13 de agosto de 2015

Não temos Justiça, temos o Bolsa Criminalidade!

“O juiz é condenado quando o
criminoso é absolvido" P. Ciro

O sistema judiciário brasileiro não se cansa de dar exemplos concretos de que serve mais aos criminosos do que a sociedade que recolhe pesados tributos e mantém o poder Judiciário, o Executivo e o Legislativo à custa de muito sacrifício e nenhum retorno.
As leis são brandas, repletas de subterfúgios para que os criminosos do chamado colarinho branco possam utilizar-se de recursos Ad-eternum até que seus crimes de corrupção prescrevam e passem para arquivos mortos.
Nas ruas apenas mudam o modos operandi com relação aos criminosos perigosos que aterrorizam nossa sociedade. Assassinos, sequestradores, estupradores, monstros de toda espécie possuem benesses que dão inveja a qualquer criminoso do planeta.
São benefícios como os indultos em cada novo feriado, o comando do crime organizado de dentro das nossas penitenciárias, entrada de drogas e mulheres nos presídios e até armamentos. Sem contar que as mulheres dos criminosos recebem o Auxilio Reclusão do INSS com nosso suado dinheiro.
Os presos não trabalham, não estudam e na grande parte dos presídios tem total liberdade para continuar cometendo crimes sem que o Poder Judiciário reaja e coloque fim a essa verdadeira orgia.
Tem-se a impressão que alguns juízes recebem orientação do Poder Judiciário para não agravar a falta de vagas no sistema penitenciário, cuja construção o governo federal e os estaduais abandonaram há muito tempo. Os atuais estão superlotados e sem quaisquer cuidados com a sua administração.
Um exemplo desta afirmação aconteceu recentemente na cidade de Bauru-SP. Um criminoso foi preso, julgado e condenado a 48 anos de prisão em regime fechado. Como nosso sistema falido não permite penas acima de 30 anos o meliante ganhou 18 anos de sua pena original. 
Não bastasse essa imoralidade, o bandido cumpriu apenas e tão somente dois anos e oito meses (9,3%) dos trinta que deveria ter passado na cadeia e obteve a liberdade. Como o leitor já está imaginando, de 48 anos de reclusão para liberdade total em menos de três anos. Isso é Brasil! Isso é a Justiça no Brasil. Para “surpresa” geral o mesmo bandido, cometeu o mesmo tipo de crime que o levou a prisão na mesma cidade. 
Ou seja, onde está a eficiência do sistema? Quais as vantagens de soltar criminosos antes do cumprimento integral das penas? Isso serve apenas para aliviar a barra do Governo Federal e dos Estaduais, que nada fazem para manter presídios limpos, em ordem, com trabalho pesado e sem acesso a celulares, drogas e armas para bandidos que cumprem penas. Será que é pedir muito?
Será que o juiz que concedeu a liberdade ao meliante com menos de 9% da pena original consegue dormir tranquilo? Será que ele não imagina que seus próprios familiares podem um dia ser vitimas destes mesmos monstros que ele ajuda a liberar para o convívio da sociedade?
Não vejo no Brasil nenhum movimento que lute por mudanças drásticas nesta situação bizarra, esdrúxula e falida do nosso sistema judicial e penitenciário. A única coisa que se moderniza no Estado brasileiro são as formas de cobrança de impostos e a variedade dos golpes contra o erário.
Os criminosos se multiplicam mais que a Dengue no país, assim como o mosquito não correm risco algum de serem eliminados da vida que levam. Vão nos assustar, roubar e matar impunemente graças a nossa Justiça precária, covarde e omissa. Ao invés do rigor e penas duras, eles possuem o beneficio do Bolsa Criminalidade (Progressão de Penas, Redução de Penas, Indultos, Auxilio Reclusão, etc.).

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