16 de agosto de 2013

Nem para os Jogos Olimpícos RJ/2016 investimos na formação de atletas!

“Numa nação corrompida, muitas são
as leis que se fazem”. Tácito

Além do legado que normalmente fica para a sociedade na cidade que realiza os jogos Olimpícos a cada quatro anos, certo é que o país que patrocina os jogos costumeiramente forma uma grande geração de atletas e faz papel bonito, mesmo que não seja uma das potências do esporte olimpíco mundial.

Aqui no Brasil a Olimpíada que será realizada no Rio de Janeiro em 2016 pelo visto não terá nenhuma das duas premissas básicas levantadas acima. O legado será o das dividas públicas que vão atemorizar gerações futuras aos jogos. Nem tampouco estamos assistindo desde o anúncio da cidade como sede um trabalho de formação de atletas de alto nível.

Muito ao contrário, temos a impressão de que o esporte nacional vai passar a maior vergonha de toda sua existência. Nunca fomos, mas poderíamos ao menos brilhar dentro de nosso país, onde temos público e clima a favor.

Os esportes de base estão relegados a terceiro plano, não por falta de verbas, elas existem aos milhões, mas sim, por falta de planejamento, inteligência e honestidade com os recursos públicos. Alguns esportes recebem muitos recursos, em especial o vôlei masculino e feminino, não que devessem receber pouco, errado é deixar a maioria dos esportes à míngua.

O país não investiu na construção de cidades olímpicas com locais apropriados para a natação, artes marciais, atletismo, ginastica olimpíca, canoagem, etc. Vivemos da qualidade e superação, inclusive financeira de um ou outro atleta de tempos em tempos. Convenhamos que para um país tão grande territorialmente e com tantos habitantes é muito pouco.

A Caixa através de suas loterias e o governo através de arrecadação de impostos, libera um valor muito alto, na casa de bilhões para que o esporte amador, de base, chamado olimpíco possa revelar talentos, manter a base e custear todos os esportes. Entretanto boa parte desta verba vultosa se perde na burocracia e na corrupção, com desvios de finalidade e de recursos propriamente ditos.

Com isso, não será de estranhar se o Brasil ficar abaixo de suas colocações nas Olimpíadas disputadas no exterior. A preocupação me parece voltada para as “obras” milionárias que fazem parte do complexo olimpíco.

Neste tópico podemos imaginar que assim como no Pan/2007, quando tudo foi derrubado e reformado para a Olimpíada, também não tenhamos muito o que comemorar a partir de 2017. Fica no ar a pergunta desde já:

_ Quem encontrará César Maia, Eduardo Paes, Sérgio Cabral, Lula e Dilma para obter explicações das dividas e gastos obscenos que o país herdará?

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