21 de maio de 2015

Entidades com total liberdade para manusear fortunas!

A irracionalidade de uma coisa não é
argumento contra a sua existência,
mas sim uma condição para ela. 
Nietzche.

No Brasil, as Federações, Confederações, Comitês e outras entidades esportivas que agregam e representam milhares de atletas e clubes recebem verdadeiras fortunas de seus filiados, dos torcedores e do governo federal. São bilhões de reais que entram em contas jamais investigadas pelos órgãos que deveriam fazê-lo, mas não o fazem.
A maioria dos clubes de futebol deve para o governo pelo não recolhimento de impostos, o governo não executa a dívida como faz com o cidadão comum por medo de retaliações. Algumas federações tem no seu comando a mesma figura nefasta há anos, sem que nada seja feito em nome da decência, do estatuto de torcedor ou da moralidade.
Apesar de tantos recursos os resultados do esporte brasileiro são pífios no exterior, não formamos atletas de ponta, nem tampouco construímos centros de excelência para o esporte olímpico. Construímos na verdade arenas para Copa do Mundo, cuja maioria está deteriorando e sem uso frequente.
As federações que comandam o futebol são exemplo de que o dinheiro arrecadado com o esporte das multidões e paixão de parcela considerável dos brasileiros não tem fiscalização alguma. Ao invés de ser destinada aos clubes pequenos do interior do país, esta fortuna está sendo utilizada para erguer sedes monumentais onde seus marajás desfilam carrões de luxo e uma vida incompatível com o que recebem.
Neste sentido a CBF é o ícone das arrecadações nababescas e dos gastos maiores ainda com terrenos, prédios e outros investimentos imobiliários. Alguns de seus dirigentes possuem Iates de luxo, mansões ou apartamentos de cobertura cuja renda seria difícil de comprovar caso houvesse uma investigação rigorosa.
As transações comerciais dos dirigentes parecem que possuem isenção fiscal e tributária neste país. A seleção brasileira de futebol virou uma verdadeira mina de ouro para empresários e a CBF. Contratos revelam (Fonte: Estadão/SP) que a entidade leiloou a seleção em troca de milhões de dólares em comissões a agentes, cartolas, testa de ferro e empresas em paraísos fiscais (Cadê vocês Ministério Público, Receita Federal e Congresso Nacional?).
A situação se estende aos esportes olímpicos que recebem verbas vultosas do governo federal oriundas de programas sociais e loterias da Caixa. São patrocinados pelo Banco do Brasil e ainda assim não conseguem ter estrutura compatível com a receita recebida. Em parte o dinheiro não chega ao seu destino final, ficando pelo caminho nas mãos de terceiros, de ONGs ou de dirigentes inescrupulosos que habitam o cenário esportivo nacional.
Se o Brasil fosse um país sério... Se tivesse uma Justiça proativa e célere... Se não tivéssemos tantos “se” para justificar nossa ineficiência ampliada pela nossa burocracia corrupta, talvez os milhares de contratos que circulam no esporte nacional fossem auditados e o mundo saberia a verdade sobre a quantidade de recursos do esporte que estão descansando no exterior em paraísos fiscais.
Até que isso aconteça - “Bem amigos da Rede Globo”...

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