29 de setembro de 2014

Houve um tempo em que funcionava!

                   O poder se torna mais forte
quando ninguém pensa.
Em 1886, cerca de 128 anos atrás aconteceram fatos que chamaram minha atenção ao ler um pequeno trecho do livro 1889, sobre a Proclamação da República. Segue abaixo:
“Em 1886, cinco escravos foram presos na cidade de Paraíba do Sul, província do Rio de Janeiro, acusados de matar o feitor. Um deles foi condenado à prisão perpétua, os demais, a trezentas chibatadas cada um. Era um número tão elevado de açoites que a aplicação da pena durou três dias para ser executada. Ao final, com as costas lanhadas pelo chicote, os quatro foram obrigados a retornar a pé da cidade até a fazenda onde trabalhavam. No caminho, dois morreram. Os outros desmaiaram e foram levados em carros de boi. A repercussão do episódio foi tão grande que, em poucos dias, o Senado aprovou uma lei colocando fim as punições com açoites”.
No episódio acima podemos perceber que o Brasil já teve punições rigorosas para quem cometia crimes, claro que, não os poderosos, mas o criminoso comum sofria penas duras. Ao contrário de hoje onde até os estupradores e assaltantes que usam dinamite tem vida fácil, respondem em liberdade e recebem dezenas de benefícios.
Outra coisa que o texto nos deixa ver é que no Brasil já houve prisão perpétua. Hoje a justiça na pressa de soltar os criminosos, visto que o Executivo não disponibiliza vagas em presídios, nem se cogita a prisão perpétua, alegando-se que o presídio visa recuperar os criminosos. Nem o mais ingênuo cidadão do mundo acredita nesta paródia.
Por fim, no mesmo texto, nota-se que ao saberem da repercussão dos açoites, o Senado se mobilizou para mudar a pena, o castigo, enfim, agiu em sintonia com a sociedade. Hoje os senadores vivem num mundo diferente do nosso. Não querem de forma alguma alterar e dar mais rigor as leis que são muito brandas.
Não importa se a sociedade clama por justiça. Não importa se o problema é grave ou se tem bancos com seus caixas eletrônico voando com explosões realizadas por terroristas urbanos. Nossos senadores nada fazem, nada discutem, deixando a sociedade que paga seus salários e benefícios à Deus dará.
A cada novo mandato de oito anos temos a impressão que o Senado piora, fica mais omisso, mais preguiçoso e menos próximo da sociedade brasileira. Nem na era Romana os senadores eram tão despreparados e tão despreocupados para com os seus semelhantes. Os votos deveriam servir de açoite, eliminando e renovando o Senado brasileiro nestas e nas próximas eleições.

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