16 de julho de 2014

Nada resiste à política e a economia brasileira!

“Os homens são como os vinhos:
a idade azeda os maus e apura os bons.” 
Marco Túlio Cícero

          O nosso país tem por hábito destruir boas ideias, grandes empreendimentos e muitas vezes sonhos que são sonhados por nossa gente com base em fatos concretos e ideais inteligentes e sensatos.
Um destes exemplos são os Fundos de Pensão, criados no final da década de ’60 início da década de ’70. Eles foram concebidos para auxiliar a Previdência Social e dar aos empregados das empresas estatais um ganho ao final de suas carreiras nas respectivas empresas quando de suas aposentadorias. Foi com certeza um fator motivador para que muitos empregados prestassem concursos e procurassem as chamadas estatais para desenvolver suas carreiras profissionais.
O Fundo de Pensão era uma ferramenta potente das áreas de recursos humanos além de corrigir enormes distorções da previdência social, funcionava como uma poupança obrigatória.
Grandes Fundos foram montados e eram para ser totalmente separados politicamente das suas mantenedoras, pois da sua isenção política e técnica estes Fundos dependeriam para poder investir com isenção e base atuarial, contratar profissionais e serviços, independentemente do partido político que estivesse no poder.
Mas quem pode sonhar com isso? Ninguém, bastou a democracia retornar a plenos pulmões ao país com as eleições livres a cada quatro anos para que as grandes empresas tivessem seus Fundos Previdenciários envolvidos em todo tipo de escândalos e fora das bases técnicas atuariais inicialmente concebidas.
Foram usados de forma indevida no processo de privatização iniciado em 1995. Obrigados a comprar papéis podres no mercado acionário brasileiro. Tiveram que participar da compra de empresas de setores da economia como telefonia, bancos, energia, etc. Sem que houvesse um retorno econômico e financeiro que sustentasse as operações.
Sem contar que acabaram sendo usados como cabides de emprego nos últimos anos pelos políticos que estão no poder. Com isso, falhas na gestão inviabilizaram projetos de interesse do próprio governo. Os fundos deixaram de ser referência e passaram a ter dificuldades na crise econômica. A rentabilidade em 2013 foi de apenas 2,02%, muito aquém dos 11,63% previstos pelos seus técnicos. O setor caminha para seu terceiro ano seguido de déficit.
Os empregados que se aposentaram começam a sentir nos seus vencimentos a defasagem dos ganhos ao longo dos anos, o que antigamente era, e, ainda é primazia dos aposentados pelo INSS. Tem casos de perdas de até 20%.
O absurdo é tanto que a Funcef (Fundo da Caixa Econômica Federal) teve perdas reais de R$ 3.116 bilhões, após o rombo de R$ 1.371 bilhões em 2012. O país precisa pressionar nosso congresso nacional para que leis mais rigorosas e controle maior seja feito sobre todos os Fundos de Pensão no país. Caso contrário haverá a falência total do sistema. Os prejuízos financeiros e morais serão inimagináveis. 
Os conselhos de administração destes grandes fundos estão nas mãos de aliados políticos dos partidos que tem o poder no país. São meros aproveitadores e muitos nada sabem de economia, de matemática atuarial e apenas assinam documentos ganhando vencimentos de mais de R$ 25 mil por mês para participar de uma reunião ao mês. Uma obscenidade sem igual!

   

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