5 de setembro de 2014

Eleições se aproximam enquanto parlamentares com mandato brincam com o povo!

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo;
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.

Há dois meses da realização das eleições no país, quando escolheremos pelo voto direto presidente, governadores, senadores e deputados estaduais e federais, o país assiste ao deboche dos parlamentares com mandato no Congresso Nacional para com o povo brasileiro, o mesmo povo que elegerá uma nova bancada na Câmara Federal.
Nas últimas legislaturas (24 anos) pouco ou quase nada foi realizado pelos congressistas brasileiros eleitos pelo povo para fiscalizar o executivo, propor nova legislação, atualizar as existentes, reformular a política nacional, impostos e carga fiscal, sistema educacional, da saúde e previdenciário entre tantas coisas que há por fazer.
Ao contrário, a eleição determina para eles apenas quem está com o governo ou contra. A favor ficam a chamada base governista, que se curva diante da pasmaceira de governantes pouco ou nada interessados em fazer o país evoluir, do outro lado, oposicionistas que só pensam em estar no poder novamente.
Desde que o Brasil voltou a eleger presidentes da república pelo voto direto já se vão 24 anos e não tivemos evolução alguma na Educação, na Saúde Pública, Segurança, Habitação, Transporte e Mobilidade Urbana, atualização de Códigos e Leis importantes como a CLT por exemplo.
Tudo por culpa da junção do Poder Executivo com o nefasto Poder Legislativo inerte, omisso e preguiçoso que temos no nosso combalido país. Para exercer o papel de representantes do povo ou despachantes dos governantes, deputados e senadores recebem altos salário acrescidos de vantagens imorais que nenhum outro trabalhador recebe.
Trabalham pouco ou quase nada durante a semana (Chegam na Terça-Feira no DF e vão embora na Sexta-Feira para seus Estados de origem pela manhã). Não votam a pauta, arquivam milhares de processos e projetos, discutem apenas quando algum podre do Executivo pode dar ibope na mídia com a criação de alguma CPI.
A maioria, depois de eleita quase sempre é governista, fruto dos benefícios oriundos desta opção vantajosa (Cargos em Ministérios, Secretarias, Estatais, Autarquias, enfim, órgãos da administração direta e indireta do país. Esses costumam ficar calados, pouco aparecem, exceto em época de eleições ou para defender o governo.
A minoria fica criticando o governo, propondo CPI’s, propondo tudo que não fariam se estivessem na situação governista. Ambos têm em comum o fato de que não trabalham na casa pelo povo brasileiro, esquecem por completo e por conveniência da pauta da Câmara e Senado.
Ano após ano, mandatos após mandatos nada muda, os ratos estão cada vez mais ricos e nós aqui embaixo indignados tentando achar uma fórmula de eleger gente séria, honesta e que não façam da política uma profissão, mas sim um sacerdócio em prol da sociedade brasileira.
Uma situação difícil, quase utópica do eleitor do maior país da América do Sul, que vê os índices econômicos, educacionais e de qualidade de vida ficarem abaixo de republiquetas menores e piores que o nosso próprio país a cada nova divulgação na mídia.
Mas apesar disso, não podemos desistir, temos de acreditar em nós, em Deus e na mudança destes senhores que enxergam a eleição como meio de vida, enquanto ela é apenas e tão somente para nós uma esperança de dias melhores.

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