Meu livro "O Humor no Trabalho"

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2 de dezembro de 2012

A empáfia de uma sub-celebridade brasileira!

“Há aqueles que só empregam palavras com
o objetivo de disfarçar seus pensamentos”.
Voltaire



Algumas pessoas não conseguem disfarçar sua intolerância para com menos favorecidos economicamente, aqueles que por culpa de um sistema econômico e político cruel e perverso não tiveram acesso às boas escolas, não puderam ter alimentos fartos à mesa, nem a bons empregos ou a chamada “boa vida”.

Muitas destas mesmas pessoas estão próximas daquilo que denominamos ser uma “boa vida”. Tiveram acesso a educação de qualidade, embora não se possa provar que aproveitaram dela com maestria e vontade. São vistas com ricos abastados, artistas, celebridades e viajam muito ao exterior.

São pessoas vazias, sem conteúdo e que de vez em quando sem o menor esforço entregam seus pensamentos e revelam sua personalidade torpe e ignóbil. Quer seja numa rodinha no Fasano (Restaurante das elites paulistanas) ou numa praia de Angra dos Reis.

Odeiam pobres, odeiam emergentes (novos ricos), odeiam políticos que não sejam da elite tradicional do país, amam a si mesmo, não cultuam nada que não seja fashion ou moda em Nova York ou Paris.

Pois é justamente nestes locais que não querem de forma alguma cruzar nas ruas, hotéis ou aeroportos com gente da classe B,C ou D do nosso país. “Que horror” diriam estas subcelebridades tupiniquins.

Pois nesta semana a Senhora Danusa Leão, deixou claro este pensamento ao balbuciar a seguinte pérola publicada neste domingo de sol na Revista Época: ”Ir à Nova York ver os musicais da Broadway já teve graça, mas, por R$ 50,00 mensais, o porteiro do prédio também pode ir, então, qual é a graça?”

Por estes absurdos raivosos eivados de preconceito e maledicência sem qualquer resíduo de bom senso e humanidade que entendemos porque no Brasil certos governantes podem tudo, enquanto alguns outros não podem tanto.

Esta elite nojenta e carregada de desfaçatez reage a qualquer mudança que possibilite o poder aquisitivo do mais pobre mesmo que, seja apenas para que estes possam ter acesso a um shopping na zona sul ou a um bom prato de refeição.

Um comentário:

Sonia Salim disse...

O que dizer diante desse texto tão bem escrito e de uma situação que mostra um vazio de alma? É melhor silenciar, meu caro amigo, pois você escreveu com sensatez.

Bom dia! Abraços!

Sonia Salim