26 de junho de 2014

Estado incapaz motiva a criminalidade no país

“A história dos grandes acontecimentos
do mundo não é mais do que a história
dos seus crimes" Voltaire
        
 É por demais notório o descaso dos três poderes constituídos para com a questão da segurança pública nacional. O cidadão que paga pesados tributos não tem segurança para o ir e vir como garante a nossa constituição federal.
Não temos segurança nas fronteiras, nas ruas, no transitar pelas cidades e muito menos em nossas casas quando deveríamos em tese estarmos tranquilos. O Estado brasileiro falha e se omite de forma acintosa quando não consegue manter nossa força policial (Federal, Militar e Civil) com contingente suficientemente treinado e bem remunerado para poder fazer frente à criminalidade.
Peca também o Poder Judiciário que não altera leis que favorecem em demasia ao contrário dos países evoluídos os criminosos, com abrandamento de penas, progressões obscenas, indultos e outros benefícios imorais.
Deveriam estar aumentando a pena máxima de 30 para 60 anos, endurecendo a vida para os criminosos. Para tanto, precisariam reformular todo nosso sistema penitenciário, que é composto em sua maioria de pocilgas imundas que favorecem o tráfico de drogas, celulares e fugas por sua fragilidade.
Não temos no país algo básico como a interligação online de um banco de dados de criminosos nos nossos vinte e sete Estados e DF. Não temos um registro de identidade único, contendo informações como CPF, CNH, Título de Eleitor e demais informações que impedissem falsificações e facilitassem a vida dos agentes da lei.
Omissão é a marca dos nossos governantes em todas as suas esferas de governo. Isso leva ao segundo patamar que á o da corrupção, favorecida pela fraqueza e excesso de burocracia estatal. Ninguém faz, ninguém discute, todos sofrem.
No maior e mais rico Estado da Nação temos um exemplo claro de incapacidade na gestão política da segurança pública. O governo que está no poder há 20 anos não consegue contratar e colocar nas ruas uma força policial condizente com a necessidade da população, muito menos consegue treinar, capacitar e remunerar seu contingente adequadamente.
Para se ter uma ideia do descaso em SP, a polícia civil só investiga um em cada dez roubos registrados através de Boletins de Ocorrências em suas delegacias. Não é para menos que 60% das vítimas sequer recorrem ao ato formal de comparecer a uma delegacia, pois sabem que nada será feito, por quem é pago pela sociedade. Em SP no ano de 2013, 232 mil BO’s foram registrados e não tiveram seus casos solucionados.
Na propaganda eleitoral é diferente, nossa segurança é maravilhosa, nosso governador diz que estamos vivendo numa bolha de segurança e que tudo está sendo resolvido. Mentira! Em vinte longos anos o partido dele nunca cogitou sequer elaborar uma Política de Segurança para o nosso Estado.
Em resumo, o cidadão é roubado, vai a delegacia, preenche um papel chamado BO e em seguida o mesmo é arquivado. A Polícia Militar de vez em quando prende criminosos que a nossa Justiça rapidamente trata de colocar de volta às ruas. Um círculo vicioso que não tem fim, nem nas urnas que continuam dando aval a incompetentes nas três esferas de poder há muitos anos seguidos.
Fonte: Folha de SP

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