27 de dezembro de 2013

Mídia quer nos confundir!

“As dúvidas são mais cruéis
do que as duras verdades”
Moliére

Segundo os indicadores para o desempenho do comércio, este Natal foi um dos mais fracos em onze anos. O desempenho ficou em apenas 2,7%, bem abaixo do esperado pelos comerciantes, associações comerciais e o próprio governo.

Ainda de acordo com os analistas na mídia os motivos principais foram à queda do poder aquisitivo diminuindo o poder de compra, encarecimento do crédito, endividamento em alta e a confiança em baixa do consumidor. Alguns ainda acrescentam a alta da inflação como uma das justificativas para desempenho tão fraco no Natal.

Os Shoppings Centers, grande polo de compra nas grandes cidades do país registraram um desempenho em torno de 5% (Cinco por cento). Segundo opinião dos administradores das redes de shopping este percentual ficou 50% abaixo do esperado para esta época do ano.

Por incrível que pareça, desmentindo os dados acima, o consumo de compras pela internet teve um crescimento nominal em torno de 41% (Quarenta e um por cento) no mesmo período. As vendas do comércio eletrônico somaram R$ 4,3 bilhões. No ano de 2013 o faturamento do setor deve chegar a R$ 28 bilhões. Ou seja, como explicar que a queda do poder aquisitivo, a alta da inflação, o encarecimento do crédito e o endividamento em alta não tenha atingido o comércio eletrônico?

Na verdade, creio que o brasileiro percebeu que sentado confortavelmente atrás de um PC ou de seu Notebook poderia pesquisar centenas de lojas, preços e opções de mercado sem precisar enfrentar congestionamentos, escassez de vagas em shopping e no comércio central das cidades. Além de evitar os abomináveis flanelinhas, multas e o atendimento nem sempre agradável em muitas lojas.

Aos poucos os brasileiros vão aprendendo a utilizar de forma segura os sites da internet. Estes por sua vez, estão mais atentos ao código do consumidor e às leis. Também houve uma evolução na logística das entregas das compras efetuadas pela internet.

Claro que como tudo que envolve dinheiro no Brasil, ainda carece de aperfeiçoamentos e de uma maior vigilância dos órgãos fiscalizadores e da polícia para coibir eventuais aproveitadores da boa fé dos consumidores chamados de virtuais.

De qualquer forma, é auspiciosa a evolução do movimento de compras efetuadas pela forma eletrônica no país. Muitas empresas estão sendo criadas para trabalhar apenas neste setor, com suas vendas voltadas para o público da internet.

Sem contar que muitas grandes lojas e magazines estão faturando mais na venda eletrônica do que em suas lojas fixas. Onde custo fixo (Aluguel + Impostos+ Salários+ Água, Luz e Telefones) é muito alto ao contrário de suas páginas na rede mundial.

Talvez as manchetes dos nossos grandes jornais e sites devam apurar melhor os verdadeiros motivos para justificar o desempenho pífio do comércio neste Natal de 2013. Com certeza aquilo que foi divulgado não condiz com a realidade nas residências brasileiras.

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