31 de outubro de 2014

Engenhão consumindo mais dinheiro público!

“Só o erro é que precisa apoio do governo.
A verdade, essa fica de pé por si própria”.
Thomas Jefferson

O Estádio João Havelange no Rio de Janeiro foi construído para abrigar os jogos Pan Americanos RJ/2007 e teve o custo final divulgado pelo Comitê dos Jogos Pan Americanos na casa de R$ 380 milhões aproximadamente. Sua inauguração ocorreu em 2007. Ele vinha sendo utilizado até 26 de março de 2013 pelo Botafogo. Desde então está interditado por conta de problemas estruturais na sua cobertura.
Mais de um ano depois e o estádio ainda não teve seus problemas resolvidos pela prefeitura do Rio de Janeiro. Chama a atenção o fato de que o Estádio foi relativamente pouco utilizado e mesmo assim apresenta problemas estruturais de grande monta, visto que, após mais de um ano não foram solucionados.
Agora que estamos no final de 2014, há menos de dois anos da Olimpíada RJ/2016, a Riourbe – Empresa Municipal de Urbanização da cidade do Rio de Janeiro vem à público lançar o edital para reformas do Engenhão para adaptação aos jogos olímpicos ao custo previsto em R$ 52,3 (Cinquenta e dois milhões e trezentos mil reais).
Imaginando que a reforma não ultrapasse o valor do edital, teremos ao final da reforma o Estádio remodelado por um custo de R$ 432,3 (Quatrocentos e trinta e dois milhões e trezentos mil reais). Sem contar que quando da construção do estádio os membros do COI, do governo estadual e da Prefeitura já anteviam a candidatura da cidade para sediar uma Olímpiada, logo, deveriam ter construído o estádio apto a receber um evento olímpico.
O mesmo fato aconteceu com praticamente todas as caríssimas instalações erguidas com dinheiro público para os Jogos Pan Americanos RJ/2007. Agora, nove anos depois o legado é a destruição do que foi feito, substituindo por novas e mais caras obras que novamente serão pagas pelo povo.
As obras do novo Velódromo se juntam ao “novo” Engenhão num processo sem fim de gastos do erário acompanhadas sempre de muitas mentiras e ilações falsas de governantes e de membros organizadores de ambos os jogos.
A cidade do Rio de Janeiro assim como o Estado fluminense tem uma carência gigante de atendimento médico de qualidade, de bons hospitais, de escolas de qualidade e de tantas obras de infraestrutura como por exemplo a região de Duque de Caxias onde os moradores enfrentam há décadas a falta de água potável e de saneamento básico. Sem contar a falta total de segurança nas ruas que é por demais conhecida de todos.
Claro que, isso infelizmente não é exclusividade do Rio de Janeiro, afinal de contas, a maior parte das cidades brasileiras é carente nas mesmas coisas citadas acima, entretanto, essas cidades não estão tendo gastos obscenos com a reforma de estádios de futebol e ginásios esportivos para modalidades olímpicas. Recursos que se bem utilizados poderiam resolver boa parte das mazelas da cidade maravilhosa.
Estranho apenas é que antes da Copa do Mundo havia muita gente lutando nas ruas contra a realização da mesma, fato que não se vê com relação aos gastos astronômicos viabilizados para a RJ/2016...

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