12 de janeiro de 2015

Difícil não são as reformas, mas quem irá fazê-las no Congresso!

A irracionalidade de uma coisa não é
argumento contra a sua existência,
mas sim uma condição para ela.
 Nietzche.


Há muito tempo ouvimos dizer que as reformas são necessárias para que o Brasil possa melhorar seu desempenho na economia, na política, enfim, começar a subir na direção do chamado primeiro mundo. São elas as reformas política, tributária/fiscal as principais fontes de desejo de boa parte da sociedade brasileira.
Os políticos obviamente utilizam à exaustão em seus discursos mentirosos e vazios a necessidade das mesmas ressaltando com ênfase a luta que irão travar para conseguir que elas sejam aprovadas no Congresso Nacional. A mesma casa que consegue passar meses sem votar algo e sempre tiveram engavetadas todas as reformas, todas as mudanças de códigos e leis que a população tanto reclama.
Portanto, impossível acreditar que esses mesmos políticos, do governo ou na oposição estejam realmente levando a sério aquilo que a sociedade civil tanto clama. Passada a posse dos Governadores e da Presidente, teremos em Fevereiro o começo dos trabalhos dos novos congressistas eleitos em outubro de 2014.
Desde o final da eleição a única coisa que ouvimos destes, é que querem o poder da casa. Querem cargos nos Ministérios, nas Secretarias e Empresas Estatais do segundo escalão. Não se ouve uma palavra sequer da formulação de projetos para discussão assim que assumirem seus mandatos.
Nossos representantes na verdade representam Bancos, Siderúrgicas, Laboratórios nacionais e internacionais, Usinas, Sindicatos Patronais, Ruralistas, exceto o povo, este fica sem voz no Congresso Nacional há muitos anos.
Este é o grande complicador de uma futura, embora improvável discussão para promover as Reformas estruturais que o país urge precisar. Como deixar nas mãos destes homens que não representam o povo na sociedade civil discutirem a transformação das políticas sociais, fiscais e partidárias que poderiam melhorar a vida da nossa população?
Sem contar que uma grande maioria destes Deputados eleitos não tem a capacidade e o discernimento para discutir questões mais complexas além de suas formações escolares e profissionais. Muitos, talvez a grande maioria, não sabe sequer o que é uma Reforma. Serão levados pela força de suas lideranças que sempre estão a serviço do poder, nunca do povo.
Sendo assim, nos próximos quatro anos com certeza não teremos sequer a discussão das reformas estruturais, se tivermos, a oposição que é minoria, mas tem uma boa qualificação em suas bases poderá impedir que algo seja feito pela situação que tem quantidade com baixa qualidade. 
Triste para nosso país que esta situação aconteça justamente em desacordo com a premissa de que uma democracia existe justamente para ser palco de grandes discussões, transformações em favor do povo.

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