4 de novembro de 2016

Uma viagem ao Azerbaijão à custa do povo!

Seria uma atitude muito ingênua esperar que as
classes dominantes desenvolvessem uma forma de
educação que permitisse aos menos favorecidos
perceberem as injustiças sociais de forma critica.
Paulo Freire
O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ), número um na sucessão do Presidente Michel Temer, imitando seu chefe, resolveu viajar de forma oficial com alguns deputados (Comitiva), para a distante República do Azerbaijão.
O problema é que a viagem será custeada com nosso dinheiro. Além do mais, a viagem não será nenhuma oportunidade para trazer ao nosso pais quaisquer negócios, assinaturas de contratos ou parcerias comerciais.
A viagem é uma daquelas famosas farras com nossos recursos que ele e seu chefe querem congelar com a PEC 241. Se não tem dinheiro porque viajar sem motivo? É muito fácil congelar recursos da educação, saúde e segurança pública do que segurar o ímpeto destes sanguessugas no afã de torrar dinheiro do erário.
O Azerbaijão é uma república dissidente da antiga URSS, e, está comemorando 25 anos de sua independência. Sua capital é Baku, sua população aproximada é de 9, 5 milhões de pessoas, que falam o idioma Azeri. Sua força está na extração de petróleo, uma das mais antigas do mundo e na agricultura.
Mesmo sem querer entender a opção da comitiva da gastança, pelo passeio ao Azerbaijão, ficaria feliz em entender a lógica desta viagem, ou seja:
Antes das eleições não houve expediente na Câmara por conta das visitas dos deputados as suas bases eleitorais. Agora, após as eleições, visitas e passeios internacionais daqueles que deveriam das exemplos de austeridade ao país.
O Azerbaijão conta com uma Embaixada brasileira, inaugurada na gestão de Dilma Rousseff em 2012, porém, as relações comerciais são tênues e não representam muito para a economia de ambos os países. Um motivo a mais para questionarmos o interesses repentino de Rodrigo Maia neste passeio com nossos recursos.
Fácil governar o Brasil, discursando sobre congelamento de despesas, mas torrando o erário ao mesmo tempo. Fácil querer arrochar o tempo de serviço para aposentadoria do povo, que trabalha e ao mesmo tempo manter todos os privilégios possíveis aos políticos, desembargadores e outros que se aposentam como verdadeiros marajás do serviço público nacional.
Na verdade, acredito que a viagem seja uma parte do pagamento (agradecimento) aos “fiéis” deputados que aprovaram o Impeachment e a PEC 241. Eles estão mostrando que o país mudou depois do Impeachment. Que beleza, que orgulho!

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