21 de janeiro de 2014

Nem roubando, nem superfaturando fizeram as obras para a Copa

O erro acontece de vários modos, enquanto
ser correto é possível apenas de um modo.
Aristóteles



O governo federal e os estaduais onde existem sedes para a Copa do Mundo no Brasil tiveram sete longos anos para planejar, orçar e realizar obras dos Estádios, entornos, infraestrutura viária, aeroportuária, investimento em qualificação de pessoal, redes de comunicação, enfim, tudo que é necessário para que o país possa organizar um evento dessa magnitude.

Entretanto, a cinco meses da abertura da Copa, 50% dos estádios não foram entregues à FIFA. Nenhuma ou praticamente nenhuma obra de mobilidade urbana foi entregue e as ampliações e reformas dos aeroportos serão entregues depois da Copa e até da Olimpíada RJ/2016.

Sete anos não foi tempo suficiente para a burocracia estatal conseguir fazer a única coisa que poderia justificar os gastos nababescos com a realização e uma Copa no país – Obras de infraestrutura. Mas contrariando o jargão popular de que “Vão roubar muito com o superfaturamento das obras” os governantes não conseguem mesmo fazer nada que possa ser útil para o povo brasileiro.

Nem roubando, nem rezando, nem ferrando eles fazem algo que possa ser bom para a nossa sociedade. São publicanos autênticos, cobradores de impostos e nada mais.

A nossa rede hoteleira insuficiente e de baixa qualidade já se arvora em poder cobrar 1.000% a mais nas estadias para o evento, entretanto, seus empresários não construíram e nem vão dotar o sistema de leitos suficientes para a Copa nem para a Olimpíada no Rio de Janeiro pode exemplo.

Nossos aeroportos vão continuar com puxadinhos bizarros que lembram muito a cara de nossos governantes, são mal feitos, mal acabados e não servem para nada. Dos portos nem vou perder tempo, pois são tão ultrapassados que nem daria para discorrer.

Depois da Copa do Mundo teremos mais dois anos até o início da Olimpíada RJ/2016, aquela que terá provas náuticas numa lagoa poluída e sem condições mínimas para abrigar navegação e provas de quaisquer modalidades, exceto pesca de dejetos e contaminação olímpica.

Dar ao Brasil, ou melhor, ao governo brasileiro a oportunidade de realizar eventos desta magnitude é uma insensatez completa, depois não adianta a FIFA mandar dirigentes ensebados ficarem reclamando dos atrasos. Sabiam disso e não evitaram, talvez porque foram devidamente compensados.

Nosso povo não tem culpa, exceto por depositar votos nas urnas para esta escória mal ajambrada que nos faz passar vergonha olímpica no exterior. Só faltou brigarem pela realização dos jogos de inverno... A partir de 2017 voltaremos a ouvir falar da Copa do Mundo/14 e Jogos Olímpicos RJ/16, não da organização, mas sim das imensas dividas que vão assombrar a nossa economia.

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