26 de janeiro de 2017

Tribunal de Justiça do RJ, dá exemplo de imoralidade!

“A dúvida é o começo da sabedoria"
Segurs

O Estado do Rio de Janeiro, falido em virtude das criminosas gestões de Sérgio Cabral nos últimos anos. O país reclamando de uma crise econômica que o governo federal não tem capacidade de sanar. Alhures a tudo isso e às negociações do programa de recuperação fiscal para os estados, no qual o Rio de Janeiro terá que apresentar contrapartidas para reduzir seus gastos, o Tribunal de Justiça (TJ) fluminense decidiu autorizar pagamentos que beneficiam diretamente juízes, desembargadores e seus demais servidores.
Em completa dissonância com a dura realidade dos servidores públicos cariocas, que mal recebem seus salários surge um despacho publicado no Diário Oficial do TJ, onde o desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho determinou repasses neste semestre de R$ 33 milhões para cobrir gastos referentes ao auxílio-educação e de R$ 26,5 milhões para o auxílio-locomoção.
Os valores não serão incorporados aos salários — limitados a um teto de R$ 33.763, definido constitucionalmente com base nos ganhos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) —, mas recebem a classificação de “indenizações”.
O povo brasileiro não pode nem no acerto com o Imposto de Renda receber o que gastou com educação em sua plenitude, enquanto os membros do Judiciário recebem “Auxílio-Educação”. Isso é um escárnio, uma aberração nessa nossa democracia de fachada.
Com base na folha de janeiro de 2017, o auxílio-educação — concedido a quem tem até três filhos com idade entre oito e 24 anos — será pago a 225 magistrados e 3.172 servidores. No fim do ano, todos terão que comprovar as despesas.
A assessoria de imprensa do tribunal informou que as indenizações são previstas em lei e custeadas pelo Fundo Especial do TJ, cujo dinheiro é proveniente de taxas judiciárias. O órgão ressaltou que se trata de uma verba própria do Judiciário. Ainda segundo o TJ, o auxílio-locomoção equivale ao vale-transporte da iniciativa privada.
O poder judiciário paga muito mal a grande maioria de seus servidores, porém, dispensa tratamento de marajás indianos aos seus funcionários de alto escalão. Ministros, Desembargadores, Juízes recebem salários com acréscimos nababescos num país onde o salário mínimo é menor que mil reais.
Um levantamento feito em cima de dados do site do TJ mostra que, foram pagos R$ 55.266.627,62 em indenizações para juízes e desembargadores. Este valor seria suficiente para quitar as folhas dos servidores das secretarias estaduais de Saúde (R$ 37.860.227,05) e Segurança (R$ 2.379.694,86), tomando por base os salários do mês de novembro. Além dos auxílios para educação e locomoção, o TJ oferece aos seus 848 magistrados ajuda para gastos com moradia, alimentação e creches.
As bondades são estendidas também aos integrantes do Ministério Público Estadual. De janeiro a novembro do ano passado, o órgão gastou R$ 154.454.803,65 em indenizações para servidores ativos e inativos. Há casos que saltam aos olhos: alguns servidores chegam a ganhar mais com os benefícios do que com os próprios vencimentos. Em maio do ano passado, um procurador da Justiça, com salário de R$ 30.471,10, chegou a receber R$ 83.820,43 de indenizações de uma só vez.

Um comentário:

Yara Gomes disse...

isso é um grande abuso , estão tirando sarro dos cariocas , acorda Rio