12 de novembro de 2014

Criminosos do mundo sejam bem vindos ao Brasil!

Os que repudiam a violência podem repudiar,
pois outros praticam violência em nome deles.

George Orwell

       No Brasil não temos tempo para pensar que já vimos tudo, pois na sequência assistimos algo ainda pior ao fato anterior que pode ter lhe indignado profundamente. Temos leis em excesso, na mesma medida em que elas são excessivamente brandas e beneficiam muito mais do que penalizam os criminosos comuns ou do colarinho branco.
Nos acostumamos a ouvir que o Brasil é o paraíso da criminalidade, da impunidade e da desfaçatez humana. Não é para menos, sempre temos histórias reais que nos chocam, levando-nos a pensar em sair deste país, ou fazer como a imensa maioria: resignar-se.
A bola da vez é um sujeito do outro lado do mundo, na Oceania, mais precisamente na pacata Nova Zelândia, que abusou sexualmente de um menino de sete anos de idade e em seguida matou o pai do garoto com requintes de crueldade.
Ele é preso, julgado, condenado à prisão perpétua em seu país. Seu nome é Philip John Smith, 40 anos e o assassinato aconteceu em 1.995. Assim como no Brasil, as autoridades penitenciárias da Nova Zelândia permitiram um mini indulto ao facínora. A permissão seria de três dias para supostamente visitar familiares, mas o assassino aproveitou a deixa e com ajuda prévia externa conseguiu embarcar para Santiago do Chile e rumar em seguida para o Paraíso da Impunidade das terras brasileiras.
Entrou em nosso país pelo Aeroporto Internacional de “segurança máxima” Cumbica, onde ficou três horas antes de rumar para o Rio de Janeiro, podendo estar acomodado numa das muitas comunidades repletas de traficantes, bandidos e marginais de toda espécie.
A Interpol pediu colaboração da nossa Polícia Federal que está procurando o assassino, pedófilo e monstro neozelandês, enquanto a Nova Zelândia já começa a ficar preocupada com a escolha do seu criminoso. Por quê? Eles já sabem que não temos tratado de extradição com seu país. E o pior, segundo as nossas “rigorosas” leis, caso ele seja preso e deportado, só poderá cumprir a pena máxima brasileira no seu país de origem.
Ao invés de cumprir a merecida pena de prisão perpétua, o canalha teria de cumprir em tese o que lhe faltar para completar 30 anos de prisão. Se ele já cumpriu 8 anos por exemplo, teria de cumprir 22 aninhos e estaria solto graças a combinação bombástica da legislação dos dois países a saber:
A Nova Zelândia por permitir que alguém que cumpre prisão perpétua possa sair para visitar parentes. E o Brasil por obrigar o país de origem a usar a excrescência de nossa lei penal a ser cumprida por um deportado.
Não é à toa que o italiano Cesar Battisti, este neozelandês e tantos outros assassinos, terroristas e facínoras amam o Brasil. Para onde Ronald Biggs fugiu após o roubo do século na Inglaterra? Aqui é o melhor lugar do mundo para criminosos. Nossa Justiça dá guarida, ajuda e beneficia a todos com leis brandas, omissão, lentidão processual e muitas benesses.

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