22 de dezembro de 2013

Em ano de eleições todo cuidado é pouco.

“Tudo já foi dito uma vez,
mas como ninguém escuta
é preciso dizer de novo"
André Gilde


O sistema eleitoral brasileiro sempre volta à discussão em anos eleitorais, obrigatoriedade do voto, voto distrital, voto nulo, enfim, quase sempre as discussões ficam à margem daquilo que realmente importa ao eleitor. Conhecer, estar informado a respeito do que representa seu voto, para quem está votando e como são feitas as contas para eleger os candidatos aos votos majoritários (Poder Executivo e Senador) ou proporcionais (Todos os cargos do legislativo, exceto Senador).

O chamado coeficiente eleitoral é a grande pegadinha do sistema, sem conhecê-lo você pode estar a anos cometendo erros crassos, contrariando muitas vezes sua vontade, seu conhecimento e sua ideologia inclusive. O coeficiente eleitoral é a soma dos votos válidos (excluindo os votos nulos e brancos), muitos eleitores acham que estão fazendo algo grandioso ao anular ou votar em branco, quando na verdade estão ajudando os chamados maus políticos com esta prática.

Somados os votos válidos, divide-se pelo número de vagas à Câmara Municipal, Assembleia Legislativa ou Câmara Federal. O número obtido será o que cada partido precisará para eleger um candidato do seu partido ou de sua coligação. Por analogia, quanto menos votos válidos as urnas tiverem, menor será a necessidade de votos de um candidato para se eleger.

Pensando nisso, os partidos que são muito espertos, perceberam que precisam do máximo de votos possíveis para poder eleger o maior número de candidatos de suas legendas ou coligações. Para tanto, dispensaram discursos, ideologia e adotaram a regra baixa de cooptarem puxadores de votos. Quem são eles? Políticos renomados e experientes? Não!

Eles começaram há algum tempo a levar para suas hostes dançarinas de traseiro largo e cérebro oco, ex-jogadores de futebol igualmente desmiolados, cantores de apelo popular, enfim, tudo e todos que possam ludibriar a boa fé do eleitor brasileiro, o que convenhamos não é assim tão difícil.

Surgem então os fenômenos de votos como Enéas que teve mais de um milhão de votos e elegeu junto consigo quatro ou cinco pessoas totalmente desqualificadas para o poder. Quem votou nele nem imaginou que estava levando a tralha junto para o Congresso Nacional.

Com o palhaço Tiririca aconteceu a mesma coisa, ainda mais grave, pois com sua estupenda votação conseguiu guindar ao poder alguns mensaleiros que não tiveram votos suficientes para elegerem-se naquela eleição, mas graças à gracinha dos eleitores desavisados ele conseguiram entrar no Congresso Nacional.

Fique atento, o DEM, por exemplo, já começou a corrida por puxadores de votos. Na Bahia o ex-jogador Edilson, conhecido como Capetinha, será candidato a deputado federal. Pense bem e tente achar uma qualidade no ex-jogador que possa vir a ajudar o povo sofrido da Bahia caso eleito. Será difícil, mas o DEM nem o jogador estão preocupados com a Bahia, nem com o eleitor, muito menos com a sociedade, mas sim com o número de candidatos que possam eleger junto com o Capetinha Edilson.

Em todos os Estados os partidos brasileiros lançaram mão de figuras deste naipe para tentar enganar o eleitor. Seja esperto, não vote em pessoas não qualificadas para ocupar a Câmara Federal e o Senado. Para isso Vote bem – Use os dez nãos.

1. Não deixe de votar, valorize seu voto;

2. Não vote contrariando sua opinião, o voto seu voto é secreto;

3. Não vote nunca em candidato com a Ficha Suja;

4. Não troque seu voto por favores, seu voto é livre e soberano;

5. Não venda o seu voto, garanta a sua liberdade de escolha;

6. Não vote sem conhecer a capacidade o programa do candidato;

7. Não vote sem conhecer a competência e o passado do candidato;

8. Não vote sem conhecer o caráter do candidato: seu voto merece respeito;

9. Não deixe jamais uma pesquisa mudar o seu voto...

10. Não vote para contentar parentes ou amigos...
Fonte: www.monav.com.br e www.batra.org.br 



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