10 de agosto de 2013

Próxima parada - Estação dos Cartéis em SP!

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo;
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente. 
Abraham Lincoln

         O PSDB está no poder em São Paulo desde 01 de janeiro de 1995, quando o governador Mario Covas tomou posse. Ou seja, já se foram 18 anos sucessivos de mandatos no Estado mais rico da Nação. Neste período apesar de não terem desenvolvido a malha viária como se esperava, nem tampouco a malha ferroviária, que ao contrário estagnou-se, também pouco se avançou na malha metroviária em São Paulo. 
       Temos em comparação com grandes capitais como a Cidade de México, Nova Iorque, Paris, Londres, uma quantidade de quilômetros muito aquém do que se poderia construir em 18 anos de gestão.
    Agora em 2013 volta a tona denúncias concretas da participação de empresas estrangeiras como a Siemens, Alstom entre outras num processo de formação de cartel para a venda e manutenção de trens para a CPTM e o Metrô. Além de processos que apuraram na Suíça, França e Alemanha nos seus respectivos Ministérios Públicos o pagamento de propinas vultosas para servidores públicos do governo estadual de SP.
      Notadamente a Alstom desembolsou aproximadamente US$ 6,8 milhões em propinas para conseguir obter contrato para a expansão do Metrô em SP. No período de 1998 - 2001 pelo menos 34 milhões de francos franceses teriam sido pagos em propinas para autoridades do governo do Estado de SP, governados à época pelo PSDB.
      O esquema era poderoso, envolvendo empresas sediadas no Uruguai como a Leraway Consulting S/A e a Gantown Consulting S/A. Estas empresas conhecidas como Offshore faziam a transferência e lavagem do dinheiro das propinas.
     Enquanto os MP dos países sede das empresas trabalhavam duro na investigação dos fatos, com provas mais do que suficientes para condenar os empresários envolvidos, aqui no paraíso da corrupção, a bancada governista do PSDB bloqueou com extrema competência todos os pedidos de abertura de investigação (CPI). Segundo o governo suíço, em 1997, a Alstom começou a pagar propinas de pelo menos US$ 5 milhões a um intermediário brasileiro de codinome “Cláudio Mendes”. Esse dinheiro facilitava a aprovação de contratos de compra de equipamentos para Hidrelétrica paulistas e o Metrô. 
   Hoje percebemos que o Governador Geraldo Alckmin está mentindo quando finge publicamente que desconhecia algo que em maio de 2008 por exemplo era declarado por José Serra. Senão vejamos: “Em maio de 2008 o Governador José Serra declara a Folha de SP, com relação à denúncia de propinas supostamente pagas pela Alstom a membros do governo PSDB anterior ao seu que: “Não há o que investigar e que soube dos documentos suíços pelos jornais”. 
     Logo, como Alckmin pode dizer cinco anos depois que não sabia de nada, tentando jogar para cima do CADE – Conselho de Defesa Econômica ou para uma inexistente motivação política os problemas que foram jogados na verdade para debaixo do tapete e arquivados devidamente no Estado de SP?
       Em outra nota Geraldo Alckmin quer fazer a opinião pública acreditar que os casos se restringem a um cartel entre empresas do exterior sem no entanto ter a participação de servidores públicos estaduais. Nomes constam dos processos, provas existem em grande quantidade, porém o medo de perder o poder, de ter que ficar com a imagem maculada não permite que a verdade seja duramente investigada.
      Estas mentiras e a linha de conduta do governador não resistem aos fatos e estes não cabem num só artigo. Autoridades suíças sequestraram 7,5 milhões de euros – dinheiro que seria de subornos e propinas de uma conta conjunta no Banco Safdié em nome de Jorge Fagali Neto e José Geraldo Villas Boas, homens que ocuparam cargos de confiança em vários governos do PMDB e do PSDB, nas gestões de Covas, FHC, etc.
       Dizer que vai a justiça para obter provas que estão nos processos é uma piada de mal gosto do governador. Se quer mais informações acesse o MP paulista ou então faça melhor, envie um promotor até a Suíça, França e Alemanha e peço para ele trazer ao Brasil todo calhamaço de provas de que em 18 anos os tucanos assim como Lula no mensalão “também não sabiam de nada”.
     A eleição será em outubro de 2014, tempo suficiente para que o eleitor paulista esqueça estas notícias. Com certeza nem o PT nem o PSDB paulista estão preocupados em investigar e apurar suas mazelas internas, embora o primeiro ao menos permitiu que fossem levados a julgamento os mensaleiros e demitiu vários ministros suspeitos de corrupção. Esperamos o mesmo do PSDB em SP.
       Chega de conversa mole, basta de mentiras e de tanta desfaçatez, o cidadão paulista não pode ser classificado como de segunda classe por um governo que não controla seus homens e depois quer jogar para debaixo do tapete dos outros aquilo que é imputado aos seus comandados.
    

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