6 de junho de 2016

O desrespeito para com a sociedade não tem fim!

Ideologias nos separam, sonhos e aflição nos unem.
Eugene Lonesco

O país está em meio a um processo de impeachment que pode ser contestado, porém, a administração Dilma Rousseff foi um caos, tendo como coadjuvante o pior Congresso Nacional de sua história democrática recente.
O interino Michel Temer diz algo pela manhã, desmente à tarde e aprova outra terceira opção à noite. Já trocou dois ministros e vive assustado com a possibilidade de a qualquer instante ouvir outro áudio da Lava Jato que catapulte mais um colaborador.
Vivendo sobre a égide de um rombo anunciado de R$ 170 bilhões de reais, discursando sobre a necessidade de sacrifícios (Como se viver no Brasil já não fosse algo muito parecido com isso), Temer flerta com novo aumento de impostos ou a recriação da nefasta CPMF.
Neste cenário grotesco e sem projetos na área econômica para tirar o país do lamaçal, com 12 milhões de desempregados, assistimos atônitos o governo Temer conceder aumentos variáveis de 16,5% a 41,47% para aproximadamente dezesseis categorias de servidores públicos dos três poderes.
Ao invés de demitir cargos de confiança que chegam próximos a duzentos mil no governo federal, ou congelar aumentos e salários dos mesmos servidores por ao menos um ano, surge um bonde da vergonha permitido pelo mesmo congresso que impedia qualquer ato do governo Dilma.
O orçamento da União terá um impacto até pelo menos 2019 de cerca de R$ 65 bilhões. O gasto público apenas em 2016 será de R$ 8 bilhões para os cofres públicos.
Onde ficam aquelas questões que os mesmos políticos sempre citam em seus discursos evasivos? SUS, Rombo da Previdência, Recursos para Educação e Segurança Pública? Enfim, o Brasil caminha para sua insolvência e quem pagará a conta sempre somos nós, em sua maioria classe média (Empregados com carteira assinada, Aposentados e pequenos e médios comerciantes e profissionais liberais).
O povo brasileiro não percebeu nada, não houve discussões acaloradas na Câmara nem no Senado, não houve debate nem contrapropostas. A imoralidade tramitou em surdina e pegou a todos de surpresa na calada da noite após sua aprovação.
Compare com os salários que vigoram na esfera privada em grandes empresas e veja a diferença de ser próximo ao poder público: Auditor Fiscal passa de R$ 15.700,00 para R$ 21.000,00. Cada ministro do STF passa a receber mensalmente R$ 39.293,00.
Além desse aumento obsceno e imoral, no escopo da canalhice a Câmara Federal aprovou também a criação de 14 mil novos cargos federais. Numa enorme contradição, afinal dizem que o PT aparelhou as estatais, que criou milhares de novos cargos, não seria inteligente cortar cargos e não criá-los também?
Resta agora saber quanto tempo os jovens, os empresários e toda aquela multidão que tomava às ruas e avenidas das nossas cidades levarão para protestar de forma firme e definitiva contra essa escória do PMDB e todos os demais partidos que estão juntos (PSDB, DEM, PP, PTB, etc.).


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