18 de setembro de 2012

Caminhões do tamanho de um trem nas estradas.

Desde a posse de Fernando Collor, passando por Itamar, FHC, Lula e atualmente Dilma, o sistema ferroviário nacional foi sofrendo um desmonte sem igual, um sucateamento de suas linhas, equipamentos e a da sua perspectiva de futuro enquanto sistema de transporte utilizado com sucesso mundialmente.

Em troca desde a década de sessenta com ênfase absoluta nos desgovernos acima citados, a indústria automobilística e de caminhões deitou e rolou impondo seus veículos para fazer o transporte de passageiros e cargas no país. Está certo que financiou muitas campanhas eleitorais para eles, é verdade.

Com isso nossas estradas excetuando-se as do Estado de SP, foram sendo destruídas enquanto os governantes assistiam a tudo incólumes e sem que novas obras fossem feitas, sem que houvesse a devida manutenção das existentes para suportar a crescente elevação da frota viária do país.

As estradas brasileiras no Centro Oeste, Nordeste e Norte do país são verdadeiros lixos, boa parte sem asfalto, sem duplicações, sem sinalizações adequadas. Elas causam desperdícios, acidentes e muito prejuízo aos seus usuários.

Mas a opção foi clara dos nossos governantes, ao invés de investimentos no setor ferroviário para transportar a safra agrícola, minérios e outras cargas pela via férrea deixaram o sistema ser sucateado por meia dúzia de empresas desqualificadas em troca de alguns milhões de dólares.

O dinheiro não foi utilizado no sistema de transportes e hoje temos prejuízos assombrosos sem que o país possa buscar soluções imediatas. Sem contar que o sistema de transporte hidroviário sempre foi relegado a terceiro plano, tanto em SP como no resto do país.

Este panorama fez com que o setor de transportes de cargas começasse a optar por caminhões pesados, carretas enormes, com cada vez mais espaço para suas cargas. Como o trem não existe, transformaram caminhões em trens do asfalto.

Esta prática perigosa deveria ser revista pelas autoridade que legislam sobre o trânsito no Brasil, pois além de danificarem ainda mais o piso das estradas, estes “trens” do asfalto estão sendo guiados pelos mesmos motoristas apressados, sem treinamento e principalmente sem descanso em nossas vias.

Tem caminhões em forma de trens com até três compartimentos passando de trinta metros de cumprimento em nossas estradas. Se as transportadoras querem transportar tudo de uma vez por que não exigem do governo que seja por transporte férreo ou hidroviário?

Quanto maior o caminhão ainda maior é a ganância dos donos de transportadoras, situação inversamente proporcional a preocupação dos mesmos com a segurança nas estradas.

Como sempre no Brasil, todos ganham menos o povo em todas as situações onde existam recursos envolvidos. Em breve cruzaremos com verdadeiros transatlânticos nas nossas estradas, com 50 ou até 80 metros de cumprimento. Quem viver e dirigir verá...


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