12 de janeiro de 2015

Gestão da Saúde pública está agonizando na UTI!

O erro acontece de vários modos, enquanto
ser correto é possível apenas de um modo.

 Se existe uma coisa que nossos gestores públicos não têm, é  preguiça, provando a cada dia sua incapacidade, omissão e despreparo para o exercício de suas funções públicas. Dificilmente passamos um dia sem ler ou ver uma notícia que mostra a ineficiência e a imoralidade de alguns governantes e seus servidores diretos ou indiretos.
Em Osasco na Grande São Paulo, tivemos um show de horrores dentro do Hospital Municipal e Maternidade Amador Aguiar. Para quem não sabe o Hospital leva o nome do fundador do Banco Bradesco, e, deve ter se remexido no túmulo por ter seu nome probo atrelado a este hospital de Osasco.
O Hospital ficou sem energia elétrica de segunda-feira (05/01) a terça-feira (06/01) após o seu gerador emergencial ter quebrado quando funcionava para cobrir a falta de energia no prédio. Funcionários do Hospital ligaram doze vezes para a empresa Eletropaulo, uma inoperante distribuidora de energia que atende (ou ao menos deveria atender) aquela região da cidade.
Sem gerador, sem energia da rua, sem serem atendidos pela empresa Eletropaulo, os médicos e enfermeiras começaram a operar milagres no limite extremo entre o risco e a irresponsabilidade para poder salvar vidas de crianças que estavam nascendo ou descansando nas incubadoras da UTI Neo Natal.
A improvisação contou com luzes de celulares e respiradouros manuais para poder tentar garantir a vida de algumas crianças recém-nascidas. Até cirurgias foram realizadas em meio à penumbra que cobria toda área destinada a salvar vidas no Hospital.
Não bastassem todo esse desespero e agonia, uma enfermeira percebendo a gravidade da situação aproveitou para filmar com seu celular tudo que estava acontecendo. Gravou inclusive imagens de baratas e outros insetos vivos se locomovendo pelas paredes do Hospital.
Até uma criança sabe que Hospitais e Prontos Socorros deveriam ser prioridade máxima no atendimento das empresas concessionárias de distribuição de energia elétrica, mas a privatizada Eletropaulo, parece que não sabe muito bem dessa regra.
A prefeitura comandada pelo recém-empossado Jorge Lapas (PT) por sua vez, limitou-se a uma tênue declaração através de um Adjunto da Secretaria da Saúde e nada mais. O Estado finge que não sabe de nada assim como o Ministério da Saúde e demais autoridades do país. Nunca é com eles quando o problema põe em risco a vida do cidadão comum. Aqueles que eles só se lembram durante as campanhas eleitorais de dois em dois anos. 
Um Hospital com baratas nas paredes, notoriamente imundo e sem condições higiênicas e sanitárias. Uma empresa de energia inepta que não consegue atender o consumidor de forma precisa e eficiente. Um Poder Público Municipal que não fiscaliza, não cobra e pune com rigor a administração de um Hospital público formam a junção perfeita da UTI – União de Tamanha Incompetência.   

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