25 de setembro de 2015

Troféu Pinóquio - Destaque na Crise Hídrica!

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo;
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.
 O desespero de alguns políticos para estarem em evidência na mídia nacional é tanto, que muitas vezes fazem papeis burlescos, tentando ludibriar o público com suas apresentações carregadas de efeitos especiais dignos de um filme produzido em Hollywood.
Em São Paulo, o PSDB está no poder desde 1995, ou seja, 21 anos governando o Estado mais rico do nosso país. Neste período Geraldo Alckmin foi eleito vice-governador de Mário Covas em 1995-1998 e 1999-2002, com a morte do governador Alckmin assumiu praticamente metade da segunda gestão. Em seguida se candidatou e foi eleito em 2003-2006. Voltou em 2011-2014 e 2015-2018.
Se somarmos o período inteiro Alckmin está à frente da gestão do Estado há 11 anos como governador e seis como vice-governador. Tempo suficiente para realizar muitas obras e mudar completamente a gestão de um Estado, tornando-a eficiente, competitiva e profícua. Tempo que a Coréia do Sul levou para se transformar de um país pós-guerra em uma potência na Educação e no desenvolvimento de sua economia, por exemplo.
Porém, Alckmin e seu partido pouco fizeram de concreto que possa ser lembrado. Todas as obras são lentas, demoram muito mais que o prometido e não ajudam o Estado a ter modernidade nos transportes, saúde, educação e habitação.
Relato esse preâmbulo para entrar no assunto propriamente dito, que leva o título deste texto. O Estado de São Paulo enfrenta desde 2013 uma crise hídrica sem precedentes na região. Muitas cidades estão até hoje padecendo da falta de água. Em Guarulhos ao lado da cidade de São Paulo ter água potável nas torneiras é ganhar na Mega Sena para os sofridos moradores.
Neste período todo de estiagem, racionamento de água e reservatórios sendo usados até o seu volume morto, nenhuma grande obra foi realizada. Pior, nos 11 anos que Alckmin é governador ou nos 21 anos que seu partido governa o Estado, nada foi feito para evitar que uma estiagem transformasse a paisagem dos reservatórios de SP em grandes buracos de areia.
Não houve avanço no tratamento dos esgotos com o saneamento completo das águas que desembocam nos rios paulistanos. Não houve interligação entre os diversos reservatórios de São Paulo e da Grande SP.
Eis que em Brasília, na ilha da fantasia, ou melhor, no Congresso Nacional, uma comissão presidida por João Paulo Papa – PSDB-SP, ex-diretor da Sabesp-SP, indicou Geraldo Alckmin para receber um Prêmio pela sua “Gestão à frente da crise hídrica no Estado”. O prêmio “Iniciativas de mobilidade e saneamento” será entregue ao governador que afirmou a imprensa:
_ Modéstia à parte, o prêmio foi merecido.
Quem deveria ganhar um prêmio é o cidadão paulista que paga impostos altos, ouviu promessas de limpeza dos Rios Tietê, Tamanduateí e Pinheiros e nunca viu as obras serem concluídas. Quantas estações de tratamento de esgoto poderiam ter sido feitas em 21 anos? O que foi feito com R$ 79,2 bilhões oriundos das privatizações da Cesp Paranapanema, Cesp Tietê, Comgás, CPFL, Eletropaulo, Banespa, Banco Nossa Caixa, CTEEP e tantas outras estatais? Onde estão aplicados os recursos fruto das terceirizações das rodovias paulistas construídas antes do PSDB tomar posse em (de) SP?
Com tantos recursos nada foi realizado, o governo torra milhões com publicidade até em revista de membros do PSDB como João Dória Jr. Um governo que deveria estar recebendo o Prêmio Pinóquio por tanta mentira e desfaçatez em seu longo período de reinado absoluto em SP. O Reservatório da Cantareira é o maior exemplo da incapacidade deste governo que agora se vê laureado por alguns deputados federais em Brasília.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/09/1686892-brasil-ainda-nem-comecou-a-lidar-com-a-crise-hidrica-diz-ambientalista.shtml
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/09/alckmin-adia-entrega-de-obra-que-vai-levar-agua-da-billings-ao-alto-tiete.html
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/04/1759964-obras-contra-seca-atrasam-em-sao-paulo-e-deixam-moradores-em-risco.shtml


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