10 de dezembro de 2015

O insignificante e mesquinho político brasileiro!

Tem políticos que aspiram tornar-se Mickey Mouse...
Ser tão encantador que as pessoas
esqueçam que eles são ratos.
Autor desconhecido
        Outros povos espalhados pelos quatro cantos do planeta convivem com as mais variadas situações de dificuldades com relação ao clima, geografia, guerras religiosas, intempéries de todas as espécies. Mas apenas o povo brasileiro tem algo muito pior – O político brasileiro.
Um ser mesquinho, insignificante, muitas vezes desprezível que habita o cenário da nossa frágil democracia desde sua mais remota lembrança. Antes da instauração da República já temos noticias das tramoias, das fraudes e da imensa vontade dos políticos em levar vantagem acima de tudo e de todos.
Todos os movimentos desde a Independência do Brasil, Proclamação da República, Revolução de 32, Ditadura de Getúlio Vargas e seu posterior suicídio, renúncia jamais explicada de Janio Quadros, Golpe Militar de 1964, tiveram como pano de fundo as agendas ocultas que jamais visavam o bem comum, o bem da pátria, mas sim interesses políticos escusos.
E, sempre em todos estes episódios históricos da incipiente democracia brasileira, os personagens principais são os políticos e não o povo brasileiro, que ao contrário, é sempre ator coadjuvante.
O povo participa quando muito das eleições, vota mal, vota errado, brinca com seu voto, elege palhaços puxadores de voto sem saber o porquê. Não cobram nem fiscalizam seus candidatos sejam eles eleitos ou não, na maioria das vezes se omite, vota em branco, anula ou simplesmente vai à praia no dia das eleições. A isso chamamos de democracia dos ausentes.
Enquanto isso os políticos em época de eleições mais parecem o mosquito da Dengue (Aedes Aegypti), não param e se procriam normalmente no esgoto da vida pública nacional, buscando recursos de empresários do mesmo nível deles, acertando futuras contribuições em forma de novas leis, projetos e adendos em peças orçamentárias (Medidas Provisórias) para os favorecerem e “pagar” o que eles investiram nas suas campanhas.
No Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas Estaduais e nas Câmaras Municipais, o expediente é praticamente o mesmo, onde o estrume pode ser diferente, mas as moscas são sempre  as mesmas. Eles representam banqueiros, empreiteiros, segmentos diversos da sociedade, exceto o povo brasileiro.
Não fazem nada pelo país, apenas sugam todos os recursos que estão a sua disposição e ainda por cima, muitos se corrompem, aceitam propinas, votam em troca de cargos e benesses para seus familiares, amigos e correligionários.
Não assistimos em nenhum município do Brasil, vereadores trabalhando pelo “Bem Comum”, lutando e ajudando o cidadão comum a fiscalizar os atos do Prefeito e legislando pela melhoria da vida do munícipe. Ao contrário, eles formam dois grupos – Base Governistas e Oposição. A primeira nunca se volta contra o partido no poder. A segunda nada faz por que é minoria.
O país vive um caos sem precedentes, uma crise financeira que avança e mancha a economia do país no exterior. Com o desemprego crescente a inflação em alta combinada com uma recessão enfurecida,  a indústria demite, o comércio fica estagnado e o povo retira seus parcos recursos da poupança para saldar dividas.
Neste cenário, a presidente da República perdida na sua incompetência assiste a sua derrocada junto com seu partido levando junto à esperança do povo.
Os presidentes do Senado e da Câmara resistem nos seus cargos graças ao casuísmo das leis brasileiras que foram feitas para beneficiar e ajudar os políticos. Ambos possuem vários processos por recebimento de propinas, formação de quadrilha, sonegação fiscal, porém, continuam mandando no Congresso Nacional impunemente.
Nesta conjuntura desastrosa, é impossível acreditar neste país e nos seus homens públicos. A oposição prega o quanto pior melhor, usa de movimentos que elas taxariam de golpista, fossem impetradas contra gestões de seus partidos.
Mas, cinicamente e complacentemente apoiam o caos, esquecendo que um dia vão ser “Poder” novamente, e com certeza jogarão nas costas do povo as medidas para corrigir o que deveriam ter ajudado a evitar hoje.

  

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