28 de março de 2015

Nomenclaturas e siglas não resolvem situação da Saúde Pública!

“Somos uma empresa, instituição de inteligência,
que em qualquer época com ou sem crise,
terá lugar assegurado. Os governos passam,
nós ficamos”. Júlio Bozano

Nos últimos anos a situação da saúde pública tem ficado cada dia pior, muitos dizem que ela agoniza nos corredores de seus próprios hospitais, porque não tem vaga em UTI para ela ficar.
Os gestores públicos (Governo e Diretores de Unidades Hospitalares) ou por incompetência ou por má fé, não conseguem de forma alguma melhorar a situação com criatividade, profissionalismo e a aplicação de métodos que revolucionem a administração hospitalar brasileira.
Sendo assim, não resta nada a não ser sucumbir, ser sucateada e deixar milhões de brasileiros sem atendimento digno em todos os cantos do nosso imenso país. Recursos existem, falta capacidade, vontade política e fiscalização constante para que a situação caótica comece a melhorar.
Temos percebido que algumas nomenclaturas novas começaram a surgir nas médias e grandes cidades brasileiras ultimamente. Em SP nota-se com frequência prefeitos e o governador usando essas siglas para justificar o injustificável normalmente.
Começo com uma meia verdade. Chamar alguns Hospitais e Unidades médicas de “Centro de Referência” é muitas vezes uma mentira gigantesca. Eles existem é verdade, mas em número bem menor do que supomos e gostaríamos de ver em nossas cidades.
Alguns destes centros de referência são:
Doenças renais – São Paulo - Hospital do Rim e Hipertensão
Há dez anos, é o hospital que mais realiza transplante de rins no mundo. 
Doenças da Tireoide – São Paulo - Hospital Israelita Albert Einstein.
Traumato-ortopedia e reabilitação física – Rio de Janeiro Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into)
Alguns como podemos observar estão longe do acesso da população mais carente e necessitada de cuidados médicos, outros são exclusivos para abastados e políticos tão somente.
Além deles foram criadas algumas unidades com as seguintes siglas.  AMA – Assistência Médica Ambulatorial, UPA – Unidade de Pronto Atendimento. Notem que nos dois casos poderíamos dizer que nada mais são do que uma versão com siglas do nosso antigo e bom Pronto Socorro.
Em Bauru – SP, estas unidades existem, entretanto, nem sempre funcionam aos finais de semana por falta de médicos. Em algumas cidades faltam equipamentos, medicamentos, profissionais de enfermagem, etc.
Há 50 anos tínhamos basicamente as Santas Casas, Prontos Socorros e os Hospitais e Maternidades. De lá para cá, criaram siglas, nomes modernos, porém a saúde pública piorou e muito. As gestões dos hospitais e das unidades de atendimento são vitimas dos péssimos governos que temos e também das gestões fraudulentas de muitos de seus diretores e funcionários.
Se nada for feito, logo o sistema entrará em colapso total, pessoas vão morrer nas portas dos hospitais sem conseguir sequer entrar na recepção dos mesmos. Infelizmente, isso já está de certa forma acontecendo em alguns lugares do Brasil.

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