20 de novembro de 2013

Guerreira!

Diz à lenda que um príncipe Hindu, certa vez, chamou um ourives e encomendou uma joia que o moderasse em seus momentos de glória e grande alegria. E que ao ver-se em sofrimento ou em desgraça, esse objeto lhe pudesse trazer algo de consolo. O ourives então confeccionou um belíssimo anel com uma singela inscrição: Isso Passará!

No meio de um turbilhão de fatos e coisas ela se depara com a notícia que ninguém quer ou merece – O diagnóstico precoce de um câncer na mama. O mundo por instantes vem abaixo, sucumbe a tudo e num segundo ela se vê prostrada e sem forças.

Embora os homens de branco a tranquilizem com números, percentuais e dados estatísticos favoráveis, nada muda o fato de que precisa enfrentar uma etapa difícil em sua vida, onde precisará dos três F’s, ou seja, Força, Fé e toda Família unida e firme na mesma direção.

O começo é doloroso, com punção, três cirurgias e muita expectativa para o tratamento quimioterápico e radioterápico que viriam ao longo de quase oito meses. A fé inabalável, a terapia importantíssima e o apoio da família formaram um tripé que mais parecia um intransponível campo de força inatingível.

O tempo senhor da razão costuma passar rápido para todos igualmente, exceto para quem espera o fim de um tratamento médico ou ainda quer ver seus cabelos crescidos juntos com as suas sobrancelhas e cílios. Neste caso o tempo não passa e se arrasta por dias e dias de angústia e ansiedade interminável.

Os dias parecem meses e estes se transformam em anos luz para ela e contagiam toda família, que querem vê-la novamente vivendo em sua plenitude. Os amigos (aqueles que permanecem ao seu lado) dão força, palavras de motivação e ajudam mesmo quando pensam que não estão fazendo.

A quimioterapia terrível termina, mas suas sequelas e lembranças ainda duram alguns meses, até que o organismo as expulse de seu corpo, agradecida pela cura, mas com lembranças difíceis de serem esquecidas.

Chega à radioterapia e um novo processo diário começa com mais de trinta sessões que igualmente se arrastam pelos dias que parecem meses.

Mas ela resiste, luta, encara todas as dificuldades e mesmo sem perceber é uma vencedora desde o início do processo que enfrentou com determinação, amor à vida e aos que ela ama. O tempo aliado de quem luta, passa e com ele o tratamento que se encerra com êxito e glória divina.

A guerreira se chama Célia Regina G. Moia e tenho a honra de ter desposado 22 anos atrás na pequena cidade de Bariri – SP. Depois deste ano de 2013, tudo será possível enfrentar, pois sempre teremos o seu exemplo para seguir. Você nos ensinou a ter coragem, fé e determinação. Obrigado meu amor, que Deus a abençoe hoje e sempre.

Singela homenagem do seu marido, amigo, amante e admirador. 



3 comentários:

DANIEL disse...

Parabéns madrinha pela luta vencida, você é realmente um guerreira, luto e venceu, que Deus sempre te de muito paz, saúde, felicidade e sucesso, e parabéns tio pelo lindo texto, ficou muito bom, ela merece grande abraço a todos.

RoCaetano disse...

É Rafa, como sempre me comovendo. A Célia sabe que eu estive e estou com ela (com vocês), em todos os momentos, mesmo distante fisicamente. E, claro, nosso anjo; nossa estrela; meu amor maior, sempre nos amparando, ouvindo meus pedidos... A guerreira venceu! Um abraço. Roberta

Thaís Medeiros disse...

Lindas palavras meu sogro. Célia é uma mulher que realmente admiro. Pessoa bonita por dentro e por fora, que tem uma força imensurável para ultrapassar qualquer obstáculo. Que Deus continue protegendo e iluminando a ela e toda essa família maravilhosa que me acolheu a 11 anos. Amo vocês!!