9 de maio de 2013

Reengenharia de Renan Calheiros no Senado

O que fazemos para nós morre conosco.
O que fazemos pelos outros e pelo
mundo, continua e é imortal.
Albert Pine.

Ao assumir a presidência do Senado o contestadíssimo Renan Calheiros usou e abusou do marketing para tentar tirar de seu lombo o foco de inúmeras denúncias por malversação do erário e outras coisas mais que lhe eram imputadas.

Porém, o que a imunidade parlamentar aliada a impunidade secular do Brasil não fazem a um pobre senador? Muita coisa com certeza.

Quando colocou seu traseiro na cadeira de presidente do Senado anunciou aos quatro ventos pela mídia tupiniquim que iria fazer um imenso corte de gastos para com isso reduzirem gastos da casa em cerca de R$ 300 milhões.

Você acreditou? Você nem sabia que ele faria isso? Ou você nem sabia que Renan era presidente do Senado? Seja qual for sua resposta, isso explica muita coisa.

Como os bem informados já imaginavam tudo não passou de um jogo de cena, marketing político da pior qualidade. As regalias imorais concedidas aos seus pares não foram atingidas nem de raspão por Renan.

O destemido Senador deixou de lado os marajás colocados em cargos inúteis tanto quanto dispendiosos por seu “irmão de fé” Ribamar ao longo de muitos anos e apenas fez mexer com perfumarias que não são o alvo do que se pode precisar de Reforma Administrativa.

No Aeroporto de Brasília nove funcionários do Senado, trabalham “arduamente” para dar aos nossos exaustos senadores toda tranquilidade VIP para embarques e desembarques, afinal de contas nossos “guerreiros” como diria Bial, precisam correr para dar conta de tanto serviço.

Para executar esta tarefa árdua, penosa e insalubre, os funcionários recebem de R$ 14.000,00 a R$ 20.000,00 mensais. Algo que 99% da população do país nem sonha e que nem médicos graduados, nem muitos juízes, engenheiros ou cientistas tem como vencimentos mensais.

Esta função poderia ser feita e muito bem remunerada se tivessem como salário algo em torno de um a dois salários mínimos. Já seria um assombro, visto que receber até R$ 1.250,00 para executar esta tarefa é algo que milhões de brasileiros se sujeitariam com certeza, caso houvesse um concurso público para tal contratação.

Além deles, garçons recebem de R$ 6 a R$ 10 mil por mês para servir café no Senado. O mordomo de Sir Renan Calheiros recebe R$ 11 mil para aturar o filho ilustre das Alagoas. Existem dezenas de funcionários abnegados que recebem mais de R$ 20 mil mensais

Em resumo, nem a Câmara dos Deputados, nem o Senado, nem as Assembleias Legislativas, nem tampouco as Câmaras Municipais prezam pelo erário, ao contrário usam o dinheiro caro do contribuinte em ações nefastas, imorais e até ilegais.

Quanto ao presidente do Senado, nenhuma novidade quanto a ele manter estes dispendiosos funcionários em atividade tão chula, tão desnecessária no Aeroporto de Brasília. Surpresa seria se ele efetivamente fizesse uma reforma administrativa que viesse a cortar na carne todas os absurdos que infestam aquela casa do povo.


Gráfico: Folha de SP

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