30 de setembro de 2015

Servidor público acordou e disse: Vou ficar rico!

É a ambição de possuir, mais do que qualquer outra coisa, que
impede os homens de viverem de uma maneira livre e nobre.
Bertrand Russell

A história a seguir retrata um pouco do quanto será difícil um dia este nosso país ter uma vida normal diante das leis, da ordem e dos bons costumes que qualquer cidadão no mundo segue sem pestanejar.
O servidor público paulista levava uma vida aparentemente normal até que um dia descobriram que ele recebia um salário de R$ 18 mil e possuía casas que levariam 32 anos para serem construídas com seu salário mensal.
O gênio da economia trabalha na secretaria de administração penitenciária em SP. Onde coordena desde 2006 as licitações milionárias dos presídios paulistas. Em 2011 sua irmã e sua mãe abriram uma empresa que a partir de 2013 passou a ter a sua participação societária.
Seu fantástico tino comercial fez com que a empresa a partir de 2013 aumentasse o capital social de R$ 2.000,00 para R$ 273 mil. Passando a adquirir terrenos e imóveis em condomínio de luxo no interior paulista. No total já construíram mais de 30 imóveis em condomínios fechados de alto padrão. Imóveis avaliados entre R$ 650 e R$ 900 mil reais.
Os imóveis estão todos no nome da irmã, visto que o servidor não pode aparecer como administrador da empresa que é sócio. Algumas casas em Sorocaba estão avaliadas em mais de R$ 7 milhões. Somente de 2013 para cá foram mais de doze terrenos adquiridos pela empresa em condomínios.
Entre outras funções o rapaz é responsável pelas licitações milionárias realizadas pelos presídios de SP. Como por exemplo, a alimentação dos presos e funcionários. Alguns destes contratos já sofreram questionamentos do Tribunal de Contas da União – TCU.
O TCU reprovou contratação realizada em 2008 sem licitação, avaliada em R$ 1,2 milhões para a alimentação dos presos da Penitenciária 2 de Itapetininga em SP. A empresa beneficiada na ocasião era a Geraldo J. Coan que teve seus proprietários denunciados no que ficou conhecida como a “Máfia da Merenda”.
Está em curso também um inquérito do MP que investiga a coordenadoria chefiada pelo rapaz por suspeita de superfaturamento no fornecimento de alimentos para o CDP Belém em São Paulo, num contrato que por muita coincidência também era com a empresa Geraldo J. Coan. Apenas coincidência!
No Estado de SP o salário do governador Geraldo Alckmin é de R$ 21.613,05 e os seus secretários recebem algo em torno de R$ 19.467,94. Como podemos perceber, o servidor milionário recebe R$ 1.467,94 a menos que os secretários de Estado e R$ 3.613,00 a menos que o governador. Nada mal!
Creio que o governador Geraldo Alckmin deveria rever o cargo deste servidor dedicado e colocá-lo como Secretário da Fazenda de SP. Afinal de contas, sua dedicação e a forma competente como transforma dinheiro em fortuna na sua vida pessoal poderia ser de grande valia para as finanças do nosso Estado.  

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