fazer doações ao PT nas eleições de 2010. Segundo o empreiteiro, o valor pago pela Odebrecht foi “reembolsado” em um contrato da empresa com a CSN para a construção de uma fábrica de aço.
Nas planilhas da Odebrecht a doação a Palocci consta identificada como “italiano aço”. E o pagamento a Skaf consta como “rolamento”.
Paulo Skaf afirma que nunca pediu e nem autorizou ninguém a pedir qualquer contribuição de campanha que não as regularmente declaradas. "Todas as doações recebidas pela campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral, que aprovou sua prestação de contas sem qualquer reparo", diz a nota da assessoria de Skaf. 
Isso não muda nada, afinal de contas, políticos que tiveram imagens e áudios gravados também disseram a mesma coisa. O que prova que são mentirosos e culpados ou o Tribunal Superior Eleitoral precisa urgentemente mudar seus esquemas de fiscalizações, controles e conferências sobre as doações realizadas aos candidatos e seus partidos políticos.
O cidadão Paulo Skaf usa o sistema e a FIESP em proveito próprio e quer descolar a imagem de suspeito de ligações com a Lava Jato, alterando-a para bom moço e ótimo administrador. Cabe a você eleitor e cidadão cansado de tanta roubalheira em nosso país, não votar neste futuro candidato para que não elejamos alguém com este perfil.  

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