31 de outubro de 2014

Itália e Brasil chafurdando na 3ª camada do volume morto!

O erro acontece de vários modos, enquanto
ser correto é possível apenas de um modo. 


Em 2009 o então ministro da Justiça Sr. Tarso Genro concede a pedido do presidente da república Luis Inácio Lula da Silva o status de refugiado político ao assassino italiano Cesare Battisti, preso no Rio de Janeiro em março de 2007. Condenado na Itália em 1993 à prisão perpétua por quatro homicídios praticados entre 1978 e 1979 contra um guarda carcerário, um agente de polícia, um militante neofacista e um joalheiro em Milão.
O governo italiano e a justiça daquele país ficaram inconformados, reagiram diplomaticamente, entraram com recurso, porém o STF negou provimento ao pedido italiano. Por 5x4 o STF manteve no país mais um assassino, este internacional.
Alguns anos depois vem o troco italiano contra a diplomacia e a justiça brasileira. A justiça italiana acaba de decidir que o fugitivo Henrique Pizzolato, condenado no Brasil pelo mesmo STF por envolvimento no mensalão não seria extraditado ao nosso país como nossa justiça gostaria.
Tanto a justiça brasileira quanto a italiana erraram, seus governantes idem nesses dois processos que mancham a diplomacia, a justiça e a conduta de dois governantes. O Brasil ficou com um assassino perigoso em nossas ruas e perdeu um criminoso do colarinho branco.
Ambos deveriam estar cumprindo suas penas respectivamente em celas de seus países de origem sem a interferência de seus presidentes, diplomacia ou sistemas judiciários.
Mas os dois países resolveram se igualar e voltaram aos tempos da idade média. Deixando no ar que o Brasil poderá ser paraíso de criminosos estrangeiros de alta periculosidade e ver seus bandidos do colarinho branco saírem impunemente pelas nossas fronteiras em direção ao dito primeiro mundo.
Lamentável ainda que, o Ministro do STF Marco Aurélio Mello afirme que Pizzolato exerceu um “direito” de não se submeter “as condições animalescas” das penitenciárias do Brasil. Se as condições são essas porque não melhorá-las? Porque os demais presos condenados no país podem cumprir pena nesses lugares animalescos e o Dr. Henrique Pizzolato não pode? Porque a diferença de entendimento e julgamento?
Fica no ar a dúvida se o governo brasileiro queria mesmo a extradição do mensaleiro ou se apenas fez um pedido protocolar sem a ênfase e o devido esforço que a extradição do meliante requereria.
O Brasil errou feio com Lula, a Itália deu troco e se rebaixou ainda mais na sua recente decisão. Fica no ar a imagem de que os dois países e seus respectivos governantes e representantes dos judiciários chafurdaram na lama podre da terceira camada do volume morto da dignidade e do bom senso.  

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