18 de novembro de 2014

Empresa e seu Fundo de Pensão entregam tudo!

“Somos uma empresa, instituição de inteligência,

que em qualquer época com ou sem crise, 
terá lugar assegurado. Os governos passam, nós ficamos”. 
Júlio Bozano

Durante muitos anos ouvimos as pessoas dizerem sem constrangimento ou medo de errar que a Empresa dos Correios e Telégrafos era a melhor empresa estatal do país. Assim foi durante muitos anos até que começou a terceirizar em demasias seus serviços, abrindo agências que são gerenciadas por terceiros no país inteiro.
Seria impossível imaginar que a empresa, antes sólida conseguisse sobreviver a onda de corrupção que assolou o país nos últimos vinte anos em especial. Conseguir passar pela onda privacionista já foi uma vitória e tanto, porém, passar incólume a corrupção seria muito difícil.
No início do mensalão, aparecerem indícios com dirigentes envolvidos na propinolândia que se transformou no chamado Mensalão do PT e partidos aliados. Agora vem à tona em meio as denúncias da Petrobrás, uma bombástica matéria publicada pela Revista Época que demonstra que a rapaziada não perde tempo quando o assunto é desvio, roubos, falcatruas, fraudes e outras modalidades contra o erário.
Segundo a denúncia da revista, em janeiro de 2012 uma empresa de fachada chamada Latam Real Estate New Zeland foi aberta em Wellington, por coincidência instalada no mesmo prédio da Embaixada brasileira na Nova Zelândia há 12.000 mil quilômetros do Brasil.
Com menos de dois meses de sua criação a empresa abriu uma filial em São Paulo e quinze dias depois comprou um terreno de 220 mil m² em Cajamar, a 45 quilômetros de São Paulo. Em 25 de maio, ou seja, menos de seis meses de sua criação e há apenas dois meses no Brasil já vendeu o terreno para a Postalis – Fundo de Pensão dos empregados dos Correios. A transação saiu por R$ 194 milhões.
No ano de 2013 a Postalis apresentou um rombo financeiro de R$ 1 bilhão nas economias dos carteiros, resultado de investimentos furados e sob investigação em instituições financeiras que foram à lona, como os bancos BVA, Cruzeiro do Sul e Oboé. Quem decidia suas aplicações, pasmem, eram diretores indicados pelo PMDB. Sob o comando de um presidente petista desde 2012.
Voltando ao terreno, a Postalis deu uma ajuda aos Correios que precisava de um terreno em Cajamar para erguer seu novo centro de logística, mas seu caixa não comportava a aventura. Vejam que lindo e meigo é essa parte que segue agora: O então Deputado Federal João Paulo Cunha, atualmente preso na Papuda pelo escândalo do Mensalão, conversou com o presidente do Postalis e intermediou a compra. 
Também participou do negócio um famoso empresário dono de empresas de rádio e empreendimentos imobiliários. O Postalis topou comprar o imóvel e aluga-lo aos Correios durante dez anos, por R$ 210 milhões. Mas se deu mal, o local que deveria estar pronto, só deverá começar a funcionar em 2015. Até lá a Postalis não receberá um centavo dos Correios.
Não foi a primeira vez que a Postalis se aventurou em negócios imobiliários duvidosos. Em 2012 já havia comprado um terreno de 73.000 m² por R$ 123 milhões. Seria para construção do Centro de Cartas e Encomendas de Brasília, mas o mato cresce no local dois anos depois da compra.
Se uma auditoria fosse possível de ser realizada em todas as empresas estatais, fundações, autarquias e demais segmentos diretos e indiretos que recebem dinheiro público simultaneamente o resultado seria trilionário em termos de desperdícios, mau uso, desvios e corrupção. Motivo pelo qual, de vez em quando ficamos sabendo de um caso aqui outro acolá. Talvez para nos poupar de um trauma ainda maior.
Coincidentemente tanto a Petrobrás como os Correios gastaram milhões em publicidade nos últimos anos. Depois da propaganda enganosa vem a dura e cruel realidade. Que Deus tenha piedade dos empregados quando estes se aposentarem e mais precisarem dos recursos poupados como previdência privada para auxilio a miséria que receberam do INSS.

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